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A Lei Complementar nº 68, de 22/3/2006, dispõe sobre a promoção de Praças da Polícia Militar do Estado do Piauí.
29. Com base nessa legislação, selecione a alternativa CORRETA.
A A ordem hierárquica de colocação das praças nas graduações iniciais resulta da ordem de classificação da prova objetiva do Concurso Público de acesso à carreira.
B A promoção do Praça pelo critério de Antiguidade independe da existência de vaga do respectivo quadro, pois é assegurada por lei.
C A promoção por merecimento é aquela que se baseia no conjunto de qualidades e atributos que distinguem e realçam o valor do praça entre seus pares, avaliados no decurso da carreira, em particular na graduação que ocupa ao ser cogitado para a promoção.
D Há promoção de Praça por ocasião de sua transferência para a reserva remunerada ou reforma.
E A promoção dos Praças da Polícia Militar do Estado do Piauí é da competência exclusiva do Comandante Geral da Corporação.
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Exercícios Para o Conhecimento

há 2 meses

Respostas

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há 2 meses

Analisando as alternativas com base na Lei Complementar nº 68/2006 sobre promoção de Praças da Polícia Militar do Piauí: A) Incorreta. A ordem hierárquica nas graduações iniciais não depende apenas da prova objetiva do concurso público. B) Incorreta. A promoção por antiguidade depende da existência de vaga no quadro. C) Correta. A promoção por merecimento realmente se baseia no conjunto de qualidades e atributos que destacam o praça entre seus pares, avaliados durante a carreira, especialmente na graduação atual. D) Incorreta. A promoção não ocorre por ocasião da transferência para reserva ou reforma. E) Incorreta. A competência para promoção não é exclusiva do Comandante Geral. Portanto, a alternativa correta é a letra C.

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Texto I (Questões 01 a 06)

A favor do tédio

Alguns livros recentes tratam dos malefícios de nossa constante vontade de encontrar diversões. Como sugere o título de um deles (O vício da distração), de Alex Pange, a vontade de se distrair seria uma forma de dependência. Também já li artigos de revista sobre "os surpreendentes benefícios do tédio".

Os livros não me pareceram imperdíveis. E os artigos nas revistas de grande circulação citam pesquisas por ouvir dizer. Mas tanto faz. O conjunto manifesta um novo clima segundo o qual a necessidade de sermos entretidos e estimulados continuamente não tornaria nossa vida mais rica e variada; ao contrário, é possível que essa disparidade empobreça nossa experiência.

Já foi dito por evolucionistas que a sorte de nossa espécie foi sua fraqueza: enquanto passávamos horas a fio escondidos e calados nos arbustos, esperando as feras passarem, a imobilidade e o tédio forçados produziriam o surgimento da consciência, do pensamento e da fantasia. Que tal aplicar essa hipótese no campo da educação? O que é mais "educativo" para as crianças? A diversão? Ou a chance de se entediar?

Umberto Eco atribui ao filósofo Benedetto Croce uma frase que ele cita com frequência: "O primeiro dever dos jovens é o de se tornar velhos". Esse slogan não tem como ser muito popular numa época em que o primeiro dever dos velhos é o de parecerem jovens. De fato, em nossa época os adultos não ajudam os jovens a envelhecer; eles preferem mantê-los na mesma criancice que eles desejam para si.

Certo, é preciso estimular as crianças para que elas se desenvolvam na interação com o mundo. Mas o problema é que, sem tédio maçante, ninguém, criança ou adulto, consegue inventar para si uma vida interior. E para que serve uma vida interior? Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar da tal vida interior?

O problema é que há uma boa parte da vida exterior que, sem vida interior, é totalmente insossa. Se não acredita, tente se envolver com as artes, com as amizades ou com o sentimento amoroso levando apenas o ser que você tenha esvaziado. Mesmo entre outras espécies, há lições a observar. Os gatos, por exemplo, são ótimos administradores de seu tédio. Eles sabem se divertir muito bem, quando a ocasião se apresenta, mas também sabem não fazer nada com muita categoria. Nisso, eles batem os cachorros, que sempre parecem aliviados quando finalmente têm algo para fazer.

Contardo Calligaris – Adaptado
01. O título do texto - A favor do tédio - expressa a singular posição do autor, quando ele considera
A a vontade de se distrair como uma aspiração desejável e legítima dos jovens.
B a busca obstinada de entretenimento como um empobrecimento de nossas vivências.
C a diversão sistemática como uma pedagogia positiva a ser aplicada às crianças.
D o envelhecimento uma das inclinações naturais a ser interiorizada pelos adultos.
E o lazer programado como uma bem-sucedida experiência de amadurecimento.

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