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O crime hediondo é um dos atos passíveis de punição que possui tratamento mais severo pela Justiça, assim como crimes de tortura, tráfico de entorpecentes e drogas afins e terrorismo. Após condenação, os envolvidos deixam de ter direito a pagamento de fiança, anistia, graça e indulto, de acordo com a Lei 8072 de 25 de julho de 1990, sancionada pelo então presidente Fernando Collor. “A anistia, a graça e o indulto são benefícios, isto é, espécies de indulgência ou clemência concedidas pelo Estado ao réu”, explica Paula Micheletto Cometti, juíza de direito do Estado de São Paulo. Anistia é o esquecimento jurídico de uma infração penal, ou seja, o Estado renuncia o direito de punir. Caso o anistiado cometa um novo delito, ele não será considerado reincidente. Graça e indulto são benefícios de perdão concedidos pelo Presidente da República, que pode delegá-los aos ministros do Estado, ao procurador-geral da República ou ao advogado geral da União. A diferença é que a graça é concedida individualmente e o indulto tem caráter coletivo. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. Anteriormente a Lei dos Crimes Hediondos previa que a pena deveria ser cumprida integralmente em regime fechado, mas o Supremo Tribunal Federal reconheceu a inconstitucionalidade deste dispositivo e posteriormente a Lei 11.464/2007 mudou a redação, passando a permitir a progressão de regime. A progressão de regime (passagem do condenado de um regime mais rigoroso para outro mais leve como a semiliberdade) será possível após o cumprimento de 2/5 da pena, se o réu for primário, e de 3/5, se reincidente. A regra geral para outros crimes prevê que essa mudança de regime só pode ser realizada após o condenado ter completado um sexto da pena. A liberdade condicional somente será concedida se o condenado, não reincidente, cumprir mais de 2/3 da pena. A regra geral para a possibilidade de concessão do livramento condicional é de 1/3 se o condenado não for reincidente e desde que tenha bons antecedentes. Fica a critério do juiz decidir se o condenado poderá apelar da sentença em liberdade. O período de reclusão varia de acordo com a complexidade do crime. São considerados crimes hediondos: Homicídio quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado; Latrocínio (roubo seguido de morte); Extorsão qualificada pela morte; Extorsão mediante sequestro e na forma qualificada; Estupro/estupro de vulnerável; Epidemia com resultado de morte, ou seja, propagação de vírus que cause epidemia e resulte na morte de pessoas; Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais; Genocídio, tentado ou consumado; Exploração sexual infantil (Lei sancionada pela Presidenta Dilma Roussef em 21 de maio de 23014)
1 . (TRF-4ª Região, FCC - Analista Judiciário - 2004) Com relação aos crimes hediondos, é INCORRETO afirmar que:
A) o juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá aguardar em liberdade, em caso de sentença condenatória.
B) os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia.
C) os crimes hediondos são insuscetíveis de graça e indulto.
D) o crime de epidemia com resultado morte não é considerado crime hediondo.
E) a pena pela prática de crime hediondo será cumprida integralmente em regime fechado.
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há 4 semanas

Respostas

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há 4 semanas

Vamos analisar as alternativas com base no texto e na legislação sobre crimes hediondos: A) O juiz decidirá fundamentadamente se o réu poderá aguardar em liberdade, em caso de sentença condenatória. — Correto, conforme o texto, fica a critério do juiz decidir sobre aguardar em liberdade. B) Os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia. — Correto, o texto afirma que não há direito a anistia para crimes hediondos. C) Os crimes hediondos são insuscetíveis de graça e indulto. — Correto, o texto também confirma que não há graça e indulto para esses crimes. D) O crime de epidemia com resultado morte não é considerado crime hediondo. — Incorreto, o texto lista explicitamente "Epidemia com resultado de morte" como crime hediondo. E) A pena pela prática de crime hediondo será cumprida integralmente em regime fechado. — Incorreto, o texto explica que a lei anterior previa isso, mas o STF declarou inconstitucional e a Lei 11.464/2007 permite progressão de regime após cumprimento de parte da pena. Portanto, a alternativa INCORRETA é a letra D. Resposta correta: D) o crime de epidemia com resultado morte não é considerado crime hediondo.

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