Uma equipe multiprofissional de terapia nutricional avalia um paciente de 68 anos, internado em UTI por pneumonia grave, em ventilação mecânica há 7 dias. O paciente apresenta IMC dentro da faixa de eutrofia, função renal preservada, sem edema importante e sem histórico de desnutrição prévia. A unidade não dispõe de calorimetria indireta, e o serviço adota protocolos internos para estimar o gasto energético, buscando equilibrar risco de subalimentação e risco de sobrecarga metabólica. Durante a visita, o médico intensivista solicita ao nutricionista que reavalie a prescrição energética, discutindo com a enfermagem e a fisioterapia a evolução hemodinâmica, o balanço hídrico e a tolerância à terapia nutricional. O nutricionista precisa ajustar a meta calórica diária, articulando sua decisão com a equipe para adequar a oferta ao quadro clínico atual do paciente.
Nessa situação, a conduta do nutricionista será mais adequada ao ajustar a meta calórica diária por estimativas de gasto energético baseadas em peso corporal, de forma a
A) definir uma meta energética abaixo da faixa normocalórica e mantê-la fixa independentemente da evolução clínica, para simplificar o manejo pela equipe de enfermagem.
B) adotar uma faixa de oferta considerada normocalórica para adultos críticos, avaliando em conjunto com a equipe a resposta clínica e revisando a prescrição energética conforme a evolução do quadro.
C) elevar a oferta para um padrão hipercalórico, visando acelerar a recuperação mesmo diante de estabilidade hemodinâmica recente e sem discussão prévia com os demais profissionais.
D) ajustar o aporte diário principalmente conforme a preferência do médico intensivista, desconsiderando a recomendação energética para o adulto crítico e
Ed
há 3 semanas
Analisando o caso: paciente crítico em UTI, ventilação mecânica, sem desnutrição prévia, com função renal preservada, e sem calorimetria indireta disponível. O nutricionista deve ajustar a meta calórica com base em estimativas, considerando o quadro clínico e em articulação com a equipe multiprofissional. Vamos analisar as alternativas: A) Definir meta abaixo da faixa normocalórica e mantê-la fixa independentemente da evolução clínica — não é adequado, pois a prescrição deve ser dinâmica e ajustada conforme a evolução do paciente. B) Adotar faixa normocalórica para adultos críticos, avaliando em conjunto com a equipe a resposta clínica e revisando conforme evolução — esta conduta é a mais adequada, pois prioriza a colaboração e a adaptação da terapia nutricional. C) Elevar a oferta para padrão hipercalórico sem discussão prévia — não recomendado, pois pode causar sobrecarga metabólica e deve haver consenso da equipe. D) Ajustar aporte conforme preferência do médico, desconsiderando recomendações — incorreto, pois a decisão deve ser baseada em protocolos e avaliação multiprofissional. Portanto, a alternativa correta é: B) adotar uma faixa de oferta considerada normocalórica para adultos críticos, avaliando em conjunto com a equipe a resposta clínica e revisando a prescrição energética conforme a evolução do quadro.
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