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Um município pretende implementar um programa de manejo por microbacias hidrográficas para reduzir a erosão, ampliar a infiltração e melhorar a qualidade dos corpos d'água. O primeiro passo é diagnóstico cuja finalidade é quantificar a retenção de água da chuva por infiltração e subsidiar prognóstico de retenção/controle das águas na microbacia. Esse diagnóstico inclui, entre outros pontos, identificar áreas para reflorestamento, delimitar faixas de retenção, indicar técnicas de conservação do solo, avaliar efeitos de erosão e estiagens e levantar dados sobre assoreamento. Em complemento, texto recomenda diagnósticos socioeconômico, ambiental, da vegetação, da fauna, da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, infiltração, qualidade) e do solo (unidades, atributos físicos/químicos, posição no relevo), de modo a formar uma base integrada para planejamento. O objetivo é entender a realidade para propor soluções contextuais-evitando "receitas prontas". Nesse sentido, diagnóstico é chave para localizar intervenções prioritárias (ex.: contorno, cobertura, faixas, terraceamento) e orientar ações nas estradas rurais (bacias de retenção) que, se mal manejadas, potencializam a erosão e a descarga sólida a jusante.
Com essa lógica, os gestores querem selecionar a alternativa que melhor traduza escopo desse diagnóstico inicial, conforme texto. A melhor alternativa para diagnóstico é
A Medir apenas preços de insumos e margens por cultura.
Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento.
Levantar exclusivamente a biodiversidade aquática e avifauna migratória.
D Priorizar decretos municipais antes de qualquer medição de campo.
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Questões para Estudantes

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Analisando o texto, o diagnóstico inicial deve ser abrangente e incluir aspectos físicos, ambientais e socioeconômicos para entender a realidade da microbacia e propor soluções adequadas. Vamos analisar as alternativas: A) Medir apenas preços de insumos e margens por cultura. — Muito limitado, não contempla os aspectos ambientais e físicos necessários. B) Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento. — Abrange os principais pontos mencionados no texto: infiltração, áreas para reflorestamento, erosão e assoreamento. C) Levantar exclusivamente a biodiversidade aquática e avifauna migratória. — Muito restrito, não cobre os aspectos de solo, água e manejo. D) Priorizar decretos municipais antes de qualquer medição de campo. — Não condiz com a necessidade de diagnóstico baseado em dados de campo. Portanto, a alternativa correta é: B) Quantificar infiltração, mapear áreas de retenção/reflorestamento e avaliar erosão/assoreamento.

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Craque NetoCraque Neto

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A bacia hidrográfica é uma área de captação natural que converte escoamentos para um único exutório, organizada por divisores de água e rede de drenagem hierárquica. Nesse contexto, a microbacia é definida como a unidade com área inferior a 100 e drenagem direta ao curso principal de uma sub-bacia, formada usualmente por rios de e ordens (eventualmente sem consenso absoluto sobre área máxima em termos de hectares, mas comumente entre 10 e 20.000 ha. Para além do aspecto físico, texto enfatiza a microbacia como unidade de planejamento de uso e conservação, na qual atividades agrícolas devem ser pensadas integradamente: em microbacias com várias propriedades, a erosão em uma área pode afetar as demais, e intervenções isoladas tendem a ter eficácia limitada. Por isso, recomenda-se considerar conjunto como se fosse "uma única aplicando práticas conservacionistas combinadas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento, controle de voçorocas, etc.) e integrando estradas rurais por seu papel crítico no escoamento e na erosão. Esse enfoque amplia a efetividade das medidas e potencializa serviços ecossistêmicos (como qualidade da água), conciliando produção, ambiente e pessoas.
A característica correta sobre microbacias é
A têm área tipicamente superior a 700 e drenagem difusa.
B são inadequadas como unidade de planejamento rural.
C possuem área < 100 e são úteis ao planejamento integrado de conservação.
D devem considerar propriedades individuais, jamais conjunto.

Num plano de safra, um grupo quer reduzir retrabalho e revolvimento desnecessário. roteiro de boas práticas resume: preparo primário (aração, escarificação, subsolagem) visa descompactar (superfície e melhorar infiltração/aeração e pode ocorrer 1-2 meses antes do plantio; preparo secundário (gradagem/nivelamento) refina a camada superficial, reduz torrões e melhora contato semente-solo, deixando a área pronta à semeadura. A depender do sistema, grades pesadas podem substituir parte do preparo primário; já a escarificação rompe camadas sem inversão, preservando palhada. cronograma precisa sincronizar tipo de implemento, umidade do solo e risco de pulverização: excesso de passadas pulveriza a estrutura e aumenta susceptibilidade à erosão; poucas passadas mal planejadas deixam torrões e heterogeneidade para a semeadura. grupo definirá protocolos com checklists: (i) diagnóstico de compactação; (ii) escolha entre aração (inversão) ou (sem inversão); (iii) gradagem necessária e momento; (iv) metas de rugosidade/nivelamento para otimizar emergência. A leitura do sistema de cultivo (convencional, cultivo mínimo, plantio direto) afina a estratégia.
No arranjo adequado, o preparo primário busca e o preparo secundário busca
A inverter camadas no secundário; manter torrões no primário.
B descompactar e melhorar infiltração/aeração; reduzir torrões e nivelar para semear.
C abrir sulcos definitivos; depositar sementes e fertilizantes.
D controlar plantas daninhas; aplicar herbicida de amplo espectro.

Uma fazenda cerealista reavalia a aração como prática rotineira. Benefícios citados: inversão de camadas até ~20 cm, rompimento da estrutura, oxigenação (expulsão de CO2/entrada de O2), mistura de matéria orgânica, enterro de restevas e redução de bancos de sementes; maior infiltração e aeração superficiais; facilidade para incorporar corretivos/adubos. relatório também aponta desvantagens: mobilizações frequentes reduzem fertilidade a longo prazo (lixiviação), podem trazer material menos fértil para a superfície (mistura de horizontes), expor solo à erosão hídrica/eólica e elevar custos (mais passadas/tempo/óleo). A equipe pretende manter a aração como ferramenta, mas sob critério: (i) relevo e risco de erosão; (ii) umidade (Ponto de Sazão); (iii) alternância de ao longo dos anos; (iv) integração com gradagem e controle de tráfego para evitar Conclui-se que "mais aração" não é sinônimo de melhor preparo: é preciso equilibrar produção e conservação numa lógica de custo- benefício.
No uso criterioso da aração, reconhece-se que
A a aração elimina qualquer necessidade de preparo secundário.
B quanto mais passadas de arado, maior a conservação da estrutura.
C inversões frequentes podem aumentar a susceptibilidade à erosão e reduzir fertilidade a longo prazo, devendo-se calibrar profundidade/frequência e integrar com gradagem e controle de tráfego.
D a aração dispensa avaliação de relevo, pois sempre reduz risco de erosão.

Uma fazenda registrou redução de infiltração e perfil com resistência à penetração entre 25-35 cm, além de falhas de emergência após chuvas intensas. histórico mostra preparo frequente em solo fora do Ponto de Sazão (logo após chuvas) e tráfego pesado. Para a próxima safra, a gestão pede um plano de descompactação de médio prazo que concilie: (i) intervenção imediata em talhões mais críticos (janela curta); (ii) efeito estrutural duradouro (2-3 safras) com menor revolvimento; (iii) contenção de custos (passadas e combustível); e (iv) manutenção de cobertura para reduzir erosão. relatório técnico lembra: subsolagem/escarificação rompem camadas subsuperficiais sem inversão (menor custo que aração profunda), porém perdem eficiência sob touceiras e alta infestação de daninhas; escarificação biológica com pivotantes (ex.: nabo forrageiro) cria bioporos estáveis, com efeito mais persistente; operar no Ponto de Sazão minimiza deformações plásticas, aderência e compactação por tráfego. plano deve ainda sincronizar preparo primário/ secundário, evitando pulverização da estrutura e selamento superficial.
Para restaurar a qualidade física com eficiência e menor risco, a melhor combinação é
A manter aração profunda anual, pois quanto mais inversão, mais persistente efeito estrutural.
B usar subsolagem/escarificação nos pontos críticos no Ponto de Sazão, seguida de escarificação biológica (ex.: nabo forrageiro) para gerar bioporos estáveis, mantendo cobertura e evitando passadas desnecessárias.
C eliminar toda a palhada e trabalhar o solo logo após a chuva para aproveitar a 'lubrificação'.
D substituir preparo por gradagens sucessivas até pulverizar a camada superficial.

Uma secretaria municipal quer elaborar um plano de gestão de recursos hídricos em microbacias com histórico de estiagens e cheias. A gestão deve ocorrer em diferentes escalas de tempo e espaço e que a microbacia é unidade privilegiada por integrar subsistemas biológico, físico, econômico e social. Recomenda realizar diagnósticos: físico- conservacionista (retenção por infiltração, áreas para reflorestamento/faixas, erosão/estiagens, assoreamento), da água (pluviometria, fluviometria, linimetria, qualidade, infiltração), do solo (unidades, estrutura, atributos físico-químicos, posição no relevo), socioeconômico, ambiental, vegetação e fauna. Somente então se elaboram prognósticos e se definem práticas (cobertura, contorno, faixas, adubação verde, terraceamento) e intervenções em estradas (bacias de retenção). A equipe pressiona por medidas "rápidas", sugerindo iniciar obras sem levantamento de dados. gestor técnico quer manter a abordagem do texto, articulando conservação do solo-água, eficiência de irrigação quando couber e planejamento intersetorial para reduzir conflitos entre usos consuntivos e não consuntivos.
A postura técnica correta é
A Conduzir diagnósticos multidimensionais antes dos prognósticos e da seleção de práticas.
B Começar obras imediatamente e ajustar depois conforme percepção dos moradores.
C Decidir apenas por critérios econômicos, adiando medições físicas.
D Focar somente em fauna e flora, por serem variáveis mais "rápidas".

Uma rota vicinal crítica corta a microbacia em forte declive, variando de 8% a 14%, e largura entre 8 e 12 metros. Após chuvas, a via concentra grandes volumes d'água, formando ravinamentos e carreando sedimentos ao curso d'água. Projeto executivo prevê bacias de retenção ao longo da estrada. Os princípios essenciais: (i) dimensionar volume com base na Equação 2 (V = adotando precipitação de projeto (p.ex., 100 mm/24h quando faltarem dados), com coerência de unidades; (ii) instalar preferencialmente após período chuvoso; (iii) revegetar taludes e escarificar fundo em solos (iv) manutenção periódica para remover sedimentos; (v) reduzir espaçamento entre bacias quando aumentam declividade e largura. Diante do cronograma apertado, a empreiteira sugere iniciar as obras ainda durante auge das chuvas, com espaçamentos padronizados e sem preparo de taludes, para "entregar rápido". A equipe técnica precisa se posicionar com base no texto quanto à sequência e ao método de implantação para garantir funcionalidade hidrológica e segurança.
A decisão correta alinha a essas recomendações é
A Reforçar compactação do fundo para manter lâmina permanente como "amortecedor".
B Executar apenas valas de crista para conduzir água rapidamente ao rio, sem bacias.
C Implantar após período chuvoso, dimensionar volumes, ajustar espaçamentos por declividade/largura e revegetar/escarificar.
D Padronizar grande espaçamento entre bacias para reduzir custos e começar as obras no pico das chuvas.

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