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Farmácia Química

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O estudo aprofundado das bases neurobiológicas e da anatomia funcional e executiva do sistema nervoso constitui um alicerce indispensável para elucidar a forma magistral e orquestrada como o corpo processa miríades de estímulos vitais durante a jornada de aprendizado contínuo. Tendo como base teórica de sustentação o renomado modelo sistêmico das unidades funcionais formulado pelo pesquisador A. R. Luria, modelo este que serve de norteador no mundo da avaliação tônica (com referências de Vitor da Fonseca), compreende-se que o cérebro jamais atua em seções isoladas, mas sim como módulos de uma grande e potente equipe simbiótica. Luria evidenciou o impacto transcendental das zonas mais arcaicas e basais do neuroeixo humano para a garantia da prontidão postural. O tônus, que é a tensão elétrica constante do tecido musculoesquelético, repousa exatamente nesse sofisticado balé neurológico. A avaliação tônica clínica engloba testes criteriosos como as conhecidas provas de passividade e de extensibilidade segmentar. Levando-se em conta a primeira unidade funcional descrita por Luria e a operacionalização da testagem tônica nas séries iniciais do desenvolvimento, assinale a alternativa que reflete o preceito analítico neurológico incorruptível a respeito deste tópico educacional e fisiológico: De acordo com os minuciosos manuais práticos de aferição psicomotora baseados em princípios clássicos, preconiza-se cientificamente que um organismo estudantil sem patologias severas necessita demonstrar simetria absolutamente impecável, isto é, zero assimetria tônica ao comparar o braço destro com o canhoto. Qualquer micrométrica disparidade manifestada no balanço dos ombros configura uma demência neurológica de gravidade abissal, sentenciando incontestavelmente o aluno ao isolamento total das cartilhas de alfabetização regulares e das práticas motoras pedagógicas em grupo. Consagrada na neurociência atual, a primeira unidade de Luria centraliza-se com absoluta exclusividade e isolamento no córtex das regiões dos lobos parietais superiores, onde executa, em detrimento do controle mecânico periférico, apenas o julgamento da moralidade, os cálculos matemáticos tridimensionais avançados e a emissão fonética polissilábica. Destarte, mensurar a flexibilidade e o relaxamento do punho é inútil para averiguar a maturidade cerebral da infância precoce. Composta estruturalmente pelo encéfalo primordial, tronco encefálico e aparelho cerebelar, a primeira unidade funcional fundamenta neurologicamente o estabelecimento basilar do tônus orgânico geral, do estado regulador de vigília e das engrenagens primordiais de equilíbrio. Em avaliações clínicas ou escolares deste sistema, evidências de fenômenos involuntários adversos como a "paratonia", onde a criança falha em abrandar a tensão de seu braço mesmo ante ordens diretas, denotam falhas na modulação neural basal, o que frequentemente engendra barreiras severas na dissociação da motricidade fina, indispensável à escrita e autonomia letrada. No processo investigativo das provas tônico-posturais de passividade, os educadores e clínicos devem abster-se inteiramente de inspecionar os membros da porção superior (braços e antebraços), dado que o tônus funcional basal encontra-se enclausurado na medula espinhal lombar e direciona somente o refinamento da marcha ereta. Desse modo, o exame foca-se nas pernas, já que a coordenação fina empregada para o traçado refinado das letras maiúsculas e minúsculas não emana e tampouco necessita da tonicidade dos braços.
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Luiz Candido

há 3 dias

Respostas

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há 3 dias

A alternativa correta, com base no modelo sistêmico de A. R. Luria e nos princípios da avaliação tônica, é: - A primeira unidade funcional do sistema nervoso, composta pelo encéfalo primordial, tronco encefálico e cerebelo, é responsável pelo controle do tônus muscular geral, estado de vigília e equilíbrio básico. - O cérebro atua de forma integrada, não isolada, e a avaliação tônica clínica deve considerar testes como passividade e extensibilidade segmentar. - A simetria tônica absoluta entre membros não é exigida; pequenas assimetrias são normais e não indicam demência neurológica. - A primeira unidade funcional não está restrita ao córtex parietal superior nem se limita a funções cognitivas isoladas. - A avaliação do tônus para motricidade fina e escrita deve focar nos membros superiores, pois o controle da marcha e equilíbrio está mais relacionado aos membros inferiores. - Fenômenos como a paratonia indicam disfunções na modulação neural basal, afetando habilidades motoras finas essenciais para a aprendizagem. Portanto, é incorreto afirmar que: - A primeira unidade funcional está isolada no córtex parietal superior. - A simetria tônica absoluta é obrigatória. - A avaliação tônica deve ignorar os membros superiores. Esses pontos contradizem o conhecimento neurobiológico e clínico atual baseado no modelo de Luria.

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