A maior rede de estudos do Brasil

Confronto entre os paradigmas do Código Civil de 1916 com o de 2002?

Queria saber se alguém pode me ajudar a responder PARADGIMAS NO CÓDIGO CIVIL 2002, CONFRONTANDO COM OS DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. PRINCÍPIOS ESTRUTURANTES E SUA APLICAÇÃO NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA.


1 resposta(s)

User badge image

Lyra

Há mais de um mês

vou tentar te ajudar. O Código Civil de 16, elaborado pelo grande Clóvis Bevilaqua, foi fortemente influênciado pelo Codigo Frances, que ainda é aquele batizado de Código Napoleonico. O código francês teve o grande mérito de separar muito bem, naquela traidicional classificação de Ulpiano, o público (onde prevalece o interesse público sobre o privado) e o privado, onde as relações jurídicas travadas são "iguais", prevalecendo a autonomia da vontade (hoje chama de autonomia privada). Tanto o código francês quanto o cc16 são códigos individualistas e patrimonialistas,  para te citar um exemplo, quando uma  criança ficava órfã o CC 16 trazia 23 artigos para tratar da administração do seu patrimônio e apenas 1 falando sobre questões extrapatrimoniais. Na concepção individualista a propriedade e o contrato não necessitavam de cumprir uma função social, bastando que sejam do interesse do proprietário/contratante. Ocorre que esse panorâma sofreu um choque... o direito civil que era visto como o astro rei de um sistema solar jurídico se tornou apenas um dos planetas, cedendo espaço para  a Constituição Federal (o neoconstitucionalismo e o pós positivismo, hoje dominantes, afim que a constituição não é uma carta de intenções, ela é a norma política fundamental que irradia efeitos por todo o ordenamento)...assim as leis passaram a ser interpretadas de acordo com a consittuição, não o contrário. Conjugada a mundaça da posição constitucional do ordenamento com a vigência da CF88, o direito civil brasileiro mudou. A Cf expressamente adota como objetivo a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (socialidade do direito civil). A ordem economica brasileira passa a conformar o direito da propriedade com a função social e ambiental da propriedade. A eticidade é concretizada pela premente discussão da boa-fé objetiva (um dever de agir reto e leal para com a outra parte, surgindo os deveres anexos da boa-fé - cooperação, lealdade, respeito e consideração recíproca....). não sei te dizer nenhum jurisprudência do STF (no âmbito estadual temos os celebres casos do zeca pagodinho e as cervejarias...)

vou tentar te ajudar. O Código Civil de 16, elaborado pelo grande Clóvis Bevilaqua, foi fortemente influênciado pelo Codigo Frances, que ainda é aquele batizado de Código Napoleonico. O código francês teve o grande mérito de separar muito bem, naquela traidicional classificação de Ulpiano, o público (onde prevalece o interesse público sobre o privado) e o privado, onde as relações jurídicas travadas são "iguais", prevalecendo a autonomia da vontade (hoje chama de autonomia privada). Tanto o código francês quanto o cc16 são códigos individualistas e patrimonialistas,  para te citar um exemplo, quando uma  criança ficava órfã o CC 16 trazia 23 artigos para tratar da administração do seu patrimônio e apenas 1 falando sobre questões extrapatrimoniais. Na concepção individualista a propriedade e o contrato não necessitavam de cumprir uma função social, bastando que sejam do interesse do proprietário/contratante. Ocorre que esse panorâma sofreu um choque... o direito civil que era visto como o astro rei de um sistema solar jurídico se tornou apenas um dos planetas, cedendo espaço para  a Constituição Federal (o neoconstitucionalismo e o pós positivismo, hoje dominantes, afim que a constituição não é uma carta de intenções, ela é a norma política fundamental que irradia efeitos por todo o ordenamento)...assim as leis passaram a ser interpretadas de acordo com a consittuição, não o contrário. Conjugada a mundaça da posição constitucional do ordenamento com a vigência da CF88, o direito civil brasileiro mudou. A Cf expressamente adota como objetivo a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (socialidade do direito civil). A ordem economica brasileira passa a conformar o direito da propriedade com a função social e ambiental da propriedade. A eticidade é concretizada pela premente discussão da boa-fé objetiva (um dever de agir reto e leal para com a outra parte, surgindo os deveres anexos da boa-fé - cooperação, lealdade, respeito e consideração recíproca....). não sei te dizer nenhum jurisprudência do STF (no âmbito estadual temos os celebres casos do zeca pagodinho e as cervejarias...)

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes