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A Educação a Distância (EaD) é a modalidade de ensino que permite que a comunicação e a construção do conhecimento entre os usuários envolvidos possam acontecer em locais e tempos distintos. São necessárias tecnologias cada vez mais sofisticadas para essa modalidade de ensino não presencial, com vistas à crescente necessidade de uma pedagogia que se desenvolva por meio de novas relações de ensino-aprendizagem. O Censo da Educação Superior de 2009, realizado pelo MEC/INEP, aponta para o aumento expressivo do número de matrículas nessa modalidade. Entre 2004 e 2009, a participação da EaD na Educação Superior passou de 1,4% para 14,1%, totalizando 838 mil matrículas, das quais 50% em cursos de licenciatura. Levantamentos apontam ainda que 37% dos estudantes de EaD estão na pós-graduação e que 42% estão fora do seu estado de origem.
Considerando as informações acima, enumere três vantagens de um curso a distância, justificando brevemente cada uma delas.
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Praticando Para Aprender

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Exclusão digital é um conceito que diz respeito às extensas camadas sociais que ficaram à margem do fenômeno da sociedade da informação e da extensão das redes digitais. O problema da exclusão digital se apresenta como um dos maiores desafios dos dias de hoje, com implicações diretas e indiretas sobre os mais variados aspectos da sociedade contemporânea. Nessa nova sociedade, o conhecimento é essencial para aumentar a produtividade e a competição global. É fundamental para a invenção, para a inovação e para a geração de riqueza. As tecnologias de informação e comunicação (TICs) proveem uma fundação para a construção e aplicação do conhecimento nos setores públicos e privados. É nesse contexto que se aplica o termo exclusão digital, referente à falta de acesso às vantagens e aos benefícios trazidos por essas novas tecnologias, por motivos sociais, econômicos, políticos ou culturais.
Considerando as ideias do texto acima, avalie as afirmacoes a seguir.
I. Um mapeamento da exclusão digital no Brasil permite aos gestores de políticas públicas escolherem o público-alvo de possíveis ações de inclusão digital.
II. O uso das TICs pode cumprir um papel social, ao prover informações àqueles que tiveram esse direito negado ou negligenciado e, portanto, permitir maiores graus de mobilidade social e económica.
III. O direito à informação diferencia-se dos direitos sociais, uma vez que esses estão focados nas relações entre os indivíduos e, aqueles, na relação entre o indivíduo e o conhecimento.
IV. O maior problema de acesso digital no Brasil está na deficitária tecnologia existente em território nacional, muito aquém da disponível na maior parte dos países do primeiro mundo.
a. I e II.
b. II e IV.
c. III e IV.
d. I, III e IV.
e. I, II e III.

A cibercultura pode ser vista como herdeira legítima (embora distante) do projeto progressista dos filósofos do século XVII. De fato, ela valoriza a participação das pessoas em comunidades de debate e argumentação. Na linha reta das morais da igualdade, ela incentiva uma forma de reciprocidade essencial nas relações humanas. Desenvolveu-se a partir de uma prática assídua de trocas de informações e conhecimentos, coisa que os filósofos do Iluminismo viam como principal motor do progresso. (...) A cibercultura não seria pós-moderna, mas estaria inserida perfeitamente na continuidade dos ideais revolucionários e republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade. A diferença é apenas que, na cibercultura, esses “valores” se encarnam em dispositivos técnicos concretos. Na era das mídias eletrônicas, a igualdade se concretiza na possibilidade de cada um transmitir a todos; a liberdade toma forma nos softwares de codificação e no acesso a múltiplas comunidades virtuais, atravessando fronteiras, enquanto a fraternidade, finalmente, se traduz em interconexão mundial.
De acordo com as ideias do texto acima, a cibercultura:
a. representa uma modalidade de cultura pós-moderna de liberdade de comunicação e ação.
b. constituiu negação dos valores progressistas defendidos pelos filósofos do Iluminismo.
c. banalizou a ciência ao disseminar o conhecimento nas redes sociais.
d. valorizou o isolamento dos indivíduos pela produção de softwares de codificação.
e. incorpora valores do Iluminismo ao favorecer o compartilhamento de informações e conhecimentos.

Com o advento da República, a discussão sobre a questão educacional torna-se pauta significativa nas esferas dos Poderes Executivo e Legislativo, tanto no âmbito Federal quanto no Estadual. Já na Primeira República, a expansão da demanda social se propaga com o movimento da escola-novista; no período getulista, encontram-se as reformas de Francisco Campos e Gustavo Capanema; no momento de crítica e balanço do pós-1946, ocorre a promulgação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1961. É somente com a Constituição de 1988, no entanto, que os brasileiros têm assegurada a educação de forma universal, como um direito de todos, tendo em vista o pleno desenvolvimento da pessoa no que refere a sua preparação para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. O artigo 208 do texto constitucional prevê como dever do Estado a oferta da educação tanto a crianças como àqueles que não tiveram acesso ao ensino em idade própria à escolarização cabida.
Nesse contexto, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.

A relação entre educação e cidadania se estabelece na busca da universalização da educação como uma das condições necessárias para a consolidação da democracia no Brasil.

PORQUE

Por meio da atuação de seus representantes nos Poderes Executivos e Legislativo, no decorrer do século XX, passou a ser garantido no Brasil o direito de acesso à educação, inclusive aos jovens e adultos que já estavam fora da idade escolar.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
A As duas são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
B As duas são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
C A primeira é uma proposição verdadeira, e a segunda, falsa.
D A primeira é uma proposição falsa, e a segunda, verdadeira.
E Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

A definição de desenvolvimento sustentável mais usualmente utilizada é a que procura atender às necessidades atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras. O mundo assiste a um questionamento crescente de paradigmas estabelecidos na economia e também na cultura política. A crise ambiental no planeta, quando traduzida na mudança climática, é uma ameaça real ao pleno desenvolvimento das potencialidades dos países. O Brasil está em uma posição privilegiada para enfrentar os enormes desafios que se acumulam. Abriga elementos fundamentais para o desenvolvimento: parte significativa da biodiversidade e da água doce existentes no planeta; grande extensão de terras cultiváveis; diversidade étnica e cultural e rica variedade de reservas naturais. O campo do desenvolvimento sustentável pode ser conceitualmente dividido em três componentes: sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e sustentabilidade sociopolítica.
Nesse contexto, o desenvolvimento sustentável pressupõe
a. A preservação do equilíbrio global e do valor das reservas de capital natural, o que não justifica a desaceleração do desenvolvimento econômico e político de uma sociedade.
b. O reconhecimento de que, apesar de os recursos naturais serem ilimitados, deve ser traçado um novo modelo de desenvolvimento econômico para a humanidade.
c. A redefinição de critérios e instrumentos de avaliação de custo-benefício que reflitam os efeitos socioeconômicos e os valores reais do consumo e da preservação.
d. A distribuição homogênea das reservas naturais entre as nações e as regiões em nível global e regional.
e. A redução do consumo das reservas naturais com a consequente estagnação do desenvolvimento econômico e tecnológico.

Em reportagem, Owen Jones, autor do livro Chavs: a difamação da classe trabalhadora, publicado no Reino Unido, comenta as recentes manifestações de rua em Londres e em outras principais cidades inglesas. Jones prefere chamar atenção para as camadas sociais mais desfavorecidas do país, que desde o início dos distúrbios, ficaram conhecidas no mundo todo pelo apelido chavs, usado pelos britânicos para escarnecer dos hábitos de consumo da classe trabalhadora. Jones denuncia um sistemático abandono governamental dessa parcela da população: “Os políticos insistem em culpar os indivíduos pela desigualdade”, diz. (...) “você não vai ver alguém assumir ser um chav, pois se trata de um insulto criado como forma de generalizar o comportamento das classes mais baixas. Meu medo não é o preconceito e, sim, a cortina de fumaça que ele oferece. Os distúrbios estão servindo como o argumento ideal para que se faça valer a ideologia de que os problemas sociais são resultados de defeitos individuais, não de falhas maiores. Trata-se de uma filosofia que tomou conta da sociedade britânica com a chegada de Margaret Thatcher ao poder, em 1979, e que basicamente funciona assim: você é culpado pela falta de oportunidades. (...) Os políticos insistem em culpar os indivíduos pela desigualdade”.
Considerando as ideias do texto, avalie as afirmacoes a seguir. I. Chavs é um apelido que exalta hábitos de consumo de parcela da população britânica. II. Os distúrbios ocorridos na Inglaterra serviram para atribuir deslizes de comportamento individual como causas de problemas sociais. III. Indivíduos da classe trabalhadora britânica são responsabilizados pela falta de oportunidades decorrente da ausência de políticas públicas. IV. As manifestações de rua na Inglaterra reivindicavam formas de inclusão nos padrões de consumo vigente. É correto apenas o que se afirma em
I. Chavs é um apelido que exalta hábitos de consumo de parcela da população britânica.
II. Os distúrbios ocorridos na Inglaterra serviram para atribuir deslizes de comportamento individual como causas de problemas sociais.
III. Indivíduos da classe trabalhadora britânica são responsabilizados pela falta de oportunidades decorrente da ausência de políticas públicas.
IV. As manifestações de rua na Inglaterra reivindicavam formas de inclusão nos padrões de consumo vigente.
A I e II.
B I e IV.
C II e III.
D I, III e IV.
E II, III e IV.

O problema do escalonamento de intervalos tem como entrada um conjunto de intervalos numéricos (usualmente interpretados como início e fim de atividades), e o objetivo é escolher, desse conjunto, o maior número possível de intervalos disjuntos dois a dois. Há vários problemas práticos que podem ser modelados dessa forma, como, por exemplo, a seleção de tarefas com horário marcado. O problema do escalonamento de intervalos pode ser resolvido com o algoritmo descrito a seguir. O conjunto de intervalos dados inicialmente é R e o conjunto de intervalos escolhidos, A, começa vazio. enquanto R não estiver vazio, seja x o intervalo de R com menor tempo de término, e que não tenha interseção com algum intervalo em A retire x de R e adicione ao conjunto A retorne A
A respeito desse algoritmo, analise as seguintes asserções. Para checar se o algoritmo está correto, basta verificar que o primeiro intervalo adicionado ao conjunto A necessariamente faz parte de uma solução ótima. PORQUE Pode-se mostrar, por indução no número máximo de intervalos calculados (ou seja, no número de vezes que o laço “enquanto” é executado), que, embora possa haver soluções tão boas quanto A, nenhuma delas é estritamente melhor que A. O conjunto com um único intervalo é a base de indução. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.
Para checar se o algoritmo está correto, basta verificar que o primeiro intervalo adicionado ao conjunto A necessariamente faz parte de uma solução ótima.
Pode-se mostrar, por indução no número máximo de intervalos calculados (ou seja, no número de vezes que o laço “enquanto” é executado), que, embora possa haver soluções tão boas quanto A, nenhuma delas é estritamente melhor que A. O conjunto com um único intervalo é a base de indução.
A As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
B As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
C A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda, uma proposição falsa.
D A segunda asserção é uma proposição falsa e a segunda, uma proposição verdadeira.
E Tanto a primeira quanto a segunda asserções são proposições falsas.

Suponha que seja necessário desenvolver uma ferramenta que apresente o endereço IP dos múltiplos roteadores, salto a salto, que compõem o caminho do hospedeiro em que a ferramenta é executada até um determinado destino (segundo seu endereço IP), assim como o round-trip time até cada roteador. Tal ferramenta precisa funcionar na Internet atual, sem demandar mudanças em roteadores nem a introdução de novos protocolos. Considerando o problema acima, qual dos seguintes protocolos representaria a melhor (mais simples e eficiente) solução?
a) IP: Internet Protocol.
b) UDP: User Datagram Protocol.
c) TCP: Transmission Control Protocol.
d) ICMP: Internet Control Message Protocol.
e) DHCP: Dynamic Host Configuration Protocol.

Um dos problemas clássicos da computação científica é a multiplicação de matrizes. Assuma que foram declaradas e inicializadas três matrizes quadradas de ponto flutuante, a, b e c, cujos índices variam entre 0 e n - 1. O seguinte trecho de código pode ser usado para multiplicar matrizes de forma sequencial: 1. for [i = 0 to n - 1] { 2. for [j = 0 to n - 1] { 3. c[i, j] = 0.0; 4. for [k = 0 to n - 1] 5. c[i, j] = c[i, j] + a[i, k] * b[k, j]; 6. } 7. } O objetivo é paralelizar esse código para que o tempo de execução seja reduzido em uma máquina com múltiplos processadores e memória compartilhada. Suponha que o comando “co” seja usado para definição de comandos concorrentes, da seguinte forma: “co [i = 0 to n - 1] { x; y; z;}” cria n processos concorrentes, cada um executando sequencialmente uma instância dos comandos x, y, z contidos no bloco.
Avalie as seguintes afirmações sobre o problema. É correto o que se afirma em
I. Esse problema é exemplo do que se chama “embaraçosamente paralelo”, porque pode ser decomposto em um conjunto de várias operações menores que podem ser executadas independentemente.
II. O programa produziria resultados corretos e em tempo menor do que o sequencial, trocando-se o “for” na linha 1 por um “co”.
III. O programa produziria resultados corretos e em tempo menor do que o sequencial, trocando-se o “for” na linha 2 por um “co”.
IV. O programa produziria resultados corretos e em tempo menor do que o sequencial, trocando-se ambos “for”, nas linhas 1 e 2, por “co”.
A I, II e III, apenas.
B I, II e IV, apenas.
C I, III e IV, apenas.
D II, III e IV, apenas.
E I, II, III, IV.

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