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Direito Empresarial

Colegio Faesa Jucutuquara
Quatro investidores decidiram constituir uma sociedade empresária limitada para atuar no setor de logística portuária em Vitória/ES. Em janeiro de 2026, assinaram o instrumento de Contrato Social. Contudo, antes de promoverem o arquivamento e registro do ato na Junta Comercial do Estado do Espírito Santo, um dos sócios, insatisfeito com os rumos do planejamento estratégico, notificou os demais informando sua imotivada resilição unilateral. Em sua defesa juridica, o sócio dissidente alegou que o ato constitutivo consistia em um contrato bilateral comum de troca , pautado em interesses contrapostos, razão pela qual a sua mera desistência antes do registro operaria a resolução integral do negócio jurídico, extinguindo o vínculo original para todas as partes. Considerando o caso narrado, a base legal do Código Civil e a Teoria do Ato Plurilateral de Tullio Ascarelli, assinale a alternativa correta: A) O sócio dissidente está correto, pois o ato constitutivo de uma sociedade empresária possui natureza contratual clássica de troca, de modo que a higidez do pacto depende do consentimento e da permanência unânime de todos os fundadores originais até o registro. B) A argumentação do sócio dissidente colide com a Teoria do Ato Plurilateral, a qual demonstra que o ato constitutivo se caracteriza pela convergência de interesses voltados a um fim comum (lucro e objeto social), permitindo a entrada ou saída de sujeitos sem que ocorra a extinção compulsória do vínculo original entre as demais partes. C) A sociedade empresária em questão já gozava de plena personalidade jurídica e autonomia patrimonial desde a assinatura do Contrato Social, configurando-se como uma instituição imutável pela vontade individual, aplicando-se a teoria institucionalista clássica das sociedades limitadas. D) Por se tratar de uma sociedade limitada de pessoas, a saída do sócio gera a nulidade absoluta e automática de todas as cláusulas do instrumento, haja vista que a ausência de registro retira do
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Jonathan Lopes Cabral

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Analisando o caso: - A sociedade empresária limitada só adquire personalidade jurídica com o registro do contrato social na Junta Comercial. - Antes do registro, o contrato social é um ato plurilateral, conforme a Teoria do Ato Plurilateral de Tullio Ascarelli, que exige a convergência de vontades para sua validade. - A desistência unilateral de um sócio antes do registro pode extinguir o ato para todas as partes, pois não há ainda personalidade jurídica constituída. Agora, analisando as alternativas: A) Diz que o ato constitutivo tem natureza contratual clássica de troca e que a desistência unilateral extingue o vínculo para todos. Isso está correto, pois antes do registro o contrato é um ato plurilateral e depende do consenso. B) Afirma que a saída de sócio não extingue o vínculo, o que não é correto antes do registro. C) Diz que a sociedade já tem personalidade jurídica desde a assinatura, o que é falso, pois só ocorre após o registro. D) A alternativa está incompleta, mas parece indicar nulidade automática, o que não é o ponto principal. Portanto, a alternativa correta é: A) O sócio dissidente está correto, pois o ato constitutivo de uma sociedade empresária possui natureza contratual clássica de troca, de modo que a higidez do pacto depende do consentimento e da permanência unânime de todos os fundadores originais até o registro.

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