Como analisar dogmaticamente o conteúdo normativo em fase da institucionalização do cometimento, da relação autoridade/sujeito a partir de Kelsen?

Ao pressupor uma relação autoridade/sujeito de alto grau de institucionalização, poder-se-ia perguntar se uma norma legal que instintuísse (cometimento) a esterilização sexual de loucos e de criminosos irrecuperáveis (conteúdo) seria ainda jurídica, tendo um relato deste teor?

Poder-se-ia argumentar, de um lado, que sendo lei, isto é, procedimentada conforme as regras burocráticas do Estado e manifestando por isso o consenso presumido, anônimo e global, de terceiros, a norma seria jurídica. De outro lado, porém, poder-se-ia invocar o conteúdo para desempenhar um papel que, em princípio, não lhe cabe retornar (ou conferir) juridicidade à norma. Enfim, como compreender as conjecturas normativas institucionalizadas? 

Prezados,

Gostaria de uma resposta, ou então um outro questionamento nessa mesma perspectiva.

Grata,

Astraea

#kelsen
#institucionalizar
#norma-legal
Disciplina:Introdução ao Estudo de Direito1.519 materiais