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A leitura do desafio profissional permitiu identificar um ponto comum de acontecer, que se trata da distância entre o discurso institucional e as práticas no dia a dia. A Cooperativa Raízes do Vale defende a diversidade e a igualdade de oportunidades, porém atua com uma diversidade de fachada, pois a sua estrutura funcional não condiz com seu discurso, apresenta baixa representatividade de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. Isso demonstra a importância de garantir as condições efetivas de participação, representação e protagonismo, pois a diversidade não acontece apenas por existir dentro de um grupo diferente pessoas. Diante disso, conceitos como cidadania ativa, inclusão, diversidade, representatividade, equidade, protagonismo social, entre outros, foram de grande importância para compreender a situação da cooperativa e o que precisa acontecer para existir o alinhamento entre discurso e prática. De forma a contextualizar, temos uma Cooperativa, intitulada Raízes do Vale, que possui como atuação a produção de alimentos orgânicos, seu quadro de cooperados conta com 143 pessoas. E como dito anteriormente apesar de afirmar que valoriza a diversidade e inclusão, dentro desse número, apenas 12 são mulheres, o equivalente a apenas 8% do quadro total (sem nenhum cargo de liderança), um único jovem, o que nem equivale a 1% e não existem pessoas com deficiências. Além disso, existem dificuldades relatadas pelos agricultores de comunidades quilombolas, que relatam dificuldades para ingressar e participar da organização. Sendo o quadro de cooperados o primeiro problema, também se tem o fato da resistência presente em cooperados mais antigos quanto à discussão sobre diversidade, enquanto os mais jovens defendem a maior representatividade e participação. O principal desafio, portanto, é reduzir a distância entre o discurso institucional e a realidade, fortalecendo a cidadania ativa e o protagonismo social dentro e fora da cooperativa. A cidadania ativa “aquela que institui o cidadão como portador de direitos e deveres, mas essencialmente participante e criador de novos direitos”, é um dos conceitos que ajuda a compreender que os cooperados devem participar não apenas das atividades econômicas, mas também dos processos de decisão e construção coletiva da organização. No caso em questão, a Raízes do Vale, a participação ainda ocorre de maneira desigual, pois os espaços de liderança apresentam baixa participação de mulheres e jovens e outros grupos. Outro ponto quando tratado sobre cidadania é o fato de alguns cooperados apresentarem uma certa resistência para algumas mudanças, como a diversidade e a inclusão, considerando assuntos de grandes empresas, isso mostra uma compreensão limitada sobre cidadania, pois questões de igualdade, respeito à diversidade, participação, não correspondem apenas assuntos de grandes empresas, mas também de organizações como as cooperativas. Outro conceito importante para entender a situação é a inclusão social, principalmente diante dos relatos de agricultores das comunidades quilombolas sobre as dificuldades encontradas para ingressar no ambiente coorporativo, afirmando não conseguir aderir ao modelo e alegando falta de acessibilidade no processo, comunicação excludente e ausência de diálogo intercultural. Essas situações mostram que apenas permitir a entrada das pessoas na cooperativa não garante a inclusão efetiva. Como diz Silva e Bedin (2018) “a inclusão deve ser realizada respeitando-se, sobretudo, o ser humano”, considerando que suas especificidades não devem ser consideradas barreiras e impedimentos para seu convívio. A importância do entendimento da representatividade se dá em assegurar de forma equânime um compromisso ético e social, estimulando o sentido da humanidade e abrindo espaços para manifestação e autonomia. O que não tem acontecido na cooperativa, pois a ausência de mulheres em cargos de liderança, a participação limitada de jovens e a inexistência de PCDs, demonstram que a estrutura organização não representa adequadamente a diversidade da comunidade na qual está presente. O problema se encontra, então, não apenas na quantidade (que é reduzida) de participantes de diversos grupos, mas em como eles manifestam suas vozes e influenciam nas decisões. Toda essa problemática relacionada a Raízes do Vale pode ser solucionada, por exemplo, com a criação de um comitê ou programa formado por representantes dos diferentes grupos da cooperativa. Com esse movimento seria possível entender as necessidades dos cooperados além das comunidades do entorno, identificar quais são as barreiras existentes internas e externamente, de forma a implementar medidas e acompanhar as suas implementações. Isso estaria intimamente ligado com os conceitos de cidadania ativa, inclusão e de protagonismo, pois dessa forma é possível transformar grupos que estão pouco representados em participantes protagonistas, efetivos, ativos da construção de soluções. Outra medida seria fortalecer a representatividade nos espaços de decisão, incentivando a participação em conselhos e cargos de liderança, além de uma revisão nos processos de comunicação e entrada na cooperativa, de forma a garantir a acessibilidade e a existência de comunicação intercultural. Atrelado a isso deveriam ser feitas ações de educação para a cidadania, como oficinas, rodas de conversa e atividades sobre diversidade e inclusão, a fim de reduzir a resistência de parte dos cooperados, promovendo uma mudança cultural.
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Alice Vitoria

há 6 dias

Respostas

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há 6 dias

A Cooperativa Raízes do Vale enfrenta um desafio central: a distância entre seu discurso institucional sobre diversidade e inclusão e a prática real no dia a dia. Apesar de valorizar a diversidade, a cooperativa apresenta baixa representatividade de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais, o que evidencia uma diversidade superficial. Para alinhar discurso e prática, é fundamental: 1. Fortalecer a cidadania ativa: garantir que todos os cooperados participem efetivamente dos processos decisórios, não apenas das atividades econômicas. 2. Promover inclusão social verdadeira: superar barreiras de acessibilidade, comunicação e diálogo intercultural, especialmente para comunidades quilombolas e outros grupos sub-representados. 3. Garantir representatividade: aumentar a presença de mulheres, jovens e PCDs em cargos de liderança e espaços de decisão, assegurando que suas vozes influenciem as decisões. 4. Criar mecanismos participativos: formar comitês ou programas com representantes diversos para identificar necessidades, barreiras e implementar soluções. 5. Realizar ações educativas: promover oficinas e debates sobre diversidade, inclusão e cidadania para reduzir resistências e fomentar mudança cultural. Essas medidas contribuem para transformar a cooperativa em um ambiente mais inclusivo, representativo e alinhado com seus valores institucionais.

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Luiz

anteontem

Para analisar como esse compromisso com a diversidade e a inclusão se reflete de maneira prática, a atuação da cooperativa pode ser avaliada a partir de eixos centrais:

Eu fiz esse trabalho , chamem aqui 83 9 9983 0492.


Ações Práticas de Inclusão e Equidade

  • Paridade de Gênero e Liderança Feminina: Presença de mulheres em cargos de gestão, conselhos de administração e tomadas de decisão estratégica, assegurando igualdade salarial e autonomia financeira.

Inclusão de Pessoas com Deficiência (PCDs):

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