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Ler em voz alta Em uma farmácia hospitalar que presta suporte à unidade de terapia intensiva, o farmacêutico clínico acompanha a prescrição de medicamentos utilizados no manejo de pacientes com distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais. Entre esses medicamentos, destacam-se fármacos que atuam diretamente sobre a contração da musculatura lisa, como vasodilatadores, anti-hipertensivos e antiespasmódicos. Em determinado caso, observa-se que um paciente apresenta resposta reduzida a um medicamento que deveria promover relaxamento da musculatura lisa intestinal, prolongando quadros de dor abdominal e desconforto. Na análise do caso, o farmacêutico retoma os conhecimentos de Histologia e Embriologia, reconhecendo que a musculatura lisa, de origem mesodérmica, é composta por células fusiformes, mononucleadas, organizadas em camadas, cuja contração é involuntária e regulada por estímulos autonômicos e químicos. Diferentemente do músculo estriado esquelético, o músculo liso apresenta mecanismos contráteis adaptados a respostas mais lentas e sustentadas, fundamentais para o funcionamento visceral. Ao correlacionar esses aspectos com conteúdos de Biologia Celular e Molecular e Bioquímica, o farmacêutico analisa que a contração da musculatura lisa depende da interação entre proteínas contráteis, da regulação da concentração de íons no citoplasma e, sobretudo, da disponibilidade de ATP, que sustenta os ciclos de contração e relaxamento. Alterações metabólicas, como hipóxia ou déficit energético, podem comprometer esses processos celulares, reduzindo a eficácia dos medicamentos que atuam sobre o tecido muscular. Essa análise integrada permite ao farmacêutico compreender que a resposta terapêutica não depende apenas da ação farmacológica direta, mas também da integridade histológica do tecido muscular e da capacidade bioquímica das células de sustentar a contração e o relaxamento, aspectos essenciais para a prática farmacêutica baseada em fundamentos biológicos. Considerando a situação descrita, qual análise integra corretamente a organização histológica do músculo liso e os processos celulares que podem interferir na resposta aos medicamentos que atuam sobre sua contração? A A musculatura lisa apresenta contração dependente de ATP e de mecanismos celulares específicos, de modo que alterações metabólicas podem reduzir a resposta aos fármacos. B O músculo liso realiza contrações rápidas e voluntárias, sendo sua resposta farmacológica independente do metabolismo celular. C A ação dos medicamentos sobre o músculo liso independe da organização histológica do tecido, ocorrendo apenas por estímulos mecânicos locais. D A contração da musculatura lisa ocorre sem consumo energético, pois suas células não apresentam atividade metabólica relevante.
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Vanessa

há 2 meses

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