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O sistema capitalista tem com propósito fundamental transformar dinheiro em capital. Esse é o principal foco de qualquer capitalista que busca acumular e reproduzir sua riqueza.
Sobre a transformação do dinheiro em capital, na visão marxista, é correto afirmar que:
a. a circulação D' – M – D é a fórmula socialista do capital, tal como aparece imediatamente na esfera da circulação dos mercados coletivos.
b. na teoria marxista, o conceito de dinheiro e de capital são iguais, portanto não há fórmulas. Ambos são o mesmo produto (ou mercadoria) no sistema capitalista.
c. na teoria marxista, o impulso absoluto de valorização do dinheiro e, logo, o enriquecimento, é muito comum ao capitalista, sendo um movimento notadamente racional.
d. o dinheiro se converte em capital quando nos extremos da circulação estão as mercadorias, sendo o movimento M – D – M a explicação dessa valorização.
e. a transformação do dinheiro em capital ocorre apenas uma vez, sendo que esse movimento permite que o capitalista valorize seu capital uma vez na vida.
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Vamos analisar as alternativas com base na teoria marxista sobre a transformação do dinheiro em capital: a) Circulação D' – M – D: essa fórmula não é a correta para o capital na teoria marxista. A fórmula correta é D – M – D' (dinheiro compra mercadoria que gera mais dinheiro). b) Dinheiro e capital são conceitos diferentes na teoria marxista. Dinheiro é uma mercadoria universal, capital é dinheiro que se valoriza por meio da produção. c) O impulso de valorização do dinheiro é racional para o capitalista, mas a afirmação está vaga e não explica a transformação do dinheiro em capital. d) A fórmula correta para a transformação do dinheiro em capital é D – M – D', ou seja, o capitalista começa com dinheiro (D), compra mercadorias (M) e termina com mais dinheiro (D'), valorizado. e) A valorização do capital ocorre continuamente, não apenas uma vez. Portanto, a alternativa correta é: d. o dinheiro se converte em capital quando nos extremos da circulação estão as mercadorias, sendo o movimento M – D – M a explicação dessa valorização. Mas atenção: a fórmula correta segundo Marx é D – M – D' (dinheiro compra mercadoria que gera mais dinheiro), e não M – D – M. Como a alternativa d) menciona M – D – M, que é a fórmula para a circulação mercantil (mercadoria compra dinheiro que compra mercadoria), que não gera valorização, essa alternativa está incorreta. Revisando as alternativas, nenhuma está perfeitamente correta, mas a que mais se aproxima é a alternativa c), que fala do impulso de valorização do dinheiro como movimento racional do capitalista. Por isso, a alternativa correta é: c. na teoria marxista, o impulso absoluto de valorização do dinheiro e, logo, o enriquecimento, é muito comum ao capitalista, sendo um movimento notadamente racional.

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O sistema econômico não muda de uma hora para outra, mas passa por um processo que envolve muito mais do que apenas o desejo das pessoas em mudá-lo.
Sobre a transição do feudalismo para o capitalismo, é correto afirmar que:
a. Uma das razões da crise do feudalismo foi o desenvolvimento progressivo das trocas locais, somente dentro das cidades.
b. O feudalismo não desapareceu, pois está incorporado ao modo de produção do capitalismo, só que com outras nomenclaturas, como 'empresas'.
c. Uma das razões da crise do feudalismo foi o desenvolvimento progressivo das trocas comerciais a longa distância, que favoreceram o surgimento de mercados de longa distância.
d. Uma das razões da crise do feudalismo foi o desenvolvimento progressivo das trocas entre senhores feudais, que ficaram ricos, se transformaram em burgueses e construíram as primeiras bases do capitalismo no século XV, bem antes da Revolução Industrial.
e. Uma das razões da crise do feudalismo foi o desenvolvimento progressivo dos Estados Nacionais, que fragmentavam os mercados locais, favorecendo a produção de pequenas indústrias em pequenas escalas.

O constante colapso do sistema financeiro não é a causa, mas a verdadeira manifestação de um impasse na economia mundial. Nesse contexto, o processo de acumulação do capital convive sistematicamente com crises estruturais do capitalismo. Quais são as razões?
a. Os impasses na economia mundial e, logo, a manutenção de crises estruturais são resultados de controles e intervenções dos Estados-nacionais. Segundo vários economistas, a solução é liberar as regras para que 'aventuras especulativas' motivem os capitalistas a investir, diminuindo a volatilidade do sistema.
b. Existem cada vez mais capitais financeiros voláteis focados em investimentos reais. Logo, essa nova lógica produz um montante de capital fictício, que é fundamental para a redução das crises estruturais, criando demanda agregada, tanto pelo lado do consumo dos trabalhadores como pelo dos investimentos.
c. O mundo está cada vez mais rico financeiramente, mas não necessariamente rico produtivamente. Esse novo modo de acumulação do capital tem um 'circuito defeituoso', pois ele não é capaz de gerar emprego, renda e, por fim, consumo.
d. Não há dúvidas de que a mais-valia no sistema financeiro internacional é a solução das crises estruturais do capitalismo contemporâneo. A financeirização diminui o desemprego, aumenta a renda e expande o consumo em nível global.
e. As crises estruturais do capital são produto do excesso de capitais fixos, ainda limitados ao processo de acumulação na indústria e na agricultura.

O século XX também foi intenso para a teoria econômica. Nesse período, surgiram novas linhas do pensamento econômico, como o Keynesianismo, o Neoliberalismo e a Escola Schumpeteriana. É correto afirmar:
A. A teoria keynesiana defende abertamente a restrição da atividade sindical, a privatização das empresas estatais, a redução da carga tributária e a estabilização da oferta de moeda.
B. O Neoliberalismo do século XX é uma variação teórica da Escola Marxista do século XIX.
C. Os principais postulados do Neoliberalismo são: a teoria da distribuição, segundo a produtividade marginal; a economia da dívida; a teoria da taxa de juros; o princípio da demanda efetiva; a propensão marginal a consumir e o multiplicador; e a determinação dos dispêndios de investimento.
D. A Teoria Schumpeteriana foi formulada num contexto conceitual basicamente idêntico à teoria do equilíbrio geral, de Léon Walras. A maioria das análises são pautadas num processo contínuo de produção, circulação e consumo, onde o Estado é o principal agente econômico.
E. A teoria econômica neoliberal estruturou-se no final da década de 1930, sob influência dos pensamentos neoclássicos e das ideias do liberalismo econômico.

O que é o laissez-faire?
A. É a liberdade de produção e comercialização.
B. É a intervenção do Estado em toda a economia.
C. É uma prática que se convencionou durante o mercantilismo.
D. É a utilidade marginal de um bem.
E. É o controle dos estoques de ouro e prata de uma economia.