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Doutor Roberto, advogado regularmente inscrito na OAB, foi contratado por Mariana para representá-la em uma ação indenizatória promovida contra um estabelecimento comercial. Durante a elaboração do instrumento de mandato, o profissional utilizou uma minuta padronizada com a "cláusula ad judicia" (procuração geral para o foro), autorizando-o expressamente a praticar todos os atos ordinários do processo. Não constava no documento nenhuma menção explícita conferindo poderes especiais. No curso do processo, a empresa ré apresentou uma proposta de acordo para pagamento imediato de 80% do valor pleiteado na petição inicial. Ciente da vantajosa proposta, mas impossibilitado de contatar a cliente em tempo hábil por estar ela em viagem internacional incomunicável, Doutor Roberto assinou o termo de transação e formalizou a desistência do processo para viabilizar a homologação do acordo e o imediato recebimento das quantias. Considerando o contexto apresentado, assinale a alternativa correta. Escolha uma: a. A cláusula ad judicia autoriza o advogado a desistir da ação e a celebrar transação, desde que comprove no processo a situação imprevisível de impossibilidade de contato com o representado. b. A transação celebrada pelo advogado torna-se válida se o magistrado entender razoável a proposta, suprindo-se a falta de poderes específicos por decisão judicial devidamente fundamentada. c. A atuação do advogado foi plenamente válida, uma vez que a procuração geral para o foro habilita o profissional a praticar todo e qualquer ato processual necessário à tutela dos interesses do cliente. d. O advogado atuou dentro de seus limites de representação, pois a procuração com poderes gerais engloba tacitamente o recebimento de valores e a assinatura de acordos judiciais. e. Os atos de transigir e desistir da ação exigem cláusula contendo poderes específicos no instrumento de procuração, tornando exorbitante a conduta do advogado que os praticou com amparo exclusivo na procuração geral. Incorreto
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Roushylei Correia Guerra Silveira

há 5 dias

Respostas

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há 5 dias

Vamos analisar passo a passo: - A "cláusula ad judicia" (procuração geral para o foro) autoriza o advogado a praticar atos ordinários do processo, mas não confere poderes especiais para atos que envolvam renúncia, transação ou desistência. - Atos como transigir (fazer acordo) e desistir da ação são considerados atos que exigem poderes especiais expressos na procuração. - A ausência desses poderes específicos torna inválidos os atos praticados pelo advogado que envolvam transação e desistência. - Mesmo que o acordo seja vantajoso, o advogado não pode praticar esses atos sem autorização expressa do cliente. - O juiz não pode suprir a falta de poderes específicos apenas por considerar a proposta razoável. Portanto, a alternativa correta é: e) Os atos de transigir e desistir da ação exigem cláusula contendo poderes específicos no instrumento de procuração, tornando exorbitante a conduta do advogado que os praticou com amparo exclusivo na procuração geral.

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