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A que efeito positivo da lei o autor faz referência?

O jurista André Franco Montoro diz "Reduzir o direito a uma força conservadora é perpetuar o subdesenvolvimento e o atraso"

A que efeito positivo da lei o autor faz referência?


1 resposta(s)

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Guilherme Burzynski Dienes

Há mais de um mês

O brocardo latino que inspirou o princípio da legalidade dura lex, sed lex.

É tido como virtude no Direito elaborar uma frase ou proposição que dure por séculos, mas a realidade é dinâmica e ela demonstra que diversas leis podem ser vistas de diferentes escopos hermenêuticos: basta olhar o Direito Penal atual e o efeito do Pacto de San José da Costa Rica associado com o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como a produção legislativa no sentido de se buscar cada vez mais penas alternativas, inclusive com a última mudança do Código de Processo Penal que institui medidas cautelares para evitar que seja feita a prisão preventiva, bem como o fim da idéia de que a prisão em flagrante se mantém durante todo o curso do processo, obrigando cada juiz decidir se a converte em preventiva ou põe o réu em liberdade. Isso em um Código Penal datado de 1940.

Apenas aplicar o Direito positivado aos casos concretos judicialmente é algo inútil, um computador o faria com maior presteza. A lei por ser uma proposição estanque, apenas modificada por uma lei de uma lei de mesma classe, é uma força conservadora, mas para ilidir esta vocação da lei possuímos a hermenêutica dos princípios constitucionais e os estabelecidos pela legislação, cuja interpretação se modifica constantemente nos julgados.

O Direito é basicamente um instrumento para se obter justiça, se é inútil para tanto em certos casos, chegamos a paradigmas dentro do próprio Direito: ele existe por si, apenas para ser um conjunto de normas para a suposta "pacificação social" ou pode ser utilizado como um instrumento de mudança? Algumas leis ambientais e o Código de defesa do consumidor mostram que ele pode mudar de certa forma a relação social, com empresas calculando passivos consumeristas, e empresas de capital aberto com investimento externo possuindo auditorias extremamente focadas em possíveis comprometimento de imagem da empresa, e, consequentemente, do investidor, ou do grupo investidor.

O brocardo latino que inspirou o princípio da legalidade dura lex, sed lex.

É tido como virtude no Direito elaborar uma frase ou proposição que dure por séculos, mas a realidade é dinâmica e ela demonstra que diversas leis podem ser vistas de diferentes escopos hermenêuticos: basta olhar o Direito Penal atual e o efeito do Pacto de San José da Costa Rica associado com o princípio da dignidade da pessoa humana, bem como a produção legislativa no sentido de se buscar cada vez mais penas alternativas, inclusive com a última mudança do Código de Processo Penal que institui medidas cautelares para evitar que seja feita a prisão preventiva, bem como o fim da idéia de que a prisão em flagrante se mantém durante todo o curso do processo, obrigando cada juiz decidir se a converte em preventiva ou põe o réu em liberdade. Isso em um Código Penal datado de 1940.

Apenas aplicar o Direito positivado aos casos concretos judicialmente é algo inútil, um computador o faria com maior presteza. A lei por ser uma proposição estanque, apenas modificada por uma lei de uma lei de mesma classe, é uma força conservadora, mas para ilidir esta vocação da lei possuímos a hermenêutica dos princípios constitucionais e os estabelecidos pela legislação, cuja interpretação se modifica constantemente nos julgados.

O Direito é basicamente um instrumento para se obter justiça, se é inútil para tanto em certos casos, chegamos a paradigmas dentro do próprio Direito: ele existe por si, apenas para ser um conjunto de normas para a suposta "pacificação social" ou pode ser utilizado como um instrumento de mudança? Algumas leis ambientais e o Código de defesa do consumidor mostram que ele pode mudar de certa forma a relação social, com empresas calculando passivos consumeristas, e empresas de capital aberto com investimento externo possuindo auditorias extremamente focadas em possíveis comprometimento de imagem da empresa, e, consequentemente, do investidor, ou do grupo investidor.

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