Aprendemos que o mascaramento é uma técnica fundamental na avaliação audiológica, utilizada para garantir que a resposta obtida durante o exame seja realmente da orelha que está sendo testada, evitando a interferência da orelha contralateral. Na via aérea, o mascaramento deve ser realizado principalmente quando há risco de escuta cruzada, ou seja, quando o som apresentado em uma orelha pode ser percebido pela outra. Isso ocorre quando a intensidade do estímulo ultrapassa a atenuação interaural. Nesses casos, há a possibilidade de a orelha não testada responder ao estímulo, comprometendo a confiabilidade dos resultados. Já na via óssea, o mascaramento é necessário porque o estímulo vibratório é transmitido pelos ossos do crânio e estimula simultaneamente ambas as cócleas, não sendo possível, sem o uso de mascaramento, garantir qual orelha está respondendo. Dessa forma, o mascaramento por via óssea deve ser aplicado especialmente quando há presença de gap aéreo-ósseo igual ou superior a 15 dB. Assim, enquanto o mascaramento na via aérea está relacionado à prevenção da escuta cruzada, o mascaramento na via óssea é essencial para isolar a resposta de uma única cóclea, contribuindo