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Filosofia

Anhanguera
Uma conceituada advogada foi procurada por um grande conglomerado empresarial para assumir a defesa técnica em uma complexa ação de cobrança de indenização por danos materiais. Contudo, ao examinar a petição inicial e a qualificação das partes, a causídica recordou-se de que, quatro anos antes, havia prestado assessoria jurídica completa para a empresa autora daquela mesma demanda, em uma consulta confidencial sobre a mesma relação contratual objeto do litígio atual. Embora o processo anterior tenha sido encerrado por acordo extrajudicial sem o ajuizamento de ação, a advogada teve acesso, naquela oportunidade, a segredos industriais e documentos internos sigilosos da ex-cliente. Nenhuma das partes mencionou tal fato no processo corrente. Considerando o exposto, analise as assertivas a seguir: I. A aceitação do novo mandato pela causídica é éticamente irrepreensível, uma vez que o encerramento do contrato de honorários anterior extingue de forma automática o dever de sigilo profissional. II. O dever de sigilo profissional fundamenta-se na deontologia jurídica e na preservação da confiança social na advocacia, perpetuando-se mesmo após o término do vínculo contratual de prestação de serviços. III. A atuação simultânea ou posterior contra ex-cliente em causa correlata que envolva o uso de informações confidenciais anteriormente obtidas configura conflito de interesses e violação da lealdade profissional. IV. A postura esperada da advogada, sob a ótica dos princípios éticos que regem a profissão, é recusar o patrocínio da nova causa para resguardar a credibilidade da administração da justiça.
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Taty Matsu

há 3 semanas

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