Questão 1 Os indicadores de óbitos infantis são essenciais para a gestão em saúde municipal porque traduzem, de forma sensível e oportuna, a qualidade da atenção pré-natal, do parto e do cuidado neonatal e infantil, além de refletirem determinantes sociais como saneamento, renda e escolaridade. Ao monitorar taxas como mortalidade infantil, neonatal e pós-neonatal, desagregadas por território, causa, raça/cor, idade materna e condições de nascimento, a gestão identifica bolsões de vulnerabilidade, prioriza áreas e populações de maior risco, direciona recursos e organiza a rede de forma mais eficiente. Esses indicadores subsidiam a pactuação de metas, a avaliação de políticas, aumentando a transparência, aprimorando a accountability perante a população e embasando a captação e a defesa técnica de investimentos estaduais e federais, tornando-se uma bússola poderosa para reduzir desigualdades e salvar vidas (Brasil, 2025). Nesta perspectiva, analise o caso: O município celebrou em seu relatório anual uma redução de 15% no número absoluto de óbitos infantis em comparação com o ano anterior. Contudo, ao analisar os dados mais a fundo, um epidemiologista da secretaria de saúde notou que o Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) do município permaneceu praticamente inalterado, considerado alto para os padrões estaduais. Essa aparente contradição gerou um debate entre os gestores sobre a real situação da saúde das crianças no município, que também vivenciou um pequeno êxodo rural, diminuindo sua população total, mas com um aumento na taxa de natalidade. Considerando essa complexidade, a análise correta do Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) de Serra Verde indica que: Selecione a resposta: a a manutenção de um CMI elevado, apesar da queda no número absoluto de óbitos, sugere que o risco de um nascido vivo morrer antes de completar um ano de vida continua alto, indicando possíveis falhas persistentes no cuidado pré-natal, no parto ou no primeiro ano de vida. b o principal problema de Serra Verde é a subnotificação de nascimentos, o que leva a um denominador artificialmente baixo no cálculo do CMI e, consequentemente, a um coeficiente superestimado que não reflete a melhora real. c a estabilidade do CMI demonstra que as políticas de saúde infantil implementadas foram eficazes apenas para as crianças residentes na zona urbana, mascarando uma piora significativa nas condições de saúde da zona rural. d o coeficiente se manteve estável porque a redução dos óbitos foi acompanhada por um aumento proporcional na mortalidade materna, indicando que os investimentos em saúde beneficiaram os bebês, mas não as mães. e a informação mais relevante é a queda do número absoluto de mortes, o que comprova uma melhora efetiva na qualidade do sistema de saúde, tornando a análise do coeficiente um indicador secundário e menos confiável para a gestão.