Ed
há 3 meses
A trajetória escolar dos alunos da EJA reflete as desigualdades estruturais do Brasil, pois muitos enfrentam barreiras sociais, econômicas e culturais que dificultam o acesso e a permanência na escola. Essas desigualdades são resultado de fatores históricos, como a pobreza, o racismo e o machismo, que afetam especialmente grupos vulneráveis, como mulheres e afrodescendentes. O conceito de "ciclo vicioso" da pobreza explica como a falta de acesso à educação de qualidade perpetua a exclusão social, já que a ausência de formação limita as oportunidades de emprego e renda, mantendo as famílias em situação de vulnerabilidade. Para mulheres e afrodescendentes, esse ciclo é agravado por discriminações múltiplas, que aumentam as dificuldades de superar as barreiras sociais. Assim, a trajetória escolar na EJA evidencia como as desigualdades estruturais impactam diretamente a vida desses alunos, reforçando a necessidade de políticas públicas e práticas educacionais que promovam a inclusão, a valorização da diversidade e o combate às desigualdades sociais.
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