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Mulher, 61 anos, com relato de dor em hipocôndrio direito e icterícia, com diagnóstico pela colangiorressonância magnética de coledocolitíase. Foi submetida à colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para tratamento do quadro. Algumas horas após sua realização, evolui com dor epigástrica.
Sobre as possíveis complicações associadas ao procedimento, assinale a alternativa correta.
A) Não é necessário a dosagem de amilase e lipase após a CPRE, visto que a pancreatite é uma complicação incomum.
B) São indicadas hidratação, antibioticoterapia empírica e observação, sem necessidade de exames complementares.
C) É provável que outro cálculo tenha migrado, sendo a causa da dor apresentada pela paciente.
D) A dor abdominal é esperada após o procedimento, sendo indicadas apenas analgesia e observação.
E) Faz parte da investigação de complicações a realização de exames de imagem, que podem demonstrar a presença de ar em retroperitônio.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar as alternativas considerando as complicações da CPRE (colangiopancreatografia retrógrada endoscópica): - A pancreatite é uma complicação comum após CPRE, por isso a dosagem de amilase e lipase é importante para diagnóstico. - A dor epigástrica após CPRE pode indicar pancreatite ou outras complicações, e exames complementares são necessários. - A migração de outro cálculo pode ocorrer, mas a dor logo após o procedimento geralmente está relacionada a complicações da CPRE. - Dor abdominal leve pode ocorrer, mas dor significativa exige investigação. - A presença de ar no retroperitônio pode indicar perfuração, uma complicação grave que deve ser investigada por exames de imagem. Portanto, a alternativa correta é: E) Faz parte da investigação de complicações a realização de exames de imagem, que podem demonstrar a presença de ar em retroperitônio.

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Paciente, 45 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com esmagamento em membros inferiores, permanecendo preso às ferragens por aproximadamente 4 horas. É resgatado e levado ao pronto-socorro. Na admissão, apresenta-se hipotenso (PA de 85/50 mmHg), taquicárdico (FC de 120 bpm), desidratado (++/4+) e com dor intensa e edema em ambas as coxas. Os exames laboratoriais iniciais mostram: ureia = 100 mg/dL; creatinina = 3,8 mg/dL; potássio = 6,1 mEq/L; fósforo = 5,9 mg/dL; cálcio iônico = 1,05 mmol/L (VR: 1,15-1,30); e creatinofosfoquinase (CPK) = 85.000 U/L. A análise de urina (urina I) revela pH = 5,5, densidade = 1.010, fita reagente (dipstick) positiva (+++) para "sangue", e a sedimentoscopia evidencia 2 eritrócitos por campo, além de múltiplos cilindros granulosos.
Considerando o diagnóstico do paciente, que alternativa descreve corretamente a conduta terapêutica inicial prioritária e seu principal objetivo fisiopatológico?
A) Administrar gluconato de cálcio 10% endovenoso para estabilização de membrana miocárdica, visando prevenir a nefrocalcinose e a precipitação de cálcio nos túbulos lesionados.
B) Iniciar terapia renal substitutiva (hemodiálise) de urgência, objetivando a remoção eficaz da mioglobina circulante, que é o principal agente nefrotóxico glomerular.
C) Administrar furosemida em bólus endovenoso para induzir diurese forçada, visando diminuir a reabsorção de mioglobina e prevenir a vasoconstrição da arteríola aferente.
D) Promover alcalinização urinária com bicarbonato de sódio endovenoso como medida isolada inicial, para aumentar o pH urinário acima de 7,0, tornando a mioglobina mais solúvel e menos tóxica.
E) Realizar expansão volêmica vigorosa com solução salina isotônica (0,9%), objetivando manter um débito urinário elevado (ex.: 200-300 mL/h) para diluir a mioglobina intratubular, prevenir a formação de cilindros obstrutivos e reduzir a nefrotoxicidade direta do grupo heme.

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