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Lucas é estudante do 9º período do curso de Direito e encontra-se regularmente inscrito como estagiário nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil. Vinculado a um renomado escritório de advocacia, Lucas foi encarregado de acompanhar o desdobramento de três casos distintos: o primeiro envolve a elaboração de uma petição inicial de habeas corpus impetrado em favor de um cliente preso cautelarmente; o segundo refere-se à assinatura isolada de um recurso inominado interposto perante o Juizado Especial Cível em demanda cujo valor é de quinze salários mínimos; o terceiro diz respeito à prestação autônoma de consultoria e assessoria jurídica verbal para uma startup em fase de estruturação de seus atos constitutivos. Diante da diversidade de situações, o orientador do escritório decide analisar a juridicidade da atuação direta do estagiário sem a coassinatura ou supervisão imediata do advogado responsável. Considerando a disciplina legal prevista no Estatuto da Advocacia e do Código de Processo Civil, a atuação do estagiário será válida e juridicamente regular, de forma autônoma, Escolha uma: a. apenas no Juizado Especial Cível, pois demandas com valor inferior a vinte salários mínimos dispensam a intermediação de advogados para interposição de recursos. b. em todas as situações narradas, tendo em vista que a inscrição regular do estagiário na OAB lhe outorga capacidade postulatória plena para atos de menor complexidade. c. na prestação de consultoria jurídica à startup e no habeas corpus, uma vez que atos preventivos e extrajudiciais são franqueados aos acadêmicos de Direito. d. apenas na elaboração e impetração do habeas corpus, por se tratar de remédio constitucional cuja impetração não constitui atividade privativa de advocacia. e. em nenhuma das situações descritas, haja vista que o estagiário necessita obrigatoriamente assinar em conjunto com o advogado responsável qualquer medida judicial ou extrajudicial.
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Juliana Silva

semana passada

Respostas

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semana passada

Vamos analisar cada situação com base no Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) e no Código de Processo Civil (CPC): 1. Elaboração de petição inicial de habeas corpus: O habeas corpus é um remédio constitucional que pode ser impetrado por qualquer pessoa, não sendo atividade privativa da advocacia. Portanto, o estagiário pode elaborar e impetrar habeas corpus, mesmo sem a coassinatura do advogado. 2. Assinatura isolada de recurso inominado no Juizado Especial Cível: No Juizado Especial Cível, para causas até 20 salários mínimos, não é obrigatória a presença de advogado na fase inicial, mas para recursos é necessária a atuação do advogado. O estagiário não tem capacidade postulatória plena para assinar recursos sozinho. 3. Prestação autônoma de consultoria e assessoria jurídica: Atos de consultoria e assessoria jurídica são privativos da advocacia, não podendo ser realizados autonomamente por estagiários. Analisando as alternativas: a) Incorreta — o recurso no Juizado Especial Cível exige advogado, não estagiário sozinho. b) Incorreta — a inscrição como estagiário não confere capacidade postulatória plena. c) Incorreta — consultoria jurídica não pode ser feita por estagiário; habeas corpus pode, mas consultoria não. d) Correta — o habeas corpus pode ser impetrado pelo estagiário, pois não é ato privativo da advocacia. e) Incorreta — o estagiário pode atuar no habeas corpus sem coassinatura. Resposta correta: d. apenas na elaboração e impetração do habeas corpus, por se tratar de remédio constitucional cuja impetração não constitui atividade privativa de advocacia.

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