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Homem de 48 anos é vítima de espancamento com pauladas na cabeça há cerca de 1 hora. É trazido pelo corpo de bombeiros com colar cervical e prancha rígida. A avaliação inicial na sala de trauma foi a seguinte: X: sem sangramento exsanguinante. A: vias aéreas pérvias, com colar cervical. B: murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem sinais de desconforto respiratório, saturação 96% em ar ambiente. C: pulso amplo e simétrico, TEC < 3 seg, FC = 75 bpm, PA de 150 x 90 mmHg, FAST negativo. D: abertura ocular ao estímulo doloroso, balbucia sons incompreensíveis e localiza estímulo doloroso. Midríase à esquerda. E: pelve estável. Lesão cortocontusa de 5 cm de extensão em região parietal esquerda com sangramento controlado no curativo. Abdome flácido, indolor, sem sinais de irritação peritoneal.
Assinale a alternativa com a conduta imediata adequada.
A) Intubação orotraqueal.
B) Máscara laríngea.
C) Avaliação neurocirúrgica.
D) Sutura do ferimento e observação.
E) Tomografia de crânio.
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CuriosidadesGerais

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso passo a passo: - Paciente com trauma craniano grave (espancamento na cabeça). - Avaliação neurológica: abertura ocular ao estímulo doloroso, balbucia sons incompreensíveis, localiza estímulo doloroso, midríase à esquerda (sinal de lesão cerebral grave e possível aumento da pressão intracraniana). - Sinais vitais estáveis, vias aéreas pérvias, sem desconforto respiratório. - Lesão cortocontusa com sangramento controlado. Diante da alteração neurológica grave (escala de coma baixa, midríase unilateral), a prioridade é garantir a via aérea protegida para evitar hipoxemia e piora neurológica, ou seja, intubação orotraqueal. Portanto, a conduta imediata adequada é: A) Intubação orotraqueal.

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Paciente, 45 anos, sexo masculino, vítima de acidente automobilístico com esmagamento em membros inferiores, permanecendo preso às ferragens por aproximadamente 4 horas. É resgatado e levado ao pronto-socorro. Na admissão, apresenta-se hipotenso (PA de 85/50 mmHg), taquicárdico (FC de 120 bpm), desidratado (++/4+) e com dor intensa e edema em ambas as coxas. Os exames laboratoriais iniciais mostram: ureia = 100 mg/dL; creatinina = 3,8 mg/dL; potássio = 6,1 mEq/L; fósforo = 5,9 mg/dL; cálcio iônico = 1,05 mmol/L (VR: 1,15-1,30); e creatinofosfoquinase (CPK) = 85.000 U/L. A análise de urina (urina I) revela pH = 5,5, densidade = 1.010, fita reagente (dipstick) positiva (+++) para "sangue", e a sedimentoscopia evidencia 2 eritrócitos por campo, além de múltiplos cilindros granulosos.
Considerando o diagnóstico do paciente, que alternativa descreve corretamente a conduta terapêutica inicial prioritária e seu principal objetivo fisiopatológico?
A) Administrar gluconato de cálcio 10% endovenoso para estabilização de membrana miocárdica, visando prevenir a nefrocalcinose e a precipitação de cálcio nos túbulos lesionados.
B) Iniciar terapia renal substitutiva (hemodiálise) de urgência, objetivando a remoção eficaz da mioglobina circulante, que é o principal agente nefrotóxico glomerular.
C) Administrar furosemida em bólus endovenoso para induzir diurese forçada, visando diminuir a reabsorção de mioglobina e prevenir a vasoconstrição da arteríola aferente.
D) Promover alcalinização urinária com bicarbonato de sódio endovenoso como medida isolada inicial, para aumentar o pH urinário acima de 7,0, tornando a mioglobina mais solúvel e menos tóxica.
E) Realizar expansão volêmica vigorosa com solução salina isotônica (0,9%), objetivando manter um débito urinário elevado (ex.: 200-300 mL/h) para diluir a mioglobina intratubular, prevenir a formação de cilindros obstrutivos e reduzir a nefrotoxicidade direta do grupo heme.

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