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4. (FGV - 2026 - PC-PI - Delegado de Polícia) Em uma operação policial, um homem foi preso em flagrante após subtrair uma barra de chocolate avaliada em R$ 5,00 de um supermercado na cidade de Pedro II. O acusado não utilizou violência ou grave ameaça e o produto foi recuperado imediatamente. Trata-se de réu primário e sem antecedentes criminais. O Delegado de Polícia lavrou o auto de prisão em flagrante e representou pela conversão em prisão preventiva. Diante de tal situação hipotética, assinale a opção correta. a ) A conduta deve ser punida com base no princípio da legalidade, pois o furto é tipificado legalmente, sem previsão de causa excludente em razão do valor do bem. b) A irrelevância do valor econômico do bem pode afastar a culpabilidade por erro de tipo permissivo, mas não afasta a tipicidade penal. c) O princípio da intervenção estatal justifica a punição, pois a repressão penal é necessária mesmo para delitos de menor potencial ofensivo. d) A conduta é atípica por força do princípio da insignificância, ante as parcas ofensividade e reprovabilidade, a ausência de periculosidade social e a ínfima lesão causada. e) O princípio da fragmentariedade, derivado do poder-dever de punir que cabe ao Estado, impede o reconhecimento do furto, pois todo ilícito penal é também um ilícito civil.
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Rodrigo Lopes

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Vamos analisar cada uma das alternativas: a) A conduta deve ser punida com base no princípio da legalidade, pois o furto é tipificado legalmente, sem previsão de causa excludente em razão do valor do bem. - Falso. Embora o furto seja tipificado, a questão do valor do bem (R$ 5,00) pode ser considerada sob o princípio da insignificância, que pode afastar a tipicidade penal. b) A irrelevância do valor econômico do bem pode afastar a culpabilidade por erro de tipo permissivo, mas não afasta a tipicidade penal. - Falso. O valor do bem pode sim afastar a tipicidade penal, especialmente em casos de furto de pequeno valor, que pode ser considerado insignificante. c) O princípio da intervenção estatal justifica a punição, pois a repressão penal é necessária mesmo para delitos de menor potencial ofensivo. - Falso. O princípio da intervenção estatal não é absoluto e pode ser questionado em casos de delitos de menor potencial ofensivo, como o furto de um chocolate de baixo valor. d) A conduta é atípica por força do princípio da insignificância, ante as parcas ofensividade e reprovabilidade, a ausência de periculosidade social e a ínfima lesão causada. - Verdadeiro. O princípio da insignificância pode ser aplicado aqui, considerando o baixo valor do bem e a ausência de violência ou ameaça. e) O princípio da fragmentariedade, derivado do poder-dever de punir que cabe ao Estado, impede o reconhecimento do furto, pois todo ilícito penal é também um ilícito civil. - Falso. O princípio da fragmentariedade não impede o reconhecimento do furto, mas sim sugere que o Estado deve intervir apenas em casos de maior relevância. Portanto, a alternativa correta que contém todos os itens verdadeiros é: d) A conduta é atípica por força do princípio da insignificância, ante as parcas ofensividade e reprovabilidade, a ausência de periculosidade social e a ínfima lesão causada.

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