Ed
há 2 meses
Vamos analisar os fatos e os conceitos jurídicos envolvidos: 1. João é casado sob o regime de separação convencional de bens, ou seja, os bens são exclusivos de cada cônjuge. 2. João possui uma concubina, Rita. 3. João propõe a Paulo (pai de Rita) que compre um apartamento seu por preço irrisório e dê a Rita usufruto vitalício. 4. Depois, Paulo propõe que João lhe venda uma casa na praia por valor que João entendesse justo. 5. João, temendo que Paulo revele o segredo, vende a casa por metade do valor de mercado. Análise jurídica: - O contrato de venda do apartamento por preço irrisório, com a finalidade de beneficiar a concubina, pode ser considerado nulo, pois há fraude contra terceiros (Maria, esposa de João) e possível simulação ou negócio jurídico com vício. - O contrato da casa na praia, vendido por preço muito abaixo do valor de mercado, sob pressão moral (temor de revelação do segredo), pode ser anulável por vício de consentimento (coação moral). - Nulidades absolutas (como fraude contra a lei ou ordem pública) são imprescritíveis e podem ser declaradas a qualquer tempo. - Anulabilidades (como coação moral) prescrevem em 4 anos. - Maria, esposa, tem legitimidade para pleitear anulação do negócio que prejudique seu direito, especialmente se houver fraude contra o regime de bens. Portanto, a alternativa correta é: O contrato de venda do apartamento é nulo, podendo ser declarado a qualquer tempo. Diferentemente, o contrato de compra e venda da casa na praia é anulável, podendo ser desconstituído num prazo de até 4 anos.