A regulação global da inteligência artificial tem sido palco de disputas normativas marcadas por assimetrias de poder estruturais. Iniciativas institucionais de destaque, como o marco regulatório europeu para a IA e as recomendações de organismos multilaterais, buscam estabelecer diretrizes éticas e de segurança. Contudo, analistas apontam a persistência de um déficit democrático substantivo na formulação dessas normas. Como os principais marcos são concebidos a partir de centros hegemônicos, acabam por reproduzir lógicas eurocêntricas e excludentes, desconsiderando os saberes, os interesses e as realidades jurídicas dos países periféricos do Sul Global.
Ao analisar o panorama regulatório internacional da inteligência artificial, assinale a alternativa que identifica corretamente a principal limitação das iniciativas normativas do Norte Global.
Alternativas
Alternativa 1:
A reprodução de um déficit democrático ao impor padrões jurídicos sem a participação efetiva do Sul Global.
Alternativa 2:
A ausência total de impactos extraterritoriais sobre as corporações transnacionais de tecnologia.
Alternativa 3:
O caráter plenamente participativo e igualitário na inclusão de epistemologias de países periféricos.
Alternativa 4:
A subordinação jurídica irrestrita das agências reguladoras europeias aos interesses dos governos do Sul.
Alternativa 5:
A revogação automática de todas as leis de proteção de dados vigentes nas grandes potências ocidentais.
Ed
mês passado
A alternativa correta é a Alternativa 1: A reprodução de um déficit democrático ao impor padrões jurídicos sem a participação efetiva do Sul Global. Explicação: As iniciativas regulatórias do Norte Global, como o marco regulatório europeu para IA, tendem a ser formuladas por centros hegemônicos, o que gera um déficit democrático, pois não incluem adequadamente os interesses, saberes e realidades dos países periféricos do Sul Global. Isso resulta em normas eurocêntricas e excludentes.
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