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A vitaliciedade é uma garantia trazida expressamente pelo texto constitucional. Com relação a ela, doutrina e jurisprudência fazem aportes que a definem.
Quanto à vitaliciedade, é correto afirmar que:
A vitaliciedade do sistema constitucional brasileiro é igual ao do aplicado no direito norte-americano aos Justices da Suprema Corte (equivalente aos Ministros do STF, aqui no Brasil), podendo o Magistrado só deixar o Tribunal quando do seu falecimento.
Como a própria semântica da palavra permite dizer, a vitaliciedade não permite que o Magistrado perca o cargo por meio de decisão judicial transitada em julgado.
Os Magistrados que ingressam na carreira na segunda instância ou em Tribunal Superior ou no STF, adquirem vitaliciedade imediatamente, independentemente de período de dois anos de exercício.
A vitaliciedade possui um sentido absoluto, significando que nenhum Magistrado pode sofrer impeachment.
Para adquirir a vitaliciedade, o Juiz que ingressou na carreira pela via do concurso público precisa passar por um estágio de três anos de efetivo exercício, quando poderá ser reprovado e perder o cargo por decisão do Tribunal a que estiver vinculado.
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Vamos analisar cada afirmativa sobre a vitaliciedade dos magistrados no Brasil: 1. "A vitaliciedade do sistema constitucional brasileiro é igual ao do aplicado no direito norte-americano aos Justices da Suprema Corte, podendo o Magistrado só deixar o Tribunal quando do seu falecimento." - Incorreto. No Brasil, a vitaliciedade não significa que o magistrado só deixa o cargo com a morte. Ele pode se aposentar voluntariamente ou ser removido por meio de processo disciplinar ou impeachment. 2. "Como a própria semântica da palavra permite dizer, a vitaliciedade não permite que o Magistrado perca o cargo por meio de decisão judicial transitada em julgado." - Incorreto. A vitaliciedade protege contra perda do cargo sem processo legal, mas não impede que o magistrado seja removido por decisão judicial em processo próprio, como impeachment. 3. "Os Magistrados que ingressam na carreira na segunda instância ou em Tribunal Superior ou no STF, adquirem vitaliciedade imediatamente, independentemente de período de dois anos de exercício." - Correto. Magistrados nomeados diretamente para tribunais superiores ou STF adquirem vitaliciedade imediatamente, sem necessidade de estágio probatório. 4. "A vitaliciedade possui um sentido absoluto, significando que nenhum Magistrado pode sofrer impeachment." - Incorreto. Magistrados podem sofrer impeachment, que é o meio constitucional para perda do cargo. 5. "Para adquirir a vitaliciedade, o Juiz que ingressou na carreira pela via do concurso público precisa passar por um estágio de três anos de efetivo exercício, quando poderá ser reprovado e perder o cargo por decisão do Tribunal a que estiver vinculado." - Correto. O estágio probatório é de dois anos (art. 95, CF), durante o qual o juiz pode ser avaliado e perder o cargo se não aprovado. Resposta correta: - A afirmativa 3 está correta. - A afirmativa 5 está parcialmente correta, mas o estágio probatório é de dois anos, não três. Portanto, a melhor resposta é: "Os Magistrados que ingressam na carreira na segunda instância ou em Tribunal Superior ou no STF, adquirem vitaliciedade imediatamente, independentemente de período de dois anos de exercício."

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A população do Estado Z, insatisfeita com os rumos da política nacional e os sucessivos escândalos de corrupção que assolam todas as esferas do governo, inicia uma intensa campanha pleiteando sua separação do restante da Federação brasileira. Um plebiscito é então organizado e 90% dos votantes opinaram favoravelmente à independência do Estado.
Sobre a hipótese, com base no texto constitucional, assinale a afirmativa
Face à autonomia dos entes federados, admite-se a dissolução do vínculo existente entre eles, de modo que o Estado X poderia formar um novo país, mas, além da aprovação da população local por meio de plebiscito ou referendo, seria necessária a edição de Lei Complementar federal autorizando a separação.
Face ao expressivo quórum favorável à separação do Estado X, a Assembleia Legislativa do referido ente deverá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de Emenda Constitucional que, se aprovada, viabilizará a secessão do Estado X.
Para o exercício do direito de secessão, exige-se lei estadual do ente separatista, dentro do período determinado por Lei Complementar federal, dependendo ainda de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos demais Estados, após divulgação dos estudos de viabilidade, apresentados e publicados na forma da lei.
A forma federativa de Estado é uma das cláusulas pétreas que norteiam a ordem constitucional brasileira, o que conduz à conclusão de que se revela inviável o exercício do direito de secessão por parte de qualquer dos entes federados, o que pode motivar a intervenção federal.
O direito de secessão é possível, após a aprovação de emenda constitucional no congresso nacional.

(CESPE-CEBRASPE/2021) O patrimonialismo é caracterizado pelo governo ou pela forma de exercício do poder em que a distinção entre público e privado é quase inexistente, defluindo todo o poder de um governante ou grupo específico, de modo que os cargos públicos são inacessíveis por via meritória.
Considerando essas informações, assinale a opção que apresenta princípio ético previsto na Constituição Federal de 1988 que seria afrontado, com maior intensidade, pela investidura em cargo público na forma patrimonialista.
Supremacia do interesse público.
Impessoalidade.
Boa-fé objetiva.
Publicidade.
Razoabilidade.

A respeito da organização do Estado, é correto afirmar que:
o município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal.
compete aos municípios legislar sobre assuntos de interesse regional
a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, à toda população nacional, após divulgação dos estudos de viabilidade municipal, apresentados e publicados na forma da lei.
inexistindo lei federal sobre normas gerais os Estados exercerão a competência legislativa plena. Sobrevindo lei federal sobre normas gerais, restará revogada a lei estadual, no que lhe for contrária.
a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil é composta apenas pela União, pelos Estados e pelos Municípios, todos autônomos.

"Nele se traduz a ideia de que a Administração tem que tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas. Nem favoritismo nem perseguições são toleráveis. Simpatias ou animosidades pessoais, políticas ou ideologias não podem interferir na atuação administrativa e muito menos interesses sectários, de facções ou grupos de qualquer espécie." O trecho de Celso Antônio Bandeira de Mello, está relacionado a qual princípio da Administração Pública?
Princípio da Impessoalidade
Princípio da Legalidade
Princípio da Publicidade
Princípio da transparência
Princípio da Moralidade

Poderia acontecer que algum cidadão, nos negócios públicos, violasse os direitos do povo e cometesse crimes que os magistrados estabelecidos não soubessem ou não quisessem castigar. Mas, em geral, o poder legislativo não pode julgar; e o pode menos ainda neste caso particular, onde ele representa a parte interessada, que é o povo. Logo, ele só pode ser acusador. Mas diante de quem fará a acusação? Irá rebaixar-se diante dos tribunais da lei, que lhe são inferiores e compostos, aliás, de pessoas que, sendo do povo como ele, seriam levadas pela autoridade de tão grande acusador? Não: é preciso, para conservar a dignidade do povo e a segurança do particular, que a parte legislativa do povo faça a acusação perante a parte legislativa dos nobres, que não tem os mesmos interesses, nem as mesmas paixões que ela. (MONTESQUIEU. O espírito das Leis. Livro XI, cap. VI).
O mecanismo acima descrito cuida de hipótese em que o Poder Legislativo:
Atipicamente exerce função jurisdicional, em situação compatível com o princípio da separação de Poderes.
Tipicamente exerce função legislativa, através da qual contém o exercício do poder pelos órgãos executivo e judiciário.
Extrapola do exercício de suas funções típicas, em prática incompatível com o princípio da separação de Poderes.
Atipicamente exerce função executiva, consistente na aplicação de lei ao caso concreto sob circunstâncias especiais.
Exerce poder soberano em relação ao órgão executivo, sujeita, porém, sua decisão à aprovação do órgão judiciário.

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