Ed
há 2 semanas
Vamos analisar passo a passo: - Paciente assintomático, AST elevada (278-310 U/L), limite superior normal 35 U/L. - Outras enzimas hepáticas e musculares normais (ALT, GGT, fosfatase alcalina, CK, LDH). - Investigação de autoimunidade e ultrassonografia abdominal sem alterações. - Após tratamento com PEG, recuperação da AST foi de 8% (muito abaixo do intervalo normal de 70-110%), indicando que a maior parte da AST está em forma de macroenzima (macro-AST), que é uma forma de alta massa molecular com depuração reduzida. - Soro-controle apresentou recuperação normal (92%), descartando erro laboratorial. Analisando as alternativas: A) Errada. Não há evidência de necrose hepatocelular persistente, pois outras enzimas hepáticas estão normais e PEG indicou macro-AST. B) Correta. O padrão é compatível com macro-AST, que causa elevação isolada da AST por forma de alta massa molecular com depuração reduzida. Deve-se correlacionar e confirmar antes de investigação invasiva. C) Errada. Deficiência de piridoxal-5-fosfato não explica baixa recuperação após PEG. D) Errada. Origem muscular improvável, pois CK e LDH normais e ausência de sintomas musculares. E) Errada. Não é contaminação, pois PEG precipitou macroenzima, explicando a baixa recuperação. Resposta correta: B) Considerar o padrão compatível com macro-AST, em que uma forma de alta massa molecular apresenta depuração reduzida; correlacionar o achado e, conforme o protocolo local, confirmá-lo antes de indicar investigação invasiva.
Cadastre-se ou realize login