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De início, reitero que não há embasamento sobre a permanência do credenciamento de empresa de serviços médicos como forma de contratação nas Unidades Básicas de Saúde do município, já que é um cadastro de prestador realizado pela Administração Pública para suprir excepcional deficiência de serviços públicos. Importante salientar a ausência de legislação específica para amparar os contratos de credenciamento de O credenciamento de serviços médicos na atenção primária está sendo uma ferramenta de gestão que está desvirtuado pois criou um regime de trabalho híbrido sem concurso público. Uma prática irregular mascarando vínculo empregatício disfarçado. Não está sendo realizado com a devida cautela Na Atenção Primária à Saúde, o modelo exige vínculo e dedicação exclusiva. O gestor está usando o credenciamento de forma sucessiva para preencher as vagas nas Unidades Básicas de Saúde vinculadas a Estratégia de Saúde da Família: Central, Alto da Glória, BNH, Nova Glória, distritos de Guaçulandia e Novo Pinheiro, burlando a regra constitucional do concurso público que encontra-se vigente; um falso credenciamento que quebra a continuidade do cuidado com o paciente.
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Cinthia Carvalho Gonzatto

há 5 dias

Respostas

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há 5 dias

A questão central é que o credenciamento de empresas de serviços médicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) está sendo usado de forma inadequada, pois: 1. Falta de embasamento legal: Não há legislação específica que ampare contratos de credenciamento para serviços médicos na atenção primária, tornando essa prática irregular. 2. Desvio da finalidade do credenciamento: O credenciamento deveria suprir deficiência excepcional de serviços públicos, mas está sendo usado de forma contínua e sucessiva, criando um regime híbrido de trabalho sem concurso público. 3. Violação da regra constitucional: O uso do credenciamento para substituir a contratação via concurso público fere a Constituição, que exige concurso para cargos públicos. 4. Impacto na qualidade do serviço: A prática prejudica a continuidade do cuidado ao paciente, pois o modelo da Atenção Primária exige vínculo e dedicação exclusiva, o que não ocorre com o credenciamento irregular. Portanto, o credenciamento está sendo utilizado como uma forma de burlar a legislação, configurando vínculo empregatício disfarçado e comprometendo a gestão e a qualidade dos serviços nas UBS.

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