Logo Passei Direto
Buscar
A regulamentação da enfermagem no Brasil, consolidada pela Lei nº 7.498/1986 e pelo Decreto nº 94.406/1987, foi um marco para a consolidação da profissão e para a organização do processo de trabalho em saúde. Essa legislação detalha as competências do enfermeiro, do técnico e do auxiliar de enfermagem, reforçando o princípio da hierarquia técnica da equipe e a responsabilidade do enfermeiro como líder desse grupo. Além de delimitar funções, o marco legal proporcionou maior segurança jurídica para a prática profissional, garantindo que atividades privativas fossem reconhecidas, como a consulta de enfermagem, a prescrição de cuidados e a direção do serviço de enfermagem em instituições de saúde. No entanto, é importante compreender que o alcance da lei não se limita ao espaço hospitalar, mas abrange todos os níveis de atenção, da atenção primária ao ambiente hospitalar, incluindo ainda os campos da docência e da pesquisa em enfermagem.
Considerando o exposto, a Lei nº 7.498/1986 é fundamental porque:
a) Determina a criação do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e dos Conselhos Regionais de Enfermagem (CORENs).
b) Transfere exclusivamente ao enfermeiro a responsabilidade pela gestão do sistema de saúde nacional.
c) Institui o Sistema Único de Saúde (SUS) como política pública de acesso universal à saúde.
d) Restringe a atuação dos profissionais de enfermagem ao ambiente hospitalar e aos serviços especializados de alta complexidade.
e)X Estabelece a enfermagem como profissão regulamentada, reconhecendo atribuições específicas e fortalecendo a autonomia profissional.
User badge image
EnfermagemEmFoco

mês passado

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

mês passado

Analisando as alternativas com base na Lei nº 7.498/1986: a) Incorreta. A criação do COFEN e dos COREN's foi estabelecida por outra legislação anterior, não pela Lei 7.498/1986. b) Incorreta. A lei não transfere exclusivamente ao enfermeiro a gestão do sistema de saúde nacional. c) Incorreta. A instituição do SUS foi feita pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº 8.080/1990, não pela Lei 7.498/1986. d) Incorreta. A lei não restringe a atuação dos profissionais de enfermagem ao ambiente hospitalar; pelo contrário, abrange todos os níveis de atenção. e) Correta. A Lei nº 7.498/1986 regulamenta a enfermagem como profissão, reconhecendo atribuições específicas e fortalecendo a autonomia profissional. Portanto, a alternativa correta é: e) Estabelece a enfermagem como profissão regulamentada, reconhecendo atribuições específicas e fortalecendo a autonomia profissional.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Durante a pandemia de COVID-19, a enfermagem esteve na linha de frente do enfrentamento da crise sanitária no Brasil e no mundo. Profissionais da área atuaram em hospitais, unidades básicas de saúde, serviços de urgência e emergência, além de desempenharem papel fundamental nas campanhas de vacinação em massa. Essa presença nos diferentes cenários do cuidado em saúde reforça o caráter essencial da enfermagem na organização e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Historicamente, a profissão se consolidou no país por meio da dedicação ao cuidado direto, contínuo e humanizado da população, estando presente em todas as fases do processo saúde-doença, desde a prevenção até a reabilitação. Essa característica reafirma a importância da atuação profissional com base nos princípios do SUS, pois possibilita que os usuários recebam cuidados que consideram as múltiplas dimensões de suas necessidades. Nesse contexto, compreender o papel histórico e atual da enfermagem contribui para valorizar sua função essencial na garantia do direito à saúde.
Considerando o contexto apresentado, assinale a alternativa correta.
a) A enfermagem tem centralidade nas ações de vigilância sanitária, atuando de forma exclusiva nesse campo específico da saúde pública.
b)X A enfermagem exerce protagonismo no cuidado direto e contínuo à população, garantindo a integralidade da atenção em diferentes níveis de complexidade.
c) A enfermagem possui exclusividade na formulação de políticas públicas de saúde, sendo a única área responsável pela elaboração de diretrizes e normas nacionais.
d) A enfermagem atua de forma restrita a hospitais de alta complexidade, direcionando suas ações prioritariamente para ambientes especializados.
e) A enfermagem desempenha ênfase exclusiva em atividades administrativas nos serviços de saúde, responsável pela formulação de políticas públicas.

Uma enfermeira recém-formada é designada para o setor de ginecologia e obstetrícia de um hospital público. Em seu primeiro plantão, ela recebe uma adolescente de 16 anos que chega à unidade de emergência com fortes dores abdominais e sangramento. Após a avaliação médica, é confirmado que a paciente está em processo de abortamento espontâneo. A enfermeira, por convicções religiosas e pessoais, é fortemente contrária ao aborto e sente-se em conflito ao prestar assistência à paciente. Apesar de o caso ser um aborto espontâneo, a enfermeira se recusa a realizar os procedimentos de cuidado necessários, alegando objeção de consciência. O hospital, ciente de suas políticas internas e da legislação vigente, intervém para garantir que a paciente receba o atendimento adequado.
Considerando a situação, qual princípio bioético a atitude da enfermeira mais se contrapõe, considerando a necessidade de garantir a saúde e a segurança da paciente?
a) Autonomia, pois a paciente deve ter o direito de escolher a enfermeira que a atende.
b) Justiça, pois a enfermeira está negando um tratamento que deveria ser universalmente acessível a todos os pacientes.
c) Não-maleficência, pois a enfermeira não está realizando um procedimento que prolongaria o sofrimento do paciente, mas sim se abstendo de um ato que, a seu ver, seria imoral.
d)X Beneficência, pois a enfermeira, ao se recusar a prestar o cuidado, está agindo de forma a prejudicar a paciente, e não a beneficiá-la, como exige a ética profissional.
e) Sigilo, pois a enfermeira estaria divulgando as informações da paciente, o que é proibido pelo código de ética.

Um paciente de 35 anos, com diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) em estágio avançado, elaborou e registrou Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV). O documento, assinado em plena capacidade de discernimento, recusava expressamente tratamentos de suporte vital que prolongassem a vida sem possibilidade de cura. Com a progressão da doença, o paciente entrou em fase terminal, e a família, em desespero, pressionou a equipe de enfermagem para que ignorasse as DAV e iniciasse a ventilação mecânica. A família insistia que "a vida deve ser preservada a qualquer custo", criando um profundo dilema ético para a equipe de enfermagem, que se via entre a vontade documentada do paciente e o apelo emocional de seus familiares.
Com base na situação apresentada e nos conceitos de bioética e legislação brasileira, analise as afirmativas a seguir: I. O respeito à autonomia do paciente, manifestada nas DAV, é o princípio ético de maior peso neste cenário, e a decisão da equipe de enfermagem de seguir a vontade do paciente configura um ato de ortotanásia. II. A equipe de enfermagem que atende ao pedido da família e inicia a ventilação mecânica, contra a vontade expressa do paciente, estaria praticando a distanásia, o que é eticamente questionável e contraria as DAV. III. A eutanásia ativa, apesar de poder ser vista sob a perspectiva do princípio da beneficência (agir em prol do melhor para o paciente), é considerada um ato criminoso no Brasil, mesmo que o paciente tenha manifestado esse desejo. IV. O princípio da não-maleficência orienta a equipe a evitar o prolongamento desnecessário do sofrimento do paciente, o que, neste caso, reforça a decisão de seguir as DAV e não iniciar a ventilação mecânica. Estão corretas apenas:
I. O respeito à autonomia do paciente, manifestada nas DAV, é o princípio ético de maior peso neste cenário, e a decisão da equipe de enfermagem de seguir a vontade do paciente configura um ato de ortotanásia.
II. A equipe de enfermagem que atende ao pedido da família e inicia a ventilação mecânica, contra a vontade expressa do paciente, estaria praticando a distanásia, o que é eticamente questionável e contraria as DAV.
III. A eutanásia ativa, apesar de poder ser vista sob a perspectiva do princípio da beneficência (agir em prol do melhor para o paciente), é considerada um ato criminoso no Brasil, mesmo que o paciente tenha manifestado esse desejo.
IV. O princípio da não-maleficência orienta a equipe a evitar o prolongamento desnecessário do sofrimento do paciente, o que, neste caso, reforça a decisão de seguir as DAV e não iniciar a ventilação mecânica.
a) I e IV.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) II, III e IV.
e)X I, II, III e IV.

Em Jardim Esperança, a UBS local implantou oficinas educativas para usuários com hipertensão arterial. Os encontros, realizados quinzenalmente, envolveram atividades práticas como leitura de rótulos de alimentos, preparo de refeições com menor teor de sal, caminhadas em grupo e estratégias de adesão à medicação. A equipe também orientou sobre como registrar a pressão arterial em casa e reforçou a importância do acompanhamento regular. Após três meses de atividades, o Conselho Local de Saúde solicitou a apresentação de resultados que pudessem demonstrar o impacto inicial das oficinas. Para responder à demanda, a equipe discutiu quais indicadores poderiam refletir mudanças em curto prazo, levando em conta a realidade da atenção primária. Foram levantadas opções como taxas de internação hospitalar, mortalidade geral, tempo médio de permanência hospitalar e até mesmo indicadores vacinais. No entanto, entendeu-se que seria mais adequado selecionar medidas que expressassem alterações clínicas diretas e monitoráveis em poucos meses, além de indicadores que dialogassem com os objetivos do cuidado estabelecidos nos grupos comunitários.
Assinale a alternativa que representa o indicador mais adequado para avaliar o efeito das oficinas educativas em três meses.
a)X Proporção de hipertensos cadastrados com pressão arterial controlada na última avaliação do trimestre.
b) Mortalidade geral do município no trimestre, por todas as causas e faixas etárias.
c) Tempo médio de permanência hospitalar para todas as internações clínicas do hospital geral.
d) Incidência de acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico combinados no trimestre.
e) Taxa de cobertura vacinal de adultos contra influenza durante o trimestre.

A epidemiologia em saúde pública oferece ferramentas para monitorar, planejar e avaliar ações de saúde coletiva. Um dos seus pilares é a vigilância epidemiológica, responsável por acompanhar continuamente a ocorrência de doenças, identificar surtos e orientar respostas rápidas. Essa ciência também atua na avaliação de serviços, verificando a qualidade e o impacto de programas e políticas. Em termos práticos, a epidemiologia possibilita a formulação de campanhas de vacinação, programas de controle, prevenção de doenças crônicas e resposta a emergências. Além disso, apoia a promoção da saúde, ao identificar grupos vulneráveis e orientar programas específicos.
Considerando o contexto apresentado, analise as afirmativas a seguir: I. A vigilância epidemiológica acompanha o surgimento e a evolução de doenças, permitindo respostas rápidas. II. Estudos epidemiológicos se restringem a observações descritivas, sem levantar hipóteses sobre causas ou fatores associados. III. A epidemiologia contribui para a avaliação da efetividade de serviços e programas de saúde pública. IV. Campanhas de vacinação e programas de prevenção do tabagismo podem ser elaborados a partir de dados epidemiológicos. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
I. A vigilância epidemiológica acompanha o surgimento e a evolução de doenças, permitindo respostas rápidas.
II. Estudos epidemiológicos se restringem a observações descritivas, sem levantar hipóteses sobre causas ou fatores associados.
III. A epidemiologia contribui para a avaliação da efetividade de serviços e programas de saúde pública.
IV. Campanhas de vacinação e programas de prevenção do tabagismo podem ser elaborados a partir de dados epidemiológicos.
a)X I e III, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) I, II e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.

Uma Unidade Básica de Saúde (UBS) observou aumento de pessoas com tosse produtiva há mais de três semanas, emagrecimento e febre vespertina. Entre os atendidos há contatos domiciliares de um caso confirmado de tuberculose pulmonar diagnosticado no bairro vizinho. Diante desse cenário, a equipe organizou busca ativa de sintomáticos respiratórios, coleta de amostras para baciloscopia e teste rápido molecular, além de orientações sobre etiqueta respiratória e ventilação de ambientes. Em reunião, discutiu-se a relação entre aspectos morfofisiológicos do sistema respiratório e a vulnerabilidade à infecção. A coordenação da UBS reforçou que a tuberculose integra a vigilância epidemiológica com notificação compulsória em todo o território nacional, acompanhamento dos indicadores (incidência, cura, abandono) e adesão ao Tratamento Diretamente Observado. Discutiu-se, ainda, a importância do aconselhamento dos contatos e da educação em saúde, articulando cuidado individual e ações coletivas no território.
Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta.
a)XA grande área alveolar favorece a entrada de aerossóis, por isso, a busca ativa de sintomáticos, a notificação e o Tratamento Diretamente Observado integram o controle da tuberculose no território.
b) A presença de cílios nos alvéolos impede a colonização por M. tuberculosis, logo, a ventilação de ambientes não influencia a transmissão na comunidade.
c) A vacina BCG elimina casos pulmonares em adultos, desse modo, a busca ativa de sintomáticos não altera os indicadores locais.
d) A notificação de tuberculose é restrita ao médico, a atuação do enfermeiro limita-se à entrega de folhetos educativos.
e) A etiqueta respiratória substitui a investigação diagnóstica, por isso, a coleta de amostras pode ficar para momento posterior ao término dos sintomas.

Um hospital de grande porte registrou aumento de casos de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS) em pacientes internados na UTI adulto. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) identificou falhas em diferentes etapas do cuidado, como higienização inadequada das mãos, manipulação de cateter venoso central sem uso completo de equipamentos de proteção individual e limpeza irregular de superfícies próximas ao leito. Além disso, auditorias revelaram ausência de monitoramento sistemático de indicadores, dificultando a análise do impacto das medidas de prevenção. A direção determinou a revisão urgente dos protocolos de biossegurança, com reforço em treinamentos, auditorias de processo e fortalecimento da cultura de segurança. O enfermeiro da CCIH foi designado como coordenador do plano de ação, atuando na capacitação da equipe multiprofissional, na vigilância epidemiológica e no acompanhamento de resultados. Diante dessa situação, a escolha do indicador de acompanhamento é fundamental para avaliar a efetividade das medidas e apoiar a tomada de decisão pela gestão hospitalar.
Para completar a análise e o acompanhamento do plano de ação, o indicador mais adequado a ser utilizado é:
a) o tempo médio de permanência hospitalar dos pacientes internados.
b)X a taxa de adesão à higiene das mãos entre os profissionais da unidade.
c) a cobertura vacinal contra influenza entre trabalhadores da instituição.
d) a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva.
e) a proporção de pacientes que receberam alta hospitalar em menos de cinco dias.

Mais conteúdos dessa disciplina