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Estado de Conclusão da Pergunta: Para educar um filho Rubem Alves Era uma sessão de terapia. "Não tenho tempo para educar a minha filha", ela disse. Um psicanalista ortodoxo tomaria essa deixa como um caminho para a exploração do inconsciente do cliente. Ali estava um fio solto no tecido da ansiedade materna. Era só puxar o fio... Culpa. Ansiedade e culpa nos levariam para 0 sinistro subterrâneo da alma. Mas eu nunca fui ortodoxo. Sempre caminhei ao contrário na religião, na psicanálise, na universidade, na política, 0 que tem me valido não poucas complicações. o fato é que eu tenho um lado bruto, igual àquele do Analista de Bagé. Não puxei o fio solto dela. Ofereci-lhe meu próprio fio. "Eu nunca eduquei os meus filhos...", eu disse. Ela fez uma pausa perplexa. Deve ter pensado: "Mas que psicanalista é esse que não educa seus filhos?". "Nunca educou seus filhos?", perguntou. Respondi: "Não, nunca. Eu só vivi com eles". Essa memória antiga saiu da sua sombra quando uma jornalista, que preparava um artigo dirigido aos pais, me perguntou: "Que conselho 0 senhor daria aos pais?". Respondi: "Nenhum. Não dou conselhos. Apenas diria: a infância é muito curta. Muito mais cedo do que se
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Dileia Alves

mês passado

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Rubem Alves, ao refletir sobre a educação dos filhos, destaca que mais importante do que "educar" no sentido tradicional, é "viver com" as crianças, estar presente e compartilhar momentos reais. Ele critica a ideia de que educar é apenas transmitir regras ou conselhos, enfatizando que a infância é breve e que o vínculo afetivo e a convivência são fundamentais para o desenvolvimento saudável dos filhos. Assim, o foco deve estar na qualidade do tempo vivido juntos, e não na imposição de uma educação rígida ou na culpa dos pais por não terem "tempo suficiente".

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