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Segundo disposto no Código Civil, o cancelamento de registro na matrícula do imóvel, em razão de ter sido fundado em escritura pública inexistente, autoriza a reivindicação do imóvel pelo legítimo proprietário em detrimento do terceiro adquirente.
Assinale a alternativa correta quanto à situação:
a) desde que seja comprovada a má-fé do terceiro adquirente, sendo irrelevante se a aquisição se deu a título gratuito ou oneroso.
b) desde que seja comprovada a má-fé do terceiro adquirente e que a essa aquisição tenha sido a título gratuito.
c) independentemente da boa-fé, mas desde que se comprove que a aquisição tenha sido a título gratuito.
d) independentemente da boa-fé ou do título do terceiro adquirente.
e) desde que seja comprovada a má-fé do terceiro adquirente e que essa aquisição sido a título oneroso.
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há 2 semanas

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há 2 semanas

No Direito Civil brasileiro, quando há cancelamento de registro imobiliário fundado em escritura pública inexistente, a proteção ao terceiro adquirente depende da boa-fé dele. O Código Civil protege o terceiro adquirente de boa-fé, mesmo que a escritura seja inválida, desde que ele tenha adquirido o imóvel a título oneroso (pagando por ele). Se o terceiro adquirente agiu de má-fé, ele não tem proteção. Analisando as alternativas: a) exige má-fé do terceiro adquirente, mas diz que é irrelevante se a aquisição foi gratuita ou onerosa — incorreto, pois a boa-fé e o título oneroso são importantes. b) exige má-fé e aquisição a título gratuito — incorreto, pois a proteção maior é para aquisição onerosa. c) diz que independe da boa-fé, mas exige título gratuito — incorreto, pois a boa-fé é fundamental. d) diz que independe da boa-fé ou do título — incorreto, pois a boa-fé e o título oneroso são essenciais. e) exige má-fé e aquisição a título oneroso — incorreto, pois a má-fé do terceiro adquirente não autoriza reivindicação contra ele. Portanto, a alternativa correta é a que considera que o legítimo proprietário pode reivindicar o imóvel contra o terceiro adquirente desde que este seja de má-fé, e que a aquisição tenha sido a título oneroso. Nenhuma alternativa está exatamente correta, mas a que mais se aproxima do entendimento jurídico é a alternativa a), pois fala da má-fé do terceiro adquirente, embora diga que é irrelevante se a aquisição foi gratuita ou onerosa, o que não está totalmente correto. Se for para escolher a melhor alternativa, é a a).

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Tadeu adquiriu um imóvel, através de contrato de compra e venda firmado diretamente com o vendedor, no qual foi previsto o pagamento do valor convencionado em uma parcela de entrada e o total de vinte e quatro parcelas mensais. A posse do imóvel foi passada para o comprador no momento da assinatura do contrato e ao pagamento da parcela de entrada. A propriedade do imóvel, conforme pactuado, será transferida no momento da quitação total do contrato. Josué, vendedor, tendo recebido a parcela de entrada e vinte e duas das parcelas mensais em dia e, estando em atraso as duas últimas parcelas, pediu, judicialmente, a rescisão contratual, pelo inadimplemento do contrato e a reintegração de posse contra Tadeu. As duas últimas parcelas representam menos de 5% do valor total do imóvel.
Sobre a situação fática descrita, podemos afirmar, aplicando-se os Princípios do Direito Civil, bem como a doutrina e jurisprudência, que:
a) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a cláusula geral da exceptio non adimpleti contractus. Desta feita, Josué teria direito a pedir a reintegração da posse do imóvel, sem a rescisão do contrato, até que Tadeu faça o pagamento das parcelas restantes.
b) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a teoria do adimplemento substancial. Desta feita, Josué não possui o direito à rescisão contratual e reintegração de posse, enquanto primeira medida. A ação correta seria buscar a cobrança das duas parcelas restantes pelos meios apropriados.
c) Josué tem total razão em seu pleito. Uma vez não havendo o adimplemento do contrato por parte de Tadeu, por uma aplicação direta do princípio da boa-fé objetiva, a qual pugna pelo cumprimento do contrato, descumprido o contrato por Tadeu, Josué terá o direito inequívoco à rescisão do contrato e reintegração da posse, não havendo defesa juridicamente viável a evitar este fim.
d) Deve-se aplicar ao fato, a princípio, a teoria da imprevisão e o princípio da proporcionalidade. Desta feita, embora Josué possa pedir a rescisão do contrato de forma direta, uma vez que a teoria da imprevisão tem por mote basilar a manutenção do contrato em situações de desequilíbrio contratual por motivos fora do controle das partes, deve ser permitido a Tadeu que faça o pagamento das parcelas restantes, de forma proporcional, em parcelas que sejam razoáveis frente à situação financeira atual do devedor.

Em 2011, Maria adquiriu, mediante instrumento particular, a posse de uma área de terra rural de aproximadamente cinco hectares, onde construiu uma casa e explorou atividade agrícola de subsistência, exercendo posse contínua e ininterrupta até 2020, ano em que faleceu. A partir de então, sua filha, Paula, continuou na posse do imóvel e nele se encontra até a presente data.
Nessa situação hipotética, à luz do Código Civil, Paula:
a) não poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse exercida exclusivamente por ela não observou o tempo mínimo legalmente exigido para essa forma de aquisição de propriedade.
b) não poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse exercida por sua mãe não se transmitiu por sucessão.
c) não poderá adquirir a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que a posse originária do imóvel foi obtida por instrumento particular, o que veda a posterior aquisição por usucapião.
d) poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião, uma vez que os tempos de posse exercidos por ela própria e por sua mãe foram suficientes para justificar a aquisição da propriedade.
e) só poderá adquirir em nome próprio a propriedade do imóvel por usucapião se comprovar que exerceu a posse concomitante com sua mãe ou após transcorrer o tempo mínimo de posse exercido por ela própria, o qual, nesse caso, começa a fluir a partir da morte da mãe Maria.

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