Ed
há 2 meses
Vamos analisar passo a passo os princípios éticos envolvidos: - Autonomia: a paciente tem direito de receber informações sobre sua saúde e tomar decisões. - Beneficência e não maleficência: o médico deve agir para o benefício da paciente e evitar danos, mas isso não justifica omitir informações importantes. - Veracidade: o médico deve ser honesto e transparente com o paciente. O marido não tem legitimidade para decidir sobre a informação que cabe à paciente, que está plenamente capaz. Analisando as alternativas: A) Errada. O cônjuge não pode suplantar a autonomia da paciente, mesmo com intenção de evitar sofrimento. B) Correta. A paciente tem direito à informação e autonomia para decidir, independentemente da vontade do marido. C) Errada. Avaliação psiquiátrica pode ser útil, mas não justifica omissão do diagnóstico se a paciente está cognitivamente capaz. D) Errada. Revelar só ao marido viola a autonomia e o direito da paciente. E) Errada. O privilégio terapêutico (omissão para evitar dano grave) só é aplicável em casos muito específicos e comprovados, não é o caso aqui. Portanto, a resposta correta é: B) Informar o diagnóstico à paciente, mesmo contra a vontade do marido, pois ela é a titular do direito à informação sobre sua saúde e possui plena capacidade de decisão, não podendo a autonomia do cônjuge suplantar a autonomia da paciente.
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