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Uma criança de oito anos é encaminhada por um ortodontista devido à mordida aberta, respiração oral e dificuldades articulatórias. Na avaliação inicial, a fonoaudióloga observa lábios entreabertos em repouso, postura baixa de língua, mastigação unilateral, interposição lingual na deglutição e alterações na produção de alguns sons. A família relata que a criança ronca, dorme com a boca aberta e apresenta dificuldade para mastigar alimentos mais consistentes. Diante do quadro, a profissional decide utilizar um protocolo que permita avaliação estrutural, funcional e postural do sistema estomatognático. Uma estudante pergunta por que a avaliação não se limita à fala, já que a queixa escolar envolve dificuldade articulatória. A supervisora explica que alterações miofuncionais orofaciais podem repercutir na fala, na respiração, na mastigação e na deglutição. Portanto, é necessário avaliar postura corporal e cefálica, lábios, língua, bochechas, mandíbula, palato, mobilidade, tonicidade e funções estomatognáticas. Um instrumento adequado deve permitir registrar esses aspectos de forma sistematizada, favorecendo diagnóstico funcional, planejamento terapêutico e acompanhamento da evolução. A seleção do protocolo, portanto, deve partir da complexidade da queixa e das funções envolvidas. Considerando o caso descrito, qual instrumento é mais adequado para avaliação estrutural, funcional e postural da motricidade orofacial? A IDV, por avaliar impacto funcional e emocional de alterações vocais. B EAT-10, por investigar sintomas subjetivos relacionados à deglutição. C MBGR, por avaliar estruturas, postura, mobilidade, tonicidade e funções orofaciais. D CAPE-V, por classificar parâmetros perceptivo-auditivos da voz.
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Milena Rodrigues

há 7 dias

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há 7 dias

Analisando o caso, a criança apresenta alterações que envolvem postura, funções orofaciais (respiração, mastigação, deglutição) e dificuldades articulatórias. Portanto, a avaliação precisa ser ampla, incluindo aspectos estruturais, funcionais e posturais do sistema estomatognático. Vamos analisar as alternativas: A) IDV – avalia impacto funcional e emocional de alterações vocais, não é adequada para avaliação motricidade orofacial. B) EAT-10 – instrumento para sintomas subjetivos relacionados à deglutição, não abrange avaliação estrutural e postural ampla. C) MBGR – protocolo que avalia estruturas, postura, mobilidade, tonicidade e funções orofaciais, adequado para avaliação completa do caso. D) CAPE-V – avalia parâmetros perceptivo-auditivos da voz, não indicado para avaliação motricidade orofacial. Portanto, a alternativa correta é: C) MBGR, por avaliar estruturas, postura, mobilidade, tonicidade e funções orofaciais.

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