Ed
há 3 meses
Vamos analisar cada alternativa com base nos princípios constitucionais e na jurisprudência sobre a Administração Pública na área tributária: (A) Afirma que o princípio da publicidade não se estende aos atos de fiscalização tributária, e que a quebra do sigilo bancário para fins fiscais dispensa qualquer autorização judicial ou administrativa prévia. Isso está incorreto, pois o sigilo bancário é protegido e sua quebra depende de autorização judicial, salvo exceções previstas em lei. (B) Diz que o princípio da legalidade permite que a Administração crie ou majore tributos por decreto regulamentar em casos de lacuna legislativa ou urgência. Isso é falso, pois a criação ou majoração de tributos depende de lei formal, não podendo ser feita por decreto. (C) Afirma que a responsabilidade civil do Estado por atos omissivos de agentes fiscais é sempre objetiva, bastando comprovar nexo causal. Isso está incorreto, pois a responsabilidade do Estado pode ser objetiva, mas depende da comprovação do dano e do nexo causal, e nem sempre é automática. (D) Diz que a presunção de legitimidade dos atos administrativos não impede o controle judicial, e que a autotutela permite à Administração anular atos ilegais independentemente de provocação do contribuinte, conforme entendimento sumulado do STF. Essa alternativa está correta, pois reflete o entendimento consolidado. Portanto, a alternativa correta é: (D) A presunção de legitimidade dos atos administrativos, como o auto de infração tributário, não impede o controle judicial de sua legalidade e moralidade, sendo que a autotutela administrativa permite à própria Administração anular atos ilegais, independentemente de provocação do contribuinte, conforme entendimento sumulado do STF.
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