A uniformidade conceitual e a rigidez na interpretação das competências federativas brasileiras encontram no Código Tributário Nacional o seu principal instrumento de amálgama e estabilização regulatória. O fenômeno da recepção constitucional conferiu ao código a eficácia formal de lei complementar, o que impede que diplomas ordinários posteriores alterem a estrutura das normas gerais de direito público ou manipulem as categorias jurídicas tradicionais. Diante desse cenário de subordinação normativa, o artigo 110 do Código Tributário Nacional atua como um limite categórico ao estabelecer que a lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados pela Constituição Federal para Escolha uma: a. autorizar o chefe do poder executivo municipal a editar taxas de escoamento viário intermunicipal desprovidas de lei específica formal. b. condicionar a fruição da alíquota zero da cesta básica nacional ao estorno obrigatório dos saldos fiscais acumulados com serviços de frete rodoviário. c. instituir a cobrança plurifásica cumulativa do imposto seletivo sobre o comércio externo de mercadorias destinadas a países da américa latina. d. definir as competências tributárias das esferas políticas, restando eivada de inconstitucionalidade material qualquer norma local que tente distorcer os conceitos civis originais com a finalidade de alargar ou modificar bases de cálculo de exações compulsórias. e. dispensar as corporações metalúrgicas do cumprimento regular das obrigações acessórias relativas à apuração do imposto sobre circulação.