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Você acha que os direitos do cidadão são absolutos, ou seja, não podem sofrer qualquer tipo de limitação?

 Leia o texto abaixo, Lei Maria da Penha. Medida protetiva não fere direito de ir.
A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou pedido formulado em habeas corpus preventivo que buscou a revogação de medida protetiva imputada ao acusado, prevista na Lei no 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. O paciente responde pela prática de lesões corporais de natureza grave (artigo 129, § 1º, inciso I e § 10, CP) e coação (artigo 344 CP) contra sua companheira. Pairando expectativa da prisão preventiva, acaso descumprida a medida cautelar de proibição de contato, prevista no artigo 22, inciso II, alínea "a" da Lei 11.340/2006, o impetrante aduziu que o iminente receio de prisão estaria em contradição ao seu direito de ir e vir. Suplicou no recurso a concessão de salvo-conduto.
Nos autos da ação em Primeira Instância, o paciente foi proibido de se aproximar da vítima a menos de 2.000 metros, bem como, de importuná-la por qualquer meio. Para a desembargadora Clarice Claudino da Silva, relatora do habeas corpus, os crimes citados caracterizam-se como violência doméstica contra a mulher e obrigam tutelas de urgência. Estas, por sua vez, explicou a magistrada, têm caráter auxiliatório à ofendida e vinculativo ao ofensor.
A relatora ressaltou que a medida protetiva possui o único objetivo de assegurar o direito a uma vida sem violência à mulher. Explicou que a lei 11.340/2006 permite ao Judiciário, bem como, à Delegacia da Mulher e ao Ministério Público, medidas mais ríspidas. Em depoimento, constatou-se a ameaça por parte do paciente com o propósito de evitar o seguimento à ação penal (em curso desde 21/07/2008). A julgadora não considerou constrangimento ilegal, muito menos, infração do direito de ir e vir, previsto pela Constituição Federal. Ressaltou ainda que a liberdade de locomoção encontra limite no direito do outro de preservação da vida e integridade física. A desembargadora alertou que o próprio paciente disse em depoimento que há cerca de seis meses não vai ao apartamento da vítima, ficando claro para a magistrada, a falta de amparo das alegações defensivas.
O desembargador Luiz Ferreira da Silva, como primeiro vogal, e o juiz substituto de Segundo Grau Carlos Roberto Correia Pinheiro, segundo vogal, votaram com a relatora, tornando a decisão unânime.
(Fonte: Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso. Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 15 de abril de 2009)
Passo 2: Agora leia o texto abaixo, que auxiliará na compreensão do artigo apresentado:
Trata-se de acusado de lesão corporal grave contra sua companheira que, vendo-se proibido do seu direito de ir e vir com relação à uma medida protetiva em favor da agredida quis, através de revogação da medida, impetrar um habeas corpus preventivo a fim de prevenir ameaça ao seu direito de ir e vir. O Poder Judiciário acabou entendendo que a medida preventiva não fere o direito de ir e vir do paciente (paciente que é do remédio constitucional do habeas corpus) e, portanto, pensou no direito do outro (vítima) de ter sua integridade física e sua própria vida defendidas e preservadas contra a ação do acusado.
Passo 3: Pesquisar no Resumo e nos Conceitos Fundamentais os temas:
Direitos, Garantias e Estado de Defesa ou de Sítio e procure compreender as limitações aos Direitos garantidos ao cidadão.
Passo 4: Responda à seguinte pergunta:
1. Você acha que os Direitos do cidadão são absolutos, ou seja, não podem sofrer qualquer tipo de limitação? Exponha seus argumentos em, no máximo, 15 linhas

4 resposta(s)

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filipe

Há mais de um mês

na minha opinião os direitos são realmente absolutos, contudo por vivermos em uma sociedade onde os conflitos são constantes e inevitáveis e esses ultrapassam muitas das vezes os limites de apenas discordância entre si passando para algo incotrolável como espancar uma mulher, matar um amigo ou até mesmo por falta de cultura de certos individuos esse vem a cometer crimes e a ordem pública também deve ser mantida assim como a proteção do cidadão dai o objetivo da aplicação do princípio da proporcionalidade que visa:

O princípio da proporcionalidade, que se identifica com a razoabilidade, tem três elementos ou subprincípios:

a) adequação: o ato administrativo deve ser efetivamente capaz de atingir os objetivos pretendidos;

b) necessidade: o ato administrativo utilizado deve ser, de todos os meios existentes, o menos restritivo aos direitos individuais;

c) proporcionalidade em sentido estrito: deve haver uma proporção adequada entre os meios utilizados e os fins desejados. Proíbe não só o excesso (exagerada utilização de meios em relação ao objetivo almejado), mas também a insuficiência de proteção (os meios utilizados estão aquém do necessário para alcançar a finalidade do ato).

O objetivo e defender a vítima e se o agressor ao ferir o direito do outro terá seu direito também ferido. Cabe também falar que apesar de ser absolutos tem resalvas assim como a própria vida. Cabe dizer direitos absoluto para os cidadãos. "Não dou o meu direito para ninguem, para niguem tirar o meu"

na minha opinião os direitos são realmente absolutos, contudo por vivermos em uma sociedade onde os conflitos são constantes e inevitáveis e esses ultrapassam muitas das vezes os limites de apenas discordância entre si passando para algo incotrolável como espancar uma mulher, matar um amigo ou até mesmo por falta de cultura de certos individuos esse vem a cometer crimes e a ordem pública também deve ser mantida assim como a proteção do cidadão dai o objetivo da aplicação do princípio da proporcionalidade que visa:

O princípio da proporcionalidade, que se identifica com a razoabilidade, tem três elementos ou subprincípios:

a) adequação: o ato administrativo deve ser efetivamente capaz de atingir os objetivos pretendidos;

b) necessidade: o ato administrativo utilizado deve ser, de todos os meios existentes, o menos restritivo aos direitos individuais;

c) proporcionalidade em sentido estrito: deve haver uma proporção adequada entre os meios utilizados e os fins desejados. Proíbe não só o excesso (exagerada utilização de meios em relação ao objetivo almejado), mas também a insuficiência de proteção (os meios utilizados estão aquém do necessário para alcançar a finalidade do ato).

O objetivo e defender a vítima e se o agressor ao ferir o direito do outro terá seu direito também ferido. Cabe também falar que apesar de ser absolutos tem resalvas assim como a própria vida. Cabe dizer direitos absoluto para os cidadãos. "Não dou o meu direito para ninguem, para niguem tirar o meu"

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Lyra

Há mais de um mês

os direitos não são absolutos. a questão é muito abstrata, por isso vamos pensar com exemplo. O direito de propriedade antes era visto de uma forma; ter propriedade sobre algo significava usa-lo como desejar, sem qualquer comprometimentos com os demais. Hoje o direito de propriedade não signfica mais a mesma coisa. HOje a propreidade é conformada pela sua função socioambiental. Assim, notamos que houve uma limitação ao direito de propriedade. É certo que existe 2 correntes doutrinárias a respeito da limitação de direitos: 1) os limites conformam o proprio direito (limites internos) e 2) os limites são extrínsecos aos direitos. COntudo, veja que não há divergência sobre a existência de limites aos direitos. Veja que até os direitos fundamentais sofrem limitações... por isso, na teoria geral dos direitos fundamentais, fala-se em princípio da relativização, princípio da convivência das liberdades públicas.. Alguns doutrinadores chegaram a afirmar que o direito à vida é um direito absoluto - errado!!! note que a pena de morte é possível no Brasil. O grande Noberto Bobbio, parece-me que é quem tem razão, a dignidade da pessoa humana e o direito de não ser escravizado são absolutos. Mas, mesmo assim, a questão não é unânime, pois Richard POsner defende que é possível torturar um terrorista para que ele indique onde está a bomba.

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Deirijane

Há mais de um mês

O direito de um cidadão tem como limite o direito dos outros cidadãos. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes