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Homem de 25 anos foi vítima de capotamento há 40 minutos. Estava em uso de cinto de segurança e nega perda de consciência. Trazido pelo SAMU, em prancha rígida e colar cervical. A avaliação inicial na sala de trauma foi a seguinte: X: sem sangramento exsanguinante. A: vias aéreas pérvias, com colar cervical, sem cervicalgia. B: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem sinais de desconforto respiratório, saturação 97% em ar ambiente. C: pulso fino e filiforme, TEC de 5 seg, FC = 120 bpm, PA 80 x 50 mmHg, FAST +. D: Glasgow 15, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais. E: pelve instável. Escoriações e deformidade em membro superior direito.
Assinale a alternativa com uma conduta correta para o caso.
A) Expansão volêmica com cristaloide aquecido e avaliar resposta à reposição. Solicitar hemocomponentes caso não haja resposta adequada ao cristaloide.
B) Iniciar protocolo de transfusão maciça para estabilização do paciente e posterior realização de tomografia de abdome e pelve para definição cirúrgica.
C) Fixação da pelve com lençol e tomografia de abdome para programação cirúrgica.
D) Fixação da pelve com lençol e laparotomia exploradora.
E) Fixação da pelve com lençol, empacotamento pélvico pré-peritoneal e fixação do membro superior direito.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente vítima de capotamento, com pelve instável e FAST positivo (indica possível hemorragia intra-abdominal). - Sinais de choque hipovolêmico: pulso fino, FC 120 bpm, PA 80x50 mmHg. - Glasgow 15, sem déficit neurológico. - Pelve instável, o que pode ser fonte de sangramento significativo. - Não há sangramento exsanguinante externo. Conduta correta em trauma com pelve instável e sinais de choque: 1. Fixar a pelve para reduzir o espaço e controlar sangramento. 2. Expansão volêmica inicial com cristaloides aquecidos. 3. Avaliar resposta à reposição volêmica. 4. Se não houver resposta adequada, iniciar transfusão de hemocomponentes. 5. Realizar exames complementares para definir necessidade cirúrgica. Analisando as alternativas: A) Expansão volêmica com cristaloide aquecido e avaliar resposta à reposição. Solicitar hemocomponentes caso não haja resposta adequada ao cristaloide. - Correta, pois segue o protocolo inicial de manejo do choque hemorrágico. B) Iniciar protocolo de transfusão maciça para estabilização do paciente e posterior realização de tomografia. - Transfusão maciça é indicada se o paciente não responder à reposição inicial, não imediatamente. C) Fixação da pelve com lençol e tomografia para programação cirúrgica. - Fixação da pelve é importante, mas só tomografia sem estabilização inicial e reposição volêmica não é suficiente. D) Fixação da pelve com lençol e laparotomia exploradora. - Laparotomia é indicada se paciente instável e sem resposta à reposição, mas inicialmente deve-se tentar estabilizar. E) Fixação da pelve com lençol, empacotamento pélvico pré-peritoneal e fixação do membro superior direito. - Empacotamento pélvico é procedimento cirúrgico invasivo, indicado em casos de hemorragia persistente. Resposta correta: A) Expansão volêmica com cristaloide aquecido e avaliar resposta à reposição. Solicitar hemocomponentes caso não haja resposta adequada ao cristaloide.

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Paciente, 45 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com esmagamento em membros inferiores, permanecendo preso às ferragens por aproximadamente 4 horas. É resgatado e levado ao pronto-socorro. Na admissão, apresenta-se hipotenso (PA de 85/50 mmHg), taquicárdico (FC de 120 bpm), desidratado (++/4+) e com dor intensa e edema em ambas as coxas. Os exames laboratoriais iniciais mostram: ureia = 100 mg/dL; creatinina = 3,8 mg/dL; potássio = 6,1 mEq/L; fósforo = 5,9 mg/dL; cálcio iônico = 1,05 mmol/L (VR: 1,15-1,30); e creatinofosfoquinase (CPK) = 85.000 U/L. A análise de urina (urina I) revela pH = 5,5, densidade = 1.010, fita reagente (dipstick) positiva (+++) para "sangue", e a sedimentoscopia evidencia 2 eritrócitos por campo, além de múltiplos cilindros granulosos.
Considerando o diagnóstico do paciente, que alternativa descreve corretamente a conduta terapêutica inicial prioritária e seu principal objetivo fisiopatológico?
A) Administrar gluconato de cálcio 10% endovenoso para estabilização de membrana miocárdica, visando prevenir a nefrocalcinose e a precipitação de cálcio nos túbulos lesionados.
B) Iniciar terapia renal substitutiva (hemodiálise) de urgência, objetivando a remoção eficaz da mioglobina circulante, que é o principal agente nefrotóxico glomerular.
C) Administrar furosemida em bólus endovenoso para induzir diurese forçada, visando diminuir a reabsorção de mioglobina e prevenir a vasoconstrição da arteríola aferente.
D) Promover alcalinização urinária com bicarbonato de sódio endovenoso como medida isolada inicial, para aumentar o pH urinário acima de 7,0, tornando a mioglobina mais solúvel e menos tóxica.
E) Realizar expansão volêmica vigorosa com solução salina isotônica (0,9%), objetivando manter um débito urinário elevado (ex.: 200-300 mL/h) para diluir a mioglobina intratubular, prevenir a formação de cilindros obstrutivos e reduzir a nefrotoxicidade direta do grupo heme.

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