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Atente ao fragmento de texto a seguir: "Assim como há atributos diagnósticos, quer dizer, algumas características do solo que servem para classificá-los, também podemos utilizar dos chamados horizontes diagnósticos, horizontes cujas características podem auxiliar na identificação de qual tipo de solo ele pertence". Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão
Considerando a passagem de texto apresentada e os conteúdos do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre conceito de horizontes do solo marque a alternativa correta:
A Horizonte A chernozêmico: Este horizonte tem coloração preta, cinzenta bem escura ou brunada. Possui alto teor de matéria orgânica. É formado por acumulação de matéria orgânica em diferentes estágios de decomposição, que podem ser recobertas por camadas ou horizontes minerais. Tem teores de matéria orgânica maiores que 80 g
B Horizonte hístico: formado por um horizonte mineral superficial, mais ou menos espesso, tem escura e alta saturação por bases e uma estrutura bem desenvolvida, com agregação e grau de desenvolvimento predominantemente moderado ou forte.
C Horizonte A húmico: É formado por um horizonte mineral superficial, com valor e croma (cor do solo úmido) iguais ou inferiores a 4 e saturação por bases (valor V) inferior a 65%.
D Horizonte A antrópico: Parecido com horizonte A chernozêmico, naquelas condições de cor, teor de carbono orgânico, consistência, estrutura e espessura, mas com saturação por bases (valor V) inferior a 65%.
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há 4 semanas

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há 4 semanas

Vamos analisar cada alternativa com base no conceito correto dos horizontes do solo: A) Horizonte A chernozêmico: correto que tem coloração escura (preta, cinzenta escura ou brunada) e alto teor de matéria orgânica, formado por acumulação de matéria orgânica em diferentes estágios de decomposição. O teor de matéria orgânica maior que 80 g/kg está correto. Esta alternativa está correta. B) Horizonte hístico: é caracterizado por ser um horizonte orgânico, formado principalmente por matéria orgânica pouco decomposta, geralmente saturado de água, não um horizonte mineral superficial com alta saturação por bases e estrutura bem desenvolvida. Portanto, esta descrição está incorreta. C) Horizonte A húmico: é um horizonte mineral superficial com valor e croma baixos (cor escura), e geralmente com saturação por bases superior a 65%, pois é fértil. A alternativa diz saturação inferior a 65%, o que está incorreto. D) Horizonte A antrópico: é um horizonte modificado pelo homem, com características semelhantes ao horizonte chernozêmico, mas geralmente com saturação por bases superior a 65%, não inferior. Portanto, esta alternativa está incorreta. Resposta correta: A) Horizonte A chernozêmico.

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Craque NetoCraque Neto

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Em um diagnóstico inicial de uma microrregião, um grupo técnico precisa conciliar duas abordagens. A equipe de pedologia levanta a gênese, a classificação e a organização natural dos solos, destacando fatores de formação, horizontes e processos de intemperismo. A equipe de edafologia demanda correlações práticas com as exigências das plantas: disponibilidade hídrica, nutrientes na solução do solo, agregação e porosidade que influenciam a emergência e crescimento radicular. Em reunião, surge a dúvida: "Estamos falando de dois campos concorrentes?". O coordenador esclarece que ambos são complementares e fundamentais à Agronomia: a pedologia estrutura entendimento do solo como corpo natural, enquanto a edafologia traduz essas propriedades em recomendações agronômicas, diretamente ligadas à produção vegetal. O plano regional, portanto, vai integrar mapas pedológicos com camadas de uso, topografia e clima, além de indicadores de fase sólida (matéria orgânica, granulometria), fase líquida (solução do solo, sais, pH) e fase gasosa (aeração e O2/CO2), reforçando que decisões de manejo racional só fazem sentido se se apoiarem tanto no conhecimento do sistema natural quanto nas demandas das culturas. Ao fim, a equipe formaliza que sucesso do planejamento depende de manter diálogo entre dois olhares.
Na Agronomia, pedologia e edafologia são
A campos complementares, um descrevendo corpo natural do solo e outro conectando suas propriedades às necessidades das plantas.
B áreas redundantes, pois ambas tratam apenas da classificação de solos para fins construtivos.
C disciplinas exclusivas da Geologia, sem impacto na tomada de decisão agronômica.
D vertentes que consideram o solo apenas como substrato inerte para fixação de raízes.

Um comitê de microbacia pretende adotar bioindicadores para acompanhar a sustentabilidade. O plano técnico se ancora em quatro passos: (a) delimitar a área de avaliação (bacia, ecorregião, fazenda/talhão); (b) definir objetivos (produção, proteção ambiental etc.); (c) eleger indicadores e estabelecer linha de base (comportamento "normal" regional por solo/clima); (d) fixar limites críticos (valores mínimos) para cada indicador. A equipe reforça que não há "receita universal": a interpretação depende de solo, região e clima. Exemplos de bioindicadores propostos: número de microrganismos (grupos de bactérias/fungos), biomassa microbiana (C, N, P, S), atividades (respiração/enzimas), N mineralizável/nitrificação, de benéficos (fixadores de N, micorrizas, solubilizadores de P), fauna do solo (minhocas, ácaros, Collembola) e métricas de estrutura/função (DNA, perfis de lipídios, Biolog). O comitê decide integrar dados biológicos com físicos (textura, densidade, porosidade, agregados) e químicos (ciclagem da MO, liberação de nutrientes, tamponamento de poluentes) em índices para facilitar a leitura, lembrando sempre que a avaliação deve respeitar a linha de base e limites críticos regionais.
Para que bioindicadores sustentem decisões de manejo, é fundamental
A dispensar integração com indicadores físicos.
B considerar apenas variáveis químicas de fertilidade.
C usar um conjunto universal de indicadores, válido para qualquer região.
D estabelecer linha de base regional e limites críticos para cada indicador, considerando solo, clima e objetivo.

Uma auditoria de sementes revelou falhas na inoculação: mistura simultânea do inoculante com tratamentos químicos, exposição ao sol/calor, doses abaixo do recomendado e plantio dois dias após inocular. O relatório técnico resgata os cuidados básicos para sucesso: (1) adquirir inoculante registrado, estirpe adequada e armazenar em local fresco/arejado; (2) não inocular junto com agrotóxicos ou fertilizantes; (3) inocular por último, após os demais tratamentos e somente quando as sementes estiverem secas; (4) respeitar dose mínima (= 1,2 milhão de células/ semente), observando formas liquidas/turfosas e volume máximo de calda; (5) utilizar tambores giratórios/betoneiras para distribuição uniforme e não danificar sementes; (6) inocular à sombra e secar à sombra por 20-30 min; (7) plantar no mesmo dia; (8) considerar Co/Mo como evitando contato prolongado com as bactérias (ex.: via foliar ~30 dias após a emergência). A auditoria recomenda re-treinar equipes, reprogramar o fluxo de tratamento e incluir checklists. Ao justificar a decisão, o comitê observa que descumprir o protocolo reduz a população viável, compromete a nodulação e a FBN, elevando custos e dependência de N mineral (com maior risco de lixiviação de NO3?).
Para maximizar a FBN via inoculação, o procedimento mais aderente ao protocolo é
A aplicar fungicida e inoculante juntos para economizar tempo e garantir aderência.
B inocular primeiro e armazenar sementes tratadas por 48 h antes do plantio.
C inocular por último, à sombra, respeitar =1,2 milhão de células/ semente, garantir distribuição uniforme e plantar no mesmo dia, deixando Co/Mo para aplicação foliar posterior.
D expor sementes inoculadas ao sol para secagem rápida e fixação do produto.

Um viveiro de mudas florestais observou perdas por "afogamento" de após chuvas intensas. A auditoria interna relembra que solo é constituído por fase sólida (minerais e matéria orgânica), fase líquida (água + solutos, a solução do solo) e fase gasosa (ar nos poros). Em condições normais, há equilíbrio entre água e ar (aprox. 25% cada em volume típico), mas quando chove muito e poros se enchem de água, O2 fica limitado e CO2 se acumula, prejudicando a respiração das raízes. O time decide revisar manejo de substratos e a drenagem dos canteiros, porque a dinâmica água-ar é variável no curto prazo, ao passo que a fase sólida varia pouco. Relatório de capacitação reforça que a solução do solo é meio de transporte dos nutrientes às sem água disponível nos microporos, a absorção é comprometida, e com excesso de água nos macroporos, a aeração fica deficiente. Recomendam-se ajustes na granulometria dos substratos para macroporosidade adequada e manutenção de matéria orgânica para melhor estrutura, além de manejo de irrigação frente a eventos extremos.
No contexto da nutrição vegetal, a fase líquida é a
A solução do solo que carrega compostos minerais e orgânicos dissolvidos, essencial ao transporte de nutrientes às raízes.
B porção fixa e inerte do solo, praticamente imutável em escala diária nas lavouras tecnificadas.
C camada superficial orgânica, responsável exclusiva pela retenção física de água.
D fração gasosa dos poros, onde ocorre a maior parte das reações bioquímicas da rizosfera.

Atente ao fragmento de texto a seguir: "Micorriza é uma associação entre fungos e raízes de plantas, chamada de mutualística, onde os dois lados ganham. Uma simbiose... Nas micorrizas encontramos uma integração morfológica e funcional perfeita. Os fungos que formam micorrizas com raízes de plantas habitam o solo normalmente, mas daí quando encontram a raiz de uma planta específica, começam a formar uma série de interrelações biotróficas, isto é, a planta fornece o substrato que proverá o fungo de energia, daí o fungo começa a crescer e, através de suas hifas externas às raízes das plantas, ele capta nutrientes que estão na solução do solo e os transfere para a planta que está servindo de hospedeira. Estas associações são mais frequentes que imaginamos. A grande maioria das plantas forma micorriza junto com certos fungos. Existem três grandes grupos de fungos que formam micorrizas: ectomicorriza, endomicorriza," Fonte: Citação elaborada pelo autor dessa questão
Considerando a passagem de texto apresentada e os conteúdos do livro-base Manejo, Fertilidade, Conservação do Solo e da Água, sobre micorrizas, analise as asserções a seguir: I. Ectomicorrizas são fungos que auxiliam na absorção de nutrientes. PORQUE II. São caracterizadas pelo manto de hifas que recobre externamente as raízes da planta hospedeira. O fungo penetra no córtex da raiz de forma intercelular, daí forma a Rede de Hartig. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta:
A As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da primeira.
B As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da primeira.
C A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
D A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.

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