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A reescrita do segmento destacado em que há adequação semântica e gramatical de acordo com o texto original está indicada em:
A) “[...] nos obriga a questionar [...]”(2º§) / [...] a nós obriga à questionamentos [...]
B) “[...] nos promete um futuro [...]” (1º§) / [...] trata-se da promeça de um futuro [...]
C) “[...] refletem contextos históricos de desigualdade.” (2º§) / [...] situações que contextos de desigualdade são refletidos.
D) “[...] isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana [...]” (1º§) / [...] isso, com frequência, tem simplificado a complexidade da vida humana [...]”
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há 20 horas

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há 20 horas

Vamos analisar cada alternativa para verificar qual reescrita mantém a adequação semântica e gramatical em relação ao texto original: A) Original: “[...] nos obriga a questionar [...]” Reescrita: “[...] a nós obriga à questionamentos [...]” Problema: "à questionamentos" está incorreto, pois "à" (a + a) não combina com "questionamentos" (plural). Além disso, a construção fica estranha e perde a clareza. Incorreta. B) Original: “[...] nos promete um futuro [...]” Reescrita: “[...] trata-se da promeça de um futuro [...]” Problema: "promeça" está grafado incorretamente (o correto é "promessa"). Além disso, a estrutura muda o sentido e a clareza. Incorreta. C) Original: “[...] refletem contextos históricos de desigualdade.” Reescrita: “[...] situações que contextos de desigualdade são refletidos.” Problema: A frase reescrita está confusa e gramaticalmente incorreta, com ordem inadequada das palavras. Incorreta. D) Original: “[...] isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana [...]” Reescrita: “[...] isso, com frequência, tem simplificado a complexidade da vida humana [...]” Análise: A reescrita mantém o sentido original, apenas altera a forma verbal para o presente perfeito ("tem simplificado") e usa "com frequência" em vez de "frequentemente", o que é adequado e correto. Correta. Portanto, a alternativa correta é: D)

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Futuro da Inteligência Artificial e a necessidade da ética relacional para uma governança inclusiva

Estamos vivendo a era da datificação, em que todos os aspectos da vida social são transformados em dados. Esse processo, fundamental para o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), nos promete um futuro onde decisões complexas podem ser automatizadas e otimizadas em uma escala sem precedentes. No entanto, isso frequentemente simplifica a complexidade da vida humana em métricas e números, ignorando as relações e os contextos que tornam cada indivíduo único. Quando esses dados são usados em sistemas de IA, eles podem acabar reforçando as mesmas desigualdades e exclusões que pretendiam resolver.

Os dados que alimentam esses sistemas muitas vezes refletem contextos históricos de desigualdade. Como Coté (2022) observa, ao moldar identidades e comportamentos humanos em padrões digitais, a datificação impõe limites às representações, limitando a diversidade de experiências humanas e, em muitos casos, perpetuando estereótipos. Isso pode resultar em decisões enviesadas, criando um ciclo de exclusão e discriminação. Esse desafio nos obriga a questionar a suposta neutralidade dos algoritmos e a refletir sobre como essas decisões automatizadas moldam a sociedade, frequentemente favorecendo certos grupos em detrimento de outros.

Pensando em uma governança que seja realmente inclusiva, Browne (2023) propõe a criação de “AI Public Body” – uma entidade pública que permite a participação de cidadãos comuns, especialmente daqueles mais afetados pelas tecnologias de IA, nas decisões sobre o uso dessas tecnologias. Inspirado em modelos de democracia deliberativa, esse corpo incluiria a voz de comunidades diversas, trazendo uma nova perspectiva para as decisões que, até hoje, são dominadas por especialistas técnicos.

Esse modelo representa uma mudança significativa na forma como entendemos a governança, enfatizando que a IA não deve ser apenas uma questão de precisão técnica, mas também de justiça e representatividade. A inclusão dessas vozes no processo de governança cria um espaço onde os efeitos sociais das tecnologias podem ser mais bem compreendidos e endereçados, resultando em uma governança que reflete a diversidade da sociedade.

A justiça algorítmica muitas vezes é tratada como uma questão de otimização matemática, ajustando dados e métricas para minimizar desigualdades estatísticas. No entanto, como Van Nuenen (2022) aponta, a justiça social na IA deve ir além dos ajustes técnicos, considerando as complexas desigualdades estruturais que esses dados representam. Em vez de se limitar a resultados estatísticos, a justiça social exige uma compreensão mais profunda do impacto das decisões tecnológicas na vida das pessoas.

No caso de algoritmos usados em concessão de crédito ou reconhecimento facial, é essencial entender que esses sistemas não operam em um vácuo: eles são parte de uma sociedade com uma longa história de desigualdade. Para que a IA seja realmente justa, ela deve ser projetada com o compromisso de mitigar essas desigualdades, considerando as realidades vividas por comunidades marginalizadas e integrando suas vozes no desenvolvimento e na aplicação dessas tecnologias.
A forma como a temática é abordada no texto apresenta aspectos não apenas positivos, mas situações que muitas vezes apontam certa preocupação. Representa(m) o exposto anteriormente:
A) Apenas o primeiro parágrafo.
B) O segundo e o terceiro parágrafos.
C) O primeiro e o segundo parágrafos.
D) O texto em todo o seu desenvolvimento.

O Município de Nova Iguaçu aprovou uma lei proibindo a soltura de fogos de artifício e artefatos pirotécnicos que produzam estampidos, alegando a necessidade de proteger o meio ambiente e os direitos das pessoas com hipersensibilidade a ruídos, como autistas e idosos. Um grupo de comerciantes e organizadores de eventos ingressou com uma ação judicial, argumentando que a norma municipal seria inconstitucional por violar a competência legislativa da União e dos estados sobre matéria de comércio e meio ambiente. Além disso, alegam que a proibição afrontaria o direito à livre iniciativa e à manifestação cultural. Considerando os preceitos constitucionais a respeito da organização do estado e os direitos e as garantias fundamentais, além do entendimento consolidado do Superior Tribunal Federal (STF) a respeito do assunto,
assinale a afirmativa correta.
A) A legislação municipal só poderia ser considerada válida, caso estivesse expressamente prevista em lei complementar federal que delegasse essa competência aos municípios.
B) A lei municipal é inconstitucional, pois compete exclusivamente à União legislar sobre normas gerais de proteção ambiental e sobre a comercialização de produtos pirotécnicos.
C) O município pode legislar sobre normas ambientais específicas e de interesse local, mas não pode proibir totalmente a atividade, pois isso viola o princípio da livre iniciativa.
D) A vedação à soltura de fogos de artifício de estampido é válida, pois os municípios possuem competência para legislar sobre assuntos de interesse local, incluindo medidas de proteção ambiental e de saúde pública, possuindo a lei constitucionalidade formal e material.

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