Pergunta 9 Sendo o licenciamento ambiental instrumento preventivo de proteção do meio ambiente, é INCORRETO afirmar que na definição da competência da União para o licenciamento ambiental, o legislador utilizou três critérios: o da titularidade do bem; o da abrangência do impacto ambiental; e o da natureza da matéria a ser licenciada. Logo, é competência da União o licenciamento ambiental de empreendimento localizado ou desenvolvido: i) no mar territorial; ii) em dois ou mais Estados; e iii) que disponha sobre material radioativo ou utilize energia nuclear. extrai-se da Lei complementar n.º 140/11 dois princípios básicos: i) o licenciamento ambiental é uno, sendo absolutamente vedada a duplicidade de licenciamento do mesmo empreendimento ou atividade; e ii) somente quem licenciou o empreendimento ou atividade possui competência para lavrar auto de infração em caso de infração administrativa ambiental. quanto à competência dos Estados, o legislador utilizou um critério de exclusão para defini-lo como competente para licenciar os empreendimentos que não são de competência da União e dos Municípios, associando-se ao critério de titularidade do bem quando se tratar de empreendimento localizado ou desenvolvido em unidades de conservação instituídas pelo Estado, exceto em relação à área de proteção ambiental que observa critérios próprios. compete à União a aprovação do funcionamento de criadouros da fauna silvestre, haja vista a definição da fauna silvestre como bem exclusivo da União. o licenciamento, visto sob a égide do meio ambiente, caracteriza-se como procedimento administrativo regrado pela discricionariedade e restrições. Compete à administração pública sopesar, segundo seus critérios de conveniência e oportunidade, se será ou não concedida a licença, mostrando-se, assim, a concessão da licença em matéria ambiental, uma discricionariedade sui generis, já que sua outorga depende da motivação carreada pelo Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA/Rima). O controle sobre os limites da discricionariedade do ato administrativo se dá na esfera da legalidade do ato praticado. Referido controle é possível desde que respeite a discricionariedade administrativa nos limites em que essa é assegurada.