Ed
há 3 meses
Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente vítima de capotamento, com pelve instável e FAST positivo (indica possível hemorragia intra-abdominal). - Sinais de choque hipovolêmico: pulso fino, FC 120 bpm, PA 80x50 mmHg. - Glasgow 15, sem déficit neurológico. - Pelve instável, o que pode ser fonte de sangramento significativo. - Não há sangramento exsanguinante externo. Conduta correta em trauma com pelve instável e sinais de choque: 1. Fixar a pelve para reduzir o espaço e controlar sangramento. 2. Expansão volêmica inicial com cristaloides aquecidos. 3. Avaliar resposta à reposição volêmica. 4. Se não houver resposta adequada, iniciar transfusão de hemocomponentes. 5. Realizar exames complementares para definir necessidade cirúrgica. Analisando as alternativas: A) Expansão volêmica com cristaloide aquecido e avaliar resposta à reposição. Solicitar hemocomponentes caso não haja resposta adequada ao cristaloide. - Correta, pois segue o protocolo inicial de manejo do choque hemorrágico. B) Iniciar protocolo de transfusão maciça para estabilização do paciente e posterior realização de tomografia. - Transfusão maciça é indicada se o paciente não responder à reposição inicial, não imediatamente. C) Fixação da pelve com lençol e tomografia para programação cirúrgica. - Fixação da pelve é importante, mas só tomografia sem estabilização inicial e reposição volêmica não é suficiente. D) Fixação da pelve com lençol e laparotomia exploradora. - Laparotomia é indicada se paciente instável e sem resposta à reposição, mas inicialmente deve-se tentar estabilizar. E) Fixação da pelve com lençol, empacotamento pélvico pré-peritoneal e fixação do membro superior direito. - Empacotamento pélvico é procedimento cirúrgico invasivo, indicado em casos de hemorragia persistente. Resposta correta: A) Expansão volêmica com cristaloide aquecido e avaliar resposta à reposição. Solicitar hemocomponentes caso não haja resposta adequada ao cristaloide.
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