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Você entende todos os conceitos acerca de Segurança do Trabalho e Saúde Ocupacional? É capaz de distingui-los e também averiguar como eles podem ser utilizados na sua empresa? Para compreender melhor ambos os conceitos, vamos ao case:

Gisele é funcionária de uma importante instituição bancária, atuando em uma função administrativa. Sob o ponto de vista de Segurança do Trabalho, a empresa mantém corretamente o seu SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, bem como a CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, ou seja, cumpre com esses dois importantes requisitos legais.

Ocorre que, em um final de tarde de sexta-feira, com o encerramento do expediente de trabalho, em que é muito comum os trabalhadores estarem motivados para deixarem a empresa, Gisele, como os demais colegas, guardou seus pertences, desligou seu computador e dirigiu-se para a área externa do banco. Estava chovendo e, entre a área externa e a saída, não existia cobertura; logo, um pequeno trecho deveria ser percorrido. Gisele abriu seu guarda-chuva e dirigiu-se para a saída, mas, no meio do caminho, seu celular tocou e ela atendeu.

Imagine, Gisele com sapatos molhados, guarda-chuva aberto e caminhando falando ao celular: o risco é acentuado! Ao adentrar o setor de saída, para bater o seu ponto normalmente, não secou seus calçados e o piso estava escorregadio em função do porteiro, Sr. Nacif, em desvio de função, estar encerando o piso naquele momento. Gisele sofreu uma grande queda, tendo lesões múltiplas na face, no joelho direito e no braço esquerdo. Esse acidente gerou um afastamento de 120 dias de Gisele do banco.

Em função desse acidente, a empresa puniu o porteiro com demissão sumária por justa causa e advertiu Gisele por descumprir as regras de segurança que, segundo o engenheiro de Segurança do Trabalho, foi fornecido a todos os trabalhadores com reciclagens anuais.

Verificou-se que a CIPA não realizou reunião extraordinária e o local não estava sinalizado, ou ainda, não havia barreiras de limitações de acessos.
2. VOCÊ É O GESTOR RESPONSÁVEL PELA ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO BANCO E LHE FOI QUESTIONADO QUAL MEDIDA GARANTE A ELIMINAÇÃO DE UM RISCO NO AMBIENTE DE TRABALHO CASO ELA SEJA INSTITUÍDA. QUAL ALTERNATIVA ABAIXO VOCÊ CONSIDERA DETERMINANTE PARA A ELIMINAÇÃO DE UM RISCO CASO SEJA IMPLEMENTADA?
A) Adoção de equipamentos de proteção individuais nos trabalhadores.
B) Aumento das horas extras para que os trabalhadores recebam adicionais de salários.
C) Implementação das medidas corretivas nos equipamentos.
D) Implementação dos projetos de proteção coletivos.
E) Adoção de severas medidas punitivas junto aos trabalhadores.
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Aprendendo Através de Exercícios

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Para eliminar um risco no ambiente de trabalho, a medida mais eficaz é a eliminação ou controle na fonte do risco, preferencialmente por meio de proteção coletiva, que beneficia todos os trabalhadores e reduz a exposição ao perigo. Analisando as alternativas: A) Equipamentos de proteção individual (EPI) são importantes, mas são a última linha de defesa, não eliminam o risco, apenas protegem o trabalhador. B) Aumento das horas extras não tem relação com eliminação de riscos. C) Medidas corretivas nos equipamentos podem ajudar, mas não abrangem todos os riscos ambientais. D) Implementação dos projetos de proteção coletiva é a medida que elimina ou reduz o risco para todos, atuando na fonte. E) Medidas punitivas não eliminam riscos, apenas tentam controlar comportamentos. Portanto, a alternativa correta é: D) Implementação dos projetos de proteção coletivos.

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Após um mês de avaliações contínuas, a auditoria verificou alguns pontos fundamentais: Em uma avaliação de 12 meses, foram registrados 20 acidentes de trabalho (tipo ou típicos) com afastamentos e 12 doenças ocupacionais em regime previdenciário, com um total, no somatório de ambos, de 186 dias de perdas gerais. Alguns funcionários foram arguidos acerca da realização de treinamentos, e eles citaram que não lembravam de os terem realizados, mas que o supervisor solicitou que assinassem a planilha de controle para evidenciar junto aos auditores suas participações, pois era muito importante a empresa conseguir a certificação e, assim, todos ganhariam. Os membros da CIPA informaram que, após o início da auditoria, as reuniões ordinárias começaram a ser obrigatórias, mas os temas deveriam ser previamente avaliados pela alta administração para não gerar “desconforto” entre as partes envolvidas. Constatou-se que, ao longo desses 12 meses avaliados, a empresa recebeu 8 visitas da Superintendência Regional do Trabalho, sendo lavradas diversas multas, que atingiu um total de R$84.000,00 (oitenta e quatro mil reais) em função da ausência de equipamentos de proteção individuais para os trabalhadores, falta de medidas coletivas que eliminem ou reduzam os riscos nos ambientes de trabalho, excessivo número de horas extras, desvios de função, em que o trabalhador não tinha pleno entendimento de suas atividades laborais, entre outros.
1. VOCÊ FAZ PARTE DA EQUIPE DE AUDITORIA EXTERNA DE GESTÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL CONTRATADA PELA EMPRESA MENCIONADA NO CASE. DIANTE DO CENÁRIO APRESENTADO, VOCÊ PODE AFIRMAR QUE:
A) Esta empresa necessita de alguns poucos ajustes em seus processos de Segurança do Trabalho para garantir sua integração com os demais subsistemas e garantir sua certificação.
B) Os indicadores acidentários apresentados são bem irrelevantes e não irão comprometer a certificação.
C) As multas que a empresa recebeu pela Superintendência Regional do Trabalho podem ser contestadas e o seu valor é muito insignificante para a empresa.
D) Os treinamentos são importantes, mas não são fundamentais e não têm nenhuma relação direta com os acidentes e os afastamentos por doenças ocupacionais.
E) A auditoria, diante de todas as evidências, poderá apresentar um diagnóstico negativo para a continuidade do processo de certificação pretendido pela empresa.

Agora, vamos analisar o case de uma fabricante de calçados que irá nos ajudar nesta discussão. A empresa Injetec trabalha com materiais plásticos produzidos pela técnica de Injeção. A injetora utilizada tem formato de carrossel e trabalha com a ZO (zona de operação) aberta quando há a necessidade da ação humana no interior do equipamento. Todavia, tal injetora é desprovida de equipamento de parada de emergência para essa situação, o que faz com que a segurança dependa somente dos funcionários envolvidos com o seu funcionamento. Para realizar a manutenção de limpeza, é necessário fazer uma programação na injetora. Para garantir que sua ZO fique aberta, a empresa adota que, no mínimo, dois funcionários façam a manutenção em conjunto, para que a segurança seja garantida. Porém, somente essa ação não garante 100% da segurança de quem está na matriz, limpando-a. E por conta disso, infelizmente, um dos funcionários teve a mão presa pelo fechamento da ZO, pois a limpeza excedeu o tempo programado, e nenhum dos funcionários percebeu que o tempo havia se esgotado. Após ser socorrido, os funcionários argumentaram que estavam tão focados em não perder o material que estava na matriz que se esqueceram do tempo programado na injetora.
1. VOCÊ, COMO GESTOR RESPONSÁVEL PELA ENGENHARIA DE SEGURANÇA DA FÁBRICA EM RELAÇÃO A ESSE LAMENTÁVEL ACIDENTE, PODE AFIRMAR QUE UM DOS DESVIOS VERIFICADOS NO AMBIENTE DE TRABALHO E QUE CONTRIBUIU SIGNIFICATIVAMENTE PARA QUE ELE TENHA OCORRIDO FOI QUE:
A) A injetora não possui dispositivo de emergência que interrompa todo o seu funcionamento imediatamente, para assegurar a integridade física do trabalhado, enquanto este se encontra no interior da ZO.
B) Os equipamentos coletivos estavam corretamente implementados e os trabalhadores foram exclusivamente os causadores do acidente.
C) A empresa deveria ter um sistema de gestão mais baseado em punição para os trabalhadores que não cumprem as normas regulamentadoras, como neste caso em particular.
D) O supervisor apenas advertiu o funcionário pela sua ausência, quando deveria tê-lo punido de forma eficiente.
E) Se a empresa tivesse adotado um sistema de gestão baseado em bônus para os trabalhadores, certamente, o acidente não teria ocorrido.

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