Logo Passei Direto
Buscar

Outros

Outros
Um paciente do sexo masculino, de 53 anos de idade, com antecedente de cirrose por etiologia alcoólica, procura o pronto atendimento devido a aumento do volume abdominal nos últimos dias, inapetência e edema periférico. O paciente faz uso cronicamente de espironolactona 200 mg, furosemida 80 mg, carvedilol 6.25 mg duas vezes ao dia, sinvastatina 40 mg ao dia e lactulose 20 mL de 8 em 8 horas. No exame físico, o paciente encontra-se orientado em tempo e espaço, hidratado, ictérico 1+/4+, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, aumento do volume abdominal com piparote positivo e edema de membros inferiores 3+/4+. Foram realizados os seguintes exames laboratoriais na admissão: Hb = 10.4 mg/dL, leucócitos = 4000, plaquetas = 80.000, sódio = 131, creatinina = 1.9 (valor ambulatorial = 1.3), ureia = 56, potássio = 4.0.
Levando em consideração o quadro descrito, assinale a alternativa correta.
A) Por conta da ausência de sinais clínicos e laboratoriais claros de infecção nesse momento, a paracentese deverá ser adiada sob o risco de piora da função renal.
B) O paciente não apresenta aumento de 50% dos níveis de creatinina nos últimos 7 dias, portanto a hipótese diagnóstica de síndrome hepatorrenal está descartada.
C) Os diuréticos deverão ser mantidos para melhora da congestão e edema nesse momento.
D) Está indicada a expansão plasmática com albumina na dose de 1,5 mg/kg no primeiro dia e 1 mg/kg no segundo dia. Caso não haja melhora da creatinina, o diagnóstico mais provável para a piora da função renal é síndrome hepatorrenal.
E) A ascite é um critério obrigatório para o diagnóstico da síndrome hepatorrenal.
User badge image
CuriosidadesGerais

há 4 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 4 meses

Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente com cirrose alcoólica, ascite (aumento do volume abdominal), edema periférico, uso de diuréticos (espironolactona e furosemida). - Exames mostram anemia leve (Hb 10,4), leucopenia (4000), plaquetopenia (80.000), sódio baixo (131), creatinina aumentada (1,9, sendo que o valor anterior era 1,3), ureia elevada (56), potássio normal (4,0). - A creatinina subiu cerca de 46% (de 1,3 para 1,9), o que indica piora da função renal. - O quadro sugere possível síndrome hepatorrenal (SHR), que é uma complicação grave da cirrose com insuficiência renal funcional. Agora, analisando as alternativas: A) Paracentese deve ser feita para excluir peritonite bacteriana espontânea, mesmo sem sinais claros de infecção, pois é comum em cirróticos com ascite e piora renal. Adiar pode ser prejudicial. Portanto, essa alternativa está incorreta. B) A creatinina subiu quase 50% (de 1,3 para 1,9), o que é suficiente para suspeitar SHR. Portanto, a hipótese não está descartada. Alternativa incorreta. C) Manter diuréticos com piora da função renal pode agravar a insuficiência renal. Geralmente, em SHR ou piora renal, os diuréticos são suspensos. Alternativa incorreta. D) Expansão plasmática com albumina é indicada para tratar possível síndrome hepatorrenal, com doses de 1,5 g/kg no primeiro dia e 1 g/kg no segundo dia. Se não houver melhora da creatinina, o diagnóstico mais provável é SHR. Essa alternativa está correta. E) A ascite não é critério obrigatório para diagnóstico de SHR, embora seja comum. Portanto, alternativa incorreta. Resposta correta: D) Está indicada a expansão plasmática com albumina na dose de 1,5 mg/kg no primeiro dia e 1 mg/kg no segundo dia. Caso não haja melhora da creatinina, o diagnóstico mais provável para a piora da função renal é síndrome hepatorrenal.

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda não achou a resposta?

  • Integrado com os principais modelos de IA do mercado
  • Respostas em segundos
  • IA treinada para estudantes brasileiros.
PasseIA logoEvolua sua forma de estudar

Cadastre-se ou realize login

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Essa pergunta também está no material:

Mais perguntas desse material

Paciente, 45 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com esmagamento em membros inferiores, permanecendo preso às ferragens por aproximadamente 4 horas. É resgatado e levado ao pronto-socorro. Na admissão, apresenta-se hipotenso (PA de 85/50 mmHg), taquicárdico (FC de 120 bpm), desidratado (++/4+) e com dor intensa e edema em ambas as coxas. Os exames laboratoriais iniciais mostram: ureia = 100 mg/dL; creatinina = 3,8 mg/dL; potássio = 6,1 mEq/L; fósforo = 5,9 mg/dL; cálcio iônico = 1,05 mmol/L (VR: 1,15-1,30); e creatinofosfoquinase (CPK) = 85.000 U/L. A análise de urina (urina I) revela pH = 5,5, densidade = 1.010, fita reagente (dipstick) positiva (+++) para "sangue", e a sedimentoscopia evidencia 2 eritrócitos por campo, além de múltiplos cilindros granulosos.
Considerando o diagnóstico do paciente, que alternativa descreve corretamente a conduta terapêutica inicial prioritária e seu principal objetivo fisiopatológico?
A) Administrar gluconato de cálcio 10% endovenoso para estabilização de membrana miocárdica, visando prevenir a nefrocalcinose e a precipitação de cálcio nos túbulos lesionados.
B) Iniciar terapia renal substitutiva (hemodiálise) de urgência, objetivando a remoção eficaz da mioglobina circulante, que é o principal agente nefrotóxico glomerular.
C) Administrar furosemida em bólus endovenoso para induzir diurese forçada, visando diminuir a reabsorção de mioglobina e prevenir a vasoconstrição da arteríola aferente.
D) Promover alcalinização urinária com bicarbonato de sódio endovenoso como medida isolada inicial, para aumentar o pH urinário acima de 7,0, tornando a mioglobina mais solúvel e menos tóxica.
E) Realizar expansão volêmica vigorosa com solução salina isotônica (0,9%), objetivando manter um débito urinário elevado (ex.: 200-300 mL/h) para diluir a mioglobina intratubular, prevenir a formação de cilindros obstrutivos e reduzir a nefrotoxicidade direta do grupo heme.

Mais conteúdos dessa disciplina