A busca pela felicidade, outrora vista como a mera ausência de sofrimento ou a maximização do prazer, tem sido redefinida por abordagens contemporâneas que integram a filosofia, a neurociência e a psicologia positiva. Atualmente, compreende-se que a felicidade duradoura e o bem-estar genuíno estão intrinsecamente ligados a um senso de propósito e à atribuição de significado à própria existência. O propósito, frequentemente derivado de valores pessoais e aspirações de longo prazo, oferece uma direção para a vida, orientando escolhas e ações. O significado, por sua vez, emerge da capacidade de interpretar e valorizar as experiências, mesmo as adversas, dentro de um quadro coerente que confere relevância à jornada individual. A ausência desses elementos, em contraste, pode contribuir para estados de desengajamento e vulnerabilidade a desafios de saúde mental, como a ansiedade e a depressão, evidenciando a necessidade de uma estrutura cognitiva e emocional que transcenda o hedonismo momentâneo. A integração desses componentes — propósito e significado — é vista como fundamental para a construção de uma vida plena e para a sustentação de um bem-estar resiliente, culminando em uma forma de felicidade mais profunda e autêntica.