Ed
há 3 meses
No contexto do Direito Processual Penal, a prova é um elemento fundamental para a formação do convencimento do juiz. Vamos analisar as afirmações apresentadas: 1. Provas derivadas de provas ilícitas: A regra é que as provas derivadas de provas ilícitas (fruto da árvore envenenada) são, em regra, inadmissíveis, salvo algumas exceções. Portanto, a afirmação de que são sempre válidas e devem ser recepcionadas sem ressalvas está incorreta. 2. Confissão do acusado: A confissão pode, em certos casos, suprir a falta de exame de corpo de delito, mas isso depende do contexto e da natureza da infração. Não é uma regra absoluta. 3. Provas antes do início da ação penal: O juiz não pode ordenar a realização de provas antes do início da ação penal, exceto em casos específicos previstos em lei, como medidas cautelares. 4. Diligências no curso da instrução: O juiz pode, sim, determinar a realização de diligências para esclarecer pontos relevantes da causa durante a instrução. 5. Prova ilícita e desentranhamento: A prova declarada ilícita deve ser desentranhada dos autos, conforme o princípio da inadmissibilidade da prova ilícita. Portanto, a única afirmação correta entre as apresentadas é a que diz que o juiz pode determinar, no curso da instrução, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante da causa.