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O advogado Marcelo, devidamente constituído por seu cliente Mário, ajuizou ação de execução contra uma empresa local. Durante o trâmite processual, restou comprovado que Marcelo se coligou conscientemente e em conluio doloso com Mário para formular alegações sabidamente falsas e utilizar documentos adulterados com a deliberada intenção de fraudar a execução e causar prejuízo financeiro ao réu, caracterizando manifesto exercício de lide temerária. Diante do quadro apresentado e das normas relativas à responsabilidade do advogado,
assinale a afirmativa correta.
A) Marcelo responde pessoalmente pelos atos que praticar com dolo ou culpa e, no caso de lide temerária em que coligou com o cliente para lesar a parte contrária, será solidariamente responsável com este, o que deverá ser apurado em ação própria.
B) A responsabilidade por eventuais excessos e lide temerária em juízo recai exclusivamente sobre o cliente Mário, sendo o advogado imune a responsabilização civil em razão da inviolabilidade profissional.
C) Marcelo poderá ser condenado solidariamente pelos danos causados diretamente nos próprios autos da ação de execução, mediante simples decisão interlocutória lavrada pelo magistrado do feito.
D) A responsabilidade do advogado por atos profissionais é estritamente objetiva, prescindindo de comprovação de dolo ou culpa nas ações de reparação de danos.
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Questões para o Sucesso

há 13 horas

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há 13 horas

Vamos analisar as alternativas com base na responsabilidade do advogado em casos de atos dolosos e lide temerária: A) Marcelo responde pessoalmente pelos atos que praticar com dolo ou culpa e, no caso de lide temerária em que coligou com o cliente para lesar a parte contrária, será solidariamente responsável com este, o que deverá ser apurado em ação própria. — Correto. O advogado responde pessoalmente por seus atos dolosos ou culposos, e a solidariedade com o cliente em caso de conluio para fraude é prevista, devendo ser apurada em ação própria. B) A responsabilidade por eventuais excessos e lide temerária em juízo recai exclusivamente sobre o cliente Mário, sendo o advogado imune a responsabilização civil em razão da inviolabilidade profissional. — Incorreto. A inviolabilidade profissional não isenta o advogado de responsabilidade civil por atos ilícitos. C) Marcelo poderá ser condenado solidariamente pelos danos causados diretamente nos próprios autos da ação de execução, mediante simples decisão interlocutória lavrada pelo magistrado do feito. — Incorreto. A condenação solidária não ocorre por simples decisão interlocutória no mesmo processo; exige procedimento próprio. D) A responsabilidade do advogado por atos profissionais é estritamente objetiva, prescindindo de comprovação de dolo ou culpa nas ações de reparação de danos. — Incorreto. A responsabilidade do advogado é subjetiva, exigindo comprovação de dolo ou culpa. Portanto, a alternativa correta é: A) Marcelo responde pessoalmente pelos atos que praticar com dolo ou culpa e, no caso de lide temerária em que coligou com o cliente para lesar a parte contrária, será solidariamente responsável com este, o que deverá ser apurado em ação própria.

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Juliana, advogada, celebrou contrato de prestação de serviços advocatícios com Fernando para patrocinar uma ação indenizatória. No contrato, estipulou-se cláusula quota litis, fixando-se que a remuneração de Juliana corresponderia a 45% (quarenta e cinco por cento) sobre a vantagem financeira auferida. Ao final da demanda, julgada procedente, Juliana logrou obter a condenação da parte contrária ao pagamento das verbas indenizatórias e de honorários sucumbenciais de 15%. O somatório do percentual pactuado na cláusula quota litis e dos honorários sucumbenciais resultou em montante superior aos valores pecuniários líquidos destinados ao próprio cliente Fernando. A respeito dos honorários advocatícios e das diretrizes ético-disciplinares,
assinale a afirmativa correta.
A) A contratação de honorários com cláusula quota litis é válida, porém a soma dos honorários contratuais com os de sucumbência não pode ser superior às vantagens advindas em favor do cliente.
B) A cláusula quota litis é vedada pelo Código de Ética e Disciplina da OAB, tornando nulo o contrato de honorários e sujeitando a advogada ao arbitramento judicial compulsório.
C) É livre a fixação dos honorários advocatícios por negociação entre as partes, de modo que os honorários sucumbenciais pertencem exclusivamente ao advogado e não entram no cômputo do limite máximo a ser auferido pelo profissional frente ao cliente.
D) Na cláusula quota litis, os honorários podem ser pagos mediante a dação em pagamento de bens móveis ou imóveis do cliente, independentemente de previsão contratual expressa ou da capacidade de pagamento em pecúnia.

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