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Em um serviço de Fonoaudiologia, uma criança usuária de implante coclear participa de terapia voltada ao desenvolvimento da linguagem falada. O terapeuta estimula intensamente a audição, mas utiliza de maneira sistemática a leitura orofacial e outras informações provenientes do rosto do interlocutor durante as atividades. Os familiares participam eventualmente, porém não existe um programa estruturado de coaching dos cuidadores nem monitoramento audiológico sistemático integrado aos princípios da intervenção. Considerando as diferenças entre abordagem auditivo-oral e Terapia Auditivo-Verbal, assinale a classificação sustentada pelas características apresentadas. Questão 3Resposta a. Classificar a intervenção como método oral multissensorial apenas porque existe leitura orofacial, pois a presença de uma segunda pista sensorial define automaticamente essa modalidade terapêutica. b. Classificar a intervenção como mais compatível com a abordagem auditivo-oral, pois integra audição e leitura orofacial; os dados apresentados não sustentam denominá-la Terapia Auditivo-Verbal formal. c. Classificar a intervenção como Oralismo clássico, pois a valorização da fala e da audição identifica necessariamente a filosofia histórica oralista, mesmo sem evidência de exclusão de outras modalidades. d. Classificar a intervenção como Terapia Auditivo-Verbal, pois o uso de implante coclear e a presença da família já são suficientes para caracterizar essa abordagem, mesmo com apoio visual sistemático. e. Classificar a intervenção como Sistema Verbotonal, pois qualquer terapia voltada à linguagem oral que utilize informações visuais pertence a esse método, independentemente de ritmo e movimento corporal.
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Rogério Lopes

há 7 dias

Respostas

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há 7 dias

Vamos analisar as características da intervenção descrita: - Criança usuária de implante coclear. - Terapia voltada ao desenvolvimento da linguagem falada. - Estímulo intenso à audição. - Uso sistemático da leitura orofacial e outras informações visuais do rosto do interlocutor. - Participação eventual da família, sem programa estruturado de coaching nem monitoramento audiológico sistemático integrado. Agora, as diferenças principais entre as abordagens: - Terapia Auditivo-Verbal (TAV): foca exclusivamente no uso da audição residual, evitando o uso de pistas visuais (como leitura labial), com forte envolvimento familiar e monitoramento sistemático. - Abordagem Auditivo-Oral: utiliza a audição e também pistas visuais (leitura orofacial), podendo incluir apoio visual, e não exige exclusão total das pistas visuais. - Oralismo clássico: enfatiza a fala e audição, mas historicamente exclui outras modalidades, o que não é o caso aqui. - Sistema Verbotonal: método específico que usa ritmo e movimento corporal, não mencionado no caso. Dado que há uso sistemático da leitura orofacial (pista visual), ausência de programa estruturado de coaching familiar e monitoramento sistemático, a intervenção não se enquadra na Terapia Auditivo-Verbal formal. Portanto, a classificação mais adequada é: b) Classificar a intervenção como mais compatível com a abordagem auditivo-oral, pois integra audição e leitura orofacial; os dados apresentados não sustentam denominá-la Terapia Auditivo-Verbal formal.

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