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Um projeto territorial quer ampliar serviços ecossistêmicos do solo e resiliência climática. Considera-se implantar SAFs (silviagrícolas, silvipastoris, agrossilvipastoris) com alta diversidade, preferindo espécies nativas e leguminosas arbóreas (ex.: leucena, ingá, angico, acácias) capazes de fixar N, restaurar fertilidade e estruturar solo, ao mesmo tempo em que oferecem bens (grãos, madeira, forragem) e serviços (quebra-ventos, sombreamento). A literatura do projeto aponta melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, menor necessidade de adubação e agroquímicos, melhor conservação da água e do solo, maior biomassa e sequestro de carbono, inclusive com potencial de recuperação de solos degradados.
Para maximizar conservação do solo e serviços ecossistêmicos, a decisão mais coerente é implantar SAFs que
A integrem alta diversidade (preferindo nativas) e leguminosas, visando estrutura, ciclagem e sequestro de C.
B reduzam diversidade, evitem espécies nativas e eliminem estratos perenes no arranjo.
C desestimulem árvores por efeito de sombreamento, evitando a presença de raízes profundas.
D priorizem monocultivos anuais contínuos, com menor biomassa e poucos serviços associados.
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Questões para o Sucesso

há 6 meses

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há 6 meses

Analisando o enunciado, o projeto busca ampliar serviços ecossistêmicos do solo e resiliência climática, com SAFs que tenham alta diversidade, preferindo espécies nativas e leguminosas que fixam nitrogênio, restauram fertilidade e estruturam o solo, além de oferecer bens e serviços. Vamos analisar as alternativas: A) Integrem alta diversidade (preferindo nativas) e leguminosas, visando estrutura, ciclagem e sequestro de C. — Está alinhada com o objetivo do projeto, pois promove diversidade, uso de espécies nativas e leguminosas, que melhoram o solo e sequestram carbono. B) Reduzam diversidade, evitem espécies nativas e eliminem estratos perenes no arranjo. — Contraria o objetivo, pois reduz diversidade e evita espécies nativas. C) Desestimulem árvores por efeito de sombreamento, evitando a presença de raízes profundas. — Contraria o objetivo, pois árvores e raízes profundas são importantes para estrutura do solo e serviços ecossistêmicos. D) Priorizem monocultivos anuais contínuos, com menor biomassa e poucos serviços associados. — Contraria o objetivo, pois monocultivos reduzem diversidade e serviços ecossistêmicos. Portanto, a alternativa correta é: A) integrem alta diversidade (preferindo nativas) e leguminosas, visando estrutura, ciclagem e sequestro de C.

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A bacia hidrográfica é uma área de captação natural que converte escoamentos para um único exutório, organizada por divisores de água e rede de drenagem hierárquica. Nesse contexto, a microbacia é definida como a unidade com área inferior a 100 e drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, formada usualmente por rios de e ordens (eventualmente sem consenso absoluto sobre área máxima em termos de hectares, mas comumente entre 10 e 20.000 ha. Para além do aspecto físico, texto enfatiza a microbacia como unidade de planejamento de uso e conservação, na qual atividades agrícolas devem ser pensadas integradamente: em microbacias com várias propriedades, a erosão em uma área pode afetar as demais, e intervenções isoladas tendem a ter eficácia limitada. Por isso, recomenda-se considerar conjunto como se fosse "uma única aplicando práticas conservacionistas combinadas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento, controle de voçorocas, etc.) e integrando estradas rurais por seu papel crítico no escoamento e na erosão. Esse enfoque amplia a efetividade das medidas e potencializa serviços ecossistêmicos (como qualidade da água), conciliando produção, ambiente e pessoas.
A característica correta sobre microbacias é
A têm área tipicamente superior a 700 e drenagem difusa.
B são inadequadas como unidade de planejamento rural.
C possuem área < 100 e são úteis ao planejamento integrado de conservação.
D devem considerar propriedades individuais, jamais conjunto.

Num plano de safra, um grupo quer reduzir retrabalho e revolvimento desnecessário. roteiro de boas práticas resume: preparo primário (aração, escarificação, subsolagem) visa descompactar (superfície e melhorar infiltração/aeração e pode ocorrer 1-2 meses antes do plantio; preparo secundário (gradagem/nivelamento) refina a camada superficial, reduz torrões e melhora contato semente-solo, deixando a área pronta à semeadura. A depender do sistema, grades pesadas podem substituir parte do preparo primário; já a escarificação rompe camadas sem inversão, preservando palhada. cronograma precisa sincronizar tipo de implemento, umidade do solo e risco de pulverização: excesso de passadas pulveriza a estrutura e aumenta susceptibilidade à erosão; poucas passadas mal planejadas deixam torrões e heterogeneidade para a semeadura. grupo definirá protocolos com checklists: (i) diagnóstico de compactação; (ii) escolha entre aração (inversão) ou (sem inversão); (iii) gradagem necessária e momento; (iv) metas de rugosidade/nivelamento para otimizar emergência. A leitura do sistema de cultivo (convencional, cultivo mínimo, plantio direto) afina a estratégia.
No arranjo adequado, o preparo primário busca e o preparo secundário busca
A inverter camadas no secundário; manter torrões no primário.
B descompactar e melhorar infiltração/aeração; reduzir torrões e nivelar para semear.
C abrir sulcos definitivos; depositar sementes e fertilizantes.
D controlar plantas daninhas; aplicar herbicida de amplo espectro.

Uma fazenda cerealista reavalia a aração como prática rotineira. Benefícios citados: inversão de camadas até ~20 cm, rompimento da estrutura, oxigenação (expulsão de CO2/entrada de O2), mistura de matéria orgânica, enterro de restevas e redução de bancos de sementes; maior infiltração e aeração superficiais; facilidade para incorporar corretivos/adubos. relatório também aponta desvantagens: mobilizações frequentes reduzem fertilidade a longo prazo (lixiviação), podem trazer material menos fértil para a superfície (mistura de horizontes), expor solo à erosão hídrica/eólica e elevar custos (mais passadas/tempo/óleo). A equipe pretende manter a aração como ferramenta, mas sob critério: (i) relevo e risco de erosão; (ii) umidade (Ponto de Sazão); (iii) alternância de ao longo dos anos; (iv) integração com gradagem e controle de tráfego para evitar Conclui-se que "mais aração" não é sinônimo de melhor preparo: é preciso equilibrar produção e conservação numa lógica de custo- benefício.
No uso criterioso da aração, reconhece-se que
A a aração elimina qualquer necessidade de preparo secundário.
B quanto mais passadas de arado, maior a conservação da estrutura.
C inversões frequentes podem aumentar a susceptibilidade à erosão e reduzir fertilidade a longo prazo, devendo-se calibrar profundidade/frequência e integrar com gradagem e controle de tráfego.
D a aração dispensa avaliação de relevo, pois sempre reduz risco de erosão.

Uma fazenda registrou redução de infiltração e perfil com resistência à penetração entre 25-35 cm, além de falhas de emergência após chuvas intensas. histórico mostra preparo frequente em solo fora do Ponto de Sazão (logo após chuvas) e tráfego pesado. Para a próxima safra, a gestão pede um plano de descompactação de médio prazo que concilie: (i) intervenção imediata em talhões mais críticos (janela curta); (ii) efeito estrutural duradouro (2-3 safras) com menor revolvimento; (iii) contenção de custos (passadas e combustível); e (iv) manutenção de cobertura para reduzir erosão. relatório técnico lembra: subsolagem/escarificação rompem camadas subsuperficiais sem inversão (menor custo que aração profunda), porém perdem eficiência sob touceiras e alta infestação de daninhas; escarificação biológica com pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos estáveis, com efeito mais persistente; operar no Ponto de Sazão minimiza deformações plásticas, aderência e compactação por tráfego. plano deve ainda sincronizar preparo primário/ secundário, evitando pulverização da estrutura e selamento superficial.
Para restaurar a qualidade física com eficiência e menor risco, a melhor combinação é
A manter aração profunda anual, pois quanto mais inversão, mais persistente efeito estrutural.
B usar subsolagem/escarificação nos pontos críticos no Ponto de Sazão, seguida de escarificação biológica (ex.: nabo forrageiro) para gerar bioporos estáveis, mantendo cobertura e evitando passadas desnecessárias.
C eliminar toda a palhada e trabalhar o solo logo após a chuva para aproveitar a 'lubrificação'.
D substituir preparo por gradagens sucessivas até pulverizar a camada superficial.

Uma secretaria municipal quer elaborar um plano de gestão de recursos hídricos em microbacias com histórico de estiagens e cheias. A gestão deve ocorrer em diferentes escalas de tempo e espaço e que a microbacia é unidade privilegiada por integrar subsistemas biológico, físico, econômico e social. Recomenda realizar diagnósticos: físico- conservacionista (retenção por infiltração, áreas para reflorestamento/faixas, erosão/estiagens, assoreamento), da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, qualidade, infiltração), do solo (unidades, estrutura, atributos físico-químicos, posição no relevo), socioeconômico, ambiental, vegetação e fauna. Somente então se elaboram prognósticos e se definem práticas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento) e intervenções em estradas (bacias de retenção). A equipe pressiona por medidas "rápidas", sugerindo iniciar obras sem levantamento de dados. gestor técnico quer manter a abordagem do texto, articulando conservação do solo-água, eficiência de irrigação quando couber e planejamento intersetorial para reduzir conflitos entre usos consuntivos e não consuntivos.
A postura técnica correta é
A Conduzir diagnósticos multidimensionais antes dos prognósticos e da seleção de práticas.
B Começar obras imediatamente e ajustar depois conforme percepção dos moradores.
C Decidir apenas por critérios econômicos, adiando medições físicas.
D Focar somente em fauna e flora, por serem variáveis mais "rápidas".

Uma rota vicinal crítica corta a microbacia em forte declive, variando de 8% a 14%, e largura entre 8 e 12 metros. Após chuvas, a via concentra grandes volumes d'água, formando ravinamentos e carreando sedimentos ao curso d'água. Projeto executivo prevê bacias de retenção ao longo da estrada. Os princípios essenciais: (i) dimensionar volume com base na Equação 2 (V = adotando precipitação de projeto (p.ex., 100 mm/24h quando faltarem dados), com coerência de unidades; (ii) instalar preferencialmente após período chuvoso; (iii) revegetar taludes e escarificar fundo em solos (iv) manutenção periódica para remover sedimentos; (v) reduzir espaçamento entre bacias quando aumentam declividade e largura. Diante do cronograma apertado, a empreiteira sugere iniciar as obras ainda durante auge das chuvas, com espaçamentos padronizados e sem preparo de taludes, para "entregar rápido". A equipe técnica precisa se posicionar com base no texto quanto à sequência e ao método de implantação para garantir funcionalidade hidrológica e segurança.
A decisão correta alinha a essas recomendações é
A Reforçar compactação do fundo para manter lâmina permanente como "amortecedor".
B Executar apenas valas de crista para conduzir água rapidamente ao rio, sem bacias.
C Implantar após período chuvoso, dimensionar volumes, ajustar espaçamentos por declividade/largura e revegetar/escarificar.
D Padronizar grande espaçamento entre bacias para reduzir custos e começar as obras no pico das chuvas.

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