O Tribunal de Contas de um Estado decide, em 2026, anular uma licitação ocorrida em 2020, alegando uma nova interpretação sobre as exigências de qualificação técnica. A empresa vencedora já executou 80% do contrato. A decisão de anulação não previu nenhum regime de transição ou indenização pelos custos já incorridos, baseando-se apenas no princípio da legalidade estrita. Com base nos artigos da LINDB (introduzidos pela Lei 13.655/2018), analise a conduta do Tribunal: a. O Tribunal deve aplicar a lei vigente em 2026 para julgar o ato de 2020, independentemente de orientações gerais da época, em razão do princípio da supremacia do interesse público. b. A decisão é plenamente válida, pois o administrador e os órgãos de controle devem priorizar a legalidade formal, sendo as consequências práticas irrelevantes para a validade do ato administrativo. c. A decisão deveria ter sido precedida de consulta pública obrigatória, visto que o Art. 20 da LINDB veda qualquer anulação de contrato público sem aprovação popular. d. A invalidação de atos administrativos só é permitida se houver prova de má-fé da empresa, sendo a nova interpretação jurídica insuficiente para anular o contrato. e. O Tribunal agiu de forma irregular, pois nas esferas administrativa e de controle, a decisão que decretar a invalidação de ato deve indicar as condições para que a regularização ocorra de modo proporcional e sem prejuízo excessivo.