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diferenciar dolo direto de 1º grau do dolo direto de 2º grau, dolo eventual da culpa consciência

como diferenciar dolo direto de 1º grau de dolo de 2º grau e dolo eventual da culpa consciênte ???


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Passei Direto

Há mais de um mês

No dolo direto de 1º grau a conduta é orientada para atingir um ou vários resultados, previamente delimitados e pretendidos. Aqui, o agente sabe o que quer fazer, contra qual bem jurídico quer atingir e qual resultado delituoso ele pretende alcançar. Note que no dolo direto de 1º grau, o agente orienta seus atos executórios objetivando desde o primeiro momento alcançar um ou vários resultados que lhe foram previamente pretendido. Exemplo: ''A'' quer matar ''B'', para tanto, atira contra sua cabeça.

Já no dolo direto de 2º grau (ou dolo de consequência necessária), o agente delituoso sabe, tem consciência de que para atingir um resultado previamente pretendido, ele acabará e precisará a atingir outros resultados delimitados, mas que não lhe era pretendido previamente. Observe que o dolo direto de 2º grau não tem existência autônoma, ele é sempre uma consequência do dolo direto de 1º grau. Em que pese ele não possuir o animus inicial de gerar tais efeitos, ele acaba aceitando a produção destas consequências necessárias como forma de atingir o objetivo previamente pretendido a título de dolo de 1º grau. Exemplo: ''A'' quer matar ''B'', que é motorista de ônibus. Para isso, corta os cabos de freio do veículo em que ''B'' viajará, deixando-os na iminência de se romperem. O dolo, quanto a ''B'', é direto de primeiro grau, e quanto aos demais passageiros que morrerão no acidente, é direto de segundo grau.

Quanto ao dolo eventual, tem-se quando o agente delituoso não deseja o resultado, mas não se preocupa caso ele aconteça. Não há vontade prévia do resultado. A sua conduta é realizada por uma assunção exacerbada de risco. Exemplo: roleta russa em sinal de trânsito. Nesse tipo de dolo, o agente não é capaz de delimitar as consequências da sua conduta.

Existe culpa consciente sempre que o autor prevê a realização do resultado típico e dirige sua ação no sentido de evitá-lo, mas lhe dá causa por imprudência. Ou, conforme diz o Código Penal português (art. 15, a), há culpa consciente se o agente “representar como possível a realização de um facto que preenche um tipo de crime mas actuar sem se conformar com essa realização”.

No dolo direto de 1º grau a conduta é orientada para atingir um ou vários resultados, previamente delimitados e pretendidos. Aqui, o agente sabe o que quer fazer, contra qual bem jurídico quer atingir e qual resultado delituoso ele pretende alcançar. Note que no dolo direto de 1º grau, o agente orienta seus atos executórios objetivando desde o primeiro momento alcançar um ou vários resultados que lhe foram previamente pretendido. Exemplo: ''A'' quer matar ''B'', para tanto, atira contra sua cabeça.

Já no dolo direto de 2º grau (ou dolo de consequência necessária), o agente delituoso sabe, tem consciência de que para atingir um resultado previamente pretendido, ele acabará e precisará a atingir outros resultados delimitados, mas que não lhe era pretendido previamente. Observe que o dolo direto de 2º grau não tem existência autônoma, ele é sempre uma consequência do dolo direto de 1º grau. Em que pese ele não possuir o animus inicial de gerar tais efeitos, ele acaba aceitando a produção destas consequências necessárias como forma de atingir o objetivo previamente pretendido a título de dolo de 1º grau. Exemplo: ''A'' quer matar ''B'', que é motorista de ônibus. Para isso, corta os cabos de freio do veículo em que ''B'' viajará, deixando-os na iminência de se romperem. O dolo, quanto a ''B'', é direto de primeiro grau, e quanto aos demais passageiros que morrerão no acidente, é direto de segundo grau.

Quanto ao dolo eventual, tem-se quando o agente delituoso não deseja o resultado, mas não se preocupa caso ele aconteça. Não há vontade prévia do resultado. A sua conduta é realizada por uma assunção exacerbada de risco. Exemplo: roleta russa em sinal de trânsito. Nesse tipo de dolo, o agente não é capaz de delimitar as consequências da sua conduta.

Existe culpa consciente sempre que o autor prevê a realização do resultado típico e dirige sua ação no sentido de evitá-lo, mas lhe dá causa por imprudência. Ou, conforme diz o Código Penal português (art. 15, a), há culpa consciente se o agente “representar como possível a realização de um facto que preenche um tipo de crime mas actuar sem se conformar com essa realização”.

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Tatiane

Há mais de um mês

Olá Thay! Tudo bem?

Vejamos o nosso Código Penal - art. 18, I:

Art. 18 - Diz-se o crime: 

Crime doloso

I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.

Portanto, a partir deste dispositivo tem-se o conceito de Crime Doloso e, implicitamente, DOLO.

A doutrina comumente divide o conceito de dolo em direto - ou imediato - ou indireto - subdividido em eventual e alternativo. Esta divisão é válida, já que abrange meio, objetivo, causa e resultado. Mas o fato é que todas as espécies de dolos são punidas da mesma forma, já que se enquadram no mesmo tipo incriminador.

A subdivisão do dolo direto - que não se encontra presente em todas as doutrinas penais brasileiras; é uma recepção da doutrina penal italiana. Isto porque o CP brasileiro adotou a Teoria da Vontade - dolo é a vontade dirigida ao resultado (Carrara) - e a Teoria do consentimento ou do assentimento - consentir na produção do resultado é o mesmo que
o querer. Ou seja, a primeira diz quanto ao Dolo Direto e, a segunda, quanto ao Eventuaol. Mas, ainda assim, a subdivisão do Dolo Direto em 1º e 2º graus pode ser encontradas nas obras de Cezar Bittencourt, Guilherme Nucci, André Estevam, Victor Eduardo Rios Gonçalves, dentre outros. Nos termos de Nucci:

  • Dolo Direto de 1° grau - é a intenção do agente, voltada à prática de determinado resultado, efetivamente perseguido, abrangendo os meios empregados para tanto;
  • Dolo Direto de 2º grau - é a intenção do agente, voltada a determinado resultado, efetivamente desejado, embora, na
    utilização dos meios para alcançá-lo, termine por incluir efeitos colaterais, praticamente certos.

 

No primeiro caso, exemplo típico é o atirador que, desferindo um tiro contra o seu alvo, o acerta de forma fatal; no segundo conceito, o agente que, sabendo que seu alvo estará em um ônibus, implanta uma bomba no coletivo. Explodindo esta, matará a pessoa almejada - e os demais passageiros, motorista, cobrador. Dolo direto de 1° grau para o alvo e, para os demais, de 2º.

Diferença entre Dolo direto de 2º grau e Dolo Eventual:

No dolo de segundo grau, as consequências secundárias são inerentes aos meios escolhidos. Já no dolo eventual, que se verifica quando alguém assume o risco de produzir determinado resultado (embora não o deseje), o resultado não é inerente ao meio escolhido; cuida-se de um evento que pode ou não ocorrer. Por exemplo, um ciclista segue ao lado do ônibus e, decorrente da explosão, acaba morrendo. O falecimento do ciclista não era inerente ao meio escolhido.

 

  • Dolo Eventual: É a vontade do agente dingida a um resultado detemunado, porém vislumbrando a possibilidade de ocorrência de um segundo resultado, não desejado, mas admitido, unido ao primeiro; "assumiu o
    risco de produzi-lo".
  • Culpa consciente: o agente prevê o resultado, mas espera sinceramente que não ocorrerá.

 

Diferença entre Dolo Eventual e Culpa Consciente:

Segundo Mirabete (2011, p. 137), "a culpa consciente avizinha-se do dolo eventua, mas com ela não se confunde. Naquela, o agente, embora prevendo o resultado, não o aceita como possível. Neste, o ageuten prevê o resultado, não se impotando que venha ele a ocorrer."

Caso você precise da REFERÊNCIA das obras que citei, só solicitar aqui ;)

Porém - enquanto isto - recomendo a leitura desta monografia: http://www.uva.br/sites/all/themes/uva/files/pdf/responsabilidade-penal-dolo-eventual-ou-culpa-consciente-dos-praticantes-de-racha.pdf.

Espero ter ajudado!

Bons estudos e um ótimo fim de semana. :)

 

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Christopher

Há mais de um mês

Dolo de 1º grau é aquele que se tem como o alvo da conduta, já o Dolo de 2º grau é aquele que se pratica como consequência do Dolo de 1º grau.

Por Exemplo: Um homem tenta matar um político, esse, por sua vez, colocou uma bomba no carro de seu alvo. A bomba explodiu e morreram o político (Dolo de 1º Grau), e seu motorista (Dolo de 2º grau).

Repare o seguinte: A intenção do agente foi de assassinar o político, o motorista foi uma consequência do modo do crime, por isso temos dolo de 1º grau para o alvo e dolo de 2º grau para a outra vítima que não era o alvo do criminoso.

Dolo eventual é aquele em que o agente assume a responsabilidade do alto risco de cometer crime devido uma conduta que não é crime mas que tem potencial de ser.

Exemplo de Dolo eventual: Uma pessoa embriaga-se e vai dirigir em seguida, esta entende que sua conduta é arriscada e ainda assim a pratica, portanto, se esta vier a atropelar alguém, será condenada por crime doloso.

A Culpa consciente decorre conduta com imprudência, negligência ou imperícia do agente que pode acabar acontecendo um crime.

Espero ter ajudado,

Jesus te ilumine.

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Mário

Há mais de um mês

Valeu Tatiane! Salvou minha prova de Penal de amanhã! Sds.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas