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O ordenamento jurídico constitucional brasileiro traça uma nítida distinção científica e doutrinária entre as diversas formas de exoneração fiscal, estabelecendo regras específicas que delimitam a atuação do legislador ordinário e o nascimento da obrigação tributária. Enquanto a não incidência pura denota a total ausência de subsunção por falta de correspondência entre o fato real e a hipótese abstrata da norma, as imunidades tributárias configuram barreiras de incompetência absoluta instituídas pelo poder constituinte originário para resguardar valores democráticos fundamentais. Esse microssistema de garantias pétreas e desonerações infraconstitucionais passa por profundas transformações estruturais com o advento da unificação legislativa nacional promovida pela Emenda Constitucional 132 de 2023, exigindo uma compreensão integrada das regras de fruição material à luz da jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. Considerando as informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir. I. A imunidade tributária possui natureza jurídica de incompetência constitucionalmente estabelecida, retirando das esferas políticas o poder de instituir impostos sobre determinadas realidades, de modo que uma lei ordinária estadual não detém força normativa para revogar ou restringir tais salvaguardas constitucionais. II. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento pretoriano de que as imunidades conferidas às instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos possuem caráter estritamente finalístico, o que afasta a incidência de impostos sobre o patrimônio móvel ou imóvel que esteja comprovadamente integrado à consecução dos objetivos essenciais da entidade. III. A técnica da alíquota zero assemelha-se integralmente ao fenômeno da não incidência pura, uma vez que em ambas as situações verifica-se a ausência completa de subsunção normativa, restando o sujeito passivo desobrigado do cumprimento de quaisquer deveres formais ou obrigações acessórias perante a administração fazendária. IV. A recente reforma tributária estendeu expressamente à Contribuição sobre Bens e Serviços as imunidades previstas no artigo 150, inciso VI, da Constituição Federal, determinando, no plano assistencial, que a imunidade da CBS substitua o regramento anterior relativo às contribuições sociais previdenciárias. Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em: Escolha uma: a. I, II e IV, apenas. b. II e IV, apenas. c. I e III, apenas. d. I, II e III, apenas. e. I, II, III e IV.
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Rosangela oliveira

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