Em fase recursal, uma parte pretende discutir a admissibilidade de sua impugnação apresentada após o lapso regular, sustentando que a marcha processual deveria ceder diante de dificuldades práticas. No debate, foram lembrados os objetivos de economia e celeridade, a importância da duração razoável do processo e os mecanismos legais que destinam prazos específicos a determinadas instituições. Avaliaram-se também os efeitos do escoamento do prazo e as hipóteses em que, por determinação legal, certos atores contam com tratamento temporal diferenciado. A partir dessa moldura, examinam-se proposições sobre a relação entre prazos e conhecimento do recurso, sobre prerrogativas temporais e sobre a utilidade efetiva da impugnação como requisito para movimentar a instância revisora. Com base nessas informações, considere as afirmativas abaixo: I. Os prazos processuais penais são contínuos, mas não peremptórios, não se interrompendo por férias, domingos ou feriados. II. A parte prejudicada deve interpor o recurso dentro do prazo legal, sob pena de preclusão do direito de recorrer. III. A Defensoria Pública possui prazo em dobro para a prática de atos processuais, prerrogativa que não se estende ao Ministério Público. IV. O recurso pode ser conhecido para simples afirmação doutrinária, ainda que inexista interesse processual concreto. Com base no contexto apresentado, é possível afirmar que estão corretas as afirmativas: Escolha uma: a. II e III, apenas. b. I, II e IV, apenas. c. I e II, apenas. d. I, II, III e IV. e. I, III e IV, apenas.